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CONTEÚDO

A disciplina volta-se sobre a formação da historiografia e da crítica de arquitetura e seu funcionamento no interior do campo disciplinar e profissional. Mapeando seus começos e transformações, bem como suas filiações teóricas, ideológicas e interpretativas mais proeminentes, pretende-se explorar alguns de seus desdobramentos contemporâneos como resposta as mutações e disputas no saber e na pratica da arquitetura. Nessa edição da disciplina, focalizaremos o impacto do feminismo acadêmico, dos estudos de gênero e raça e das teorias queer nos estudos especializados, e muito especialmente os seus rendimentos críticos e historiográficos.

JUSTIFICATIVA

Desde os anos 1960, mudanças significativas se processaram na história e na critica de arquitetura e em seus alinhamentos com a pratica profissional. A superação de compromissos operativos/ prescritivos para com a atividade projetual em favor de propósitos de outra natureza, vem fomentando desde então a revisão do que se entende por arquitetura e viabilizando diálogos e rebatimentos produtivos junto a outros universos de trabalho e conhecimento.

Se é verdade que a crescente profissionalização do historiador e do crítico especializado por vezes resultou em total descolamento da produção real da arquitetura e da cidade, ela também vem se mostrando útil a renovação de objetos, problemáticas, abordagens e interpretações, cheia de implicações sobre a formação e o oficio do arquiteto.

Considerando que o campo da arquitetura e um universo em disputa e mutação permanentes, propõe-se acompanhar algumas das inflexões tomadas pela historiografia, a critica e o ensaísmo especializados nas ultimas décadas em função de seus novos parâmetros de produção e incidência. Levando em conta esse conjunto geral de motivações, a disciplina se coloca como uma oportunidade de revisão e atualização da escrita arquitetônica contemporânea.

Toma-se como ponto de partida um quadro de referências intelectuais especialmente influentes no campo, o idealismo, o romantismo, o positivismo, o marxismo, entre outros. Nesta edição, será focalizada uma tendência analítica que emergiu no meio acadêmico internacional entre os anos 1970 e 1980, consolidando-se no campo arquitetônico sobretudo a partir da década de 1990: aquela apoiada nas teorias de gênero, raça e sexualidade.

OBJETIVOS

Apresentar e repensar alguns dos autores, escritos e tradições teóricas mais influentes na historiografia e na crítica de arquitetura a partir do século XIX;

Iluminar temas canônicos e emergentes, assim como pontos cegos na historiografia e na critica de arquitetura moderna e contemporânea, no Brasil e no exterior;

Analisar o impacto dos estudos de gênero, raça e sexualidade nos estudos contemporâneos de arquitetura.



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