• Aula 4


    • A presença somente será atribuída aos que responderem a questão de presença.

      Boa aula!


    • Agenda

      • O início da aula será dedicado à discussão de "promts" sugeridos pelos estudantes, e inspirados em material disponibilizado nas aulas passadas
      • Sugeriremos material complementar disponibilizado no fim desta aula para entendermos melhor o mundo em que vivemos.
      • Em seguida, faremos uma síntese do conteúdo das vídeo-aulas do ED 6, refletindo sobre os principais conceitos apresentados, e tiraremos dúvidas sobre o problema resolvido no ED 7.
      • Terminaremos a aula resolvendo dois exercícios pautados por funções de produção com um e com dois fatores de produção


    • Introdução à Teoria da Produção

      A produção acontece para satisfazer necessidades humanas

      Usamos a terra, o trabalho e o capital para gerar bens e serviços, e o nível de produção depende da disponibilidade desses fatores. Os fatores terra, trabalho e capital são usados de forma eficaz quando atendem necessidades, e de forma eficiente quando não há desperdício durante o processo de produção. Neste bloco de vídeo aulas, introduzimos os conceitos básicos da Teoria da Produção que mostram como a Economia analisa o uso eficiente desses fatores. Assista às seguintes vídeo aulas e resolva este questionário. Cópia PDF dos slides usados neste bloco de vide aulas pode ser obtido AQUI. Estude esse material e prepare-se para as discussões em sala de aula.

      Princípios 
      da teoria 
      da produção 
      Parte 1 
      Princípios 
      da teoria 
      da produção 
      Parte 2 

    • Introdução à Teoria da Produção

      Produção com apenas um fator de produção

      Neste bloco, exploramos os princípios da teoria da produção na sua versão mais simples, aquela em que o processo de produção envolve apenas o emprego de um único fator de produção. Assista à videoaula e resolva este quiz. O enunciado em PDF do problema resolvido nesta videoaula pode ser obtido AQUI.

      Função de 
      produção 
      com um fator: 
      resolução 
      de problema 



      Para Reflexão

      A Teoria da Produção formaliza o estudo de como firmas convertem terra, capital e trabalho, em produto. Estabelece as bases de como a firma busca níveis eficientes e ótimos de uso desses fatores. Um dos pressupostos é de que as firmas atuam sob condições de concorrência perfeita (**).

      (**) Nenhum participante tem tamanho suficiente para ter o poder de mercado para definir o preço de um produto homogêneo. São tantos os compradores e os vendedores que estes não conseguem influenciar o preço de mercado de maneira isolada. O produto é homogêneo (i.e., do ponto de vista dos consumidores, o produto é igual entre todas as firmas que atuam no mercado). A entrada e saída de firmas é livre (não existem restrições para que empresas entrem ou abandonem o mercado). Não existem restrições econômicas (investimento necessário) ou mesmo tecnológico (acesso a conhecimento é igual para todos) e a informação é perfeita (todos os participantes, tanto compradores como vendedores, têm pleno acesso à informação necessária, permitindo assim tomadas de decisão com conhecimento completo de causas e consequências.

      Na prática, entretanto, são poucos os segmentos produtivos que se aproximam desse modelo. Dentre esses poucos, podemos citar o caso da produção de lenha, grãos, hortaliças e frutas. Mesmo nesses casos, a posse da terra pode se tornar um aspecto que dificulta a livre entrada e saída de unidades produtivas no processo (uma das pressuposições básicas da concorrência perfeita). Considere as fontes de dados disponíveis sobre a atual situação do acesso à posse da terra no Brasil, e elabore a sua opinião sobre como a concorrência perfeita da produção rural no Brasil é afetada por essa situação.

      Distribuição da terra

      Estrutura Fundiária no Brasil (2015)

      Lapola et al. (2013) Pervasive transition of the Brazilian land-use system. Nature Climate Change. January 2014, Vol 4:

      Sauer e Leite (2012) Expansão Agrícola, Preços e Apropriação de Terra Por Estrangeiros no Brasil. Revista de Economia e Sociologia Rural, Piracicaba-SP, Jul/Set, Vol 50(3): 503-524.

      USDA (2015)  Farmland Ownership and Tenure in USA.


    • Temas complementares
      (para uma melhor compreensão do mundo em que vivemos)


      Tema 1 - Bioeconomia Circular

      Fluxo dos fatores numa economia circular

      Em maio de 2020, Costanza e outros autores publicaram na revista "Solutions for a sustainable and desirable future" um plano de 10 ações para criar uma bioeconomia circular sustentável (documento completo publicado pelo EFI). Leia a tradução desse plano para o Português:


      Dez passos para criar uma Bioeconomia circular e bem estar sustentável

      O Plano de Ação é norteado por novas descobertas científicas e tecnologias inovadoras de várias disciplinas e setores. É articulado em torno de seis pontos de ação transformador e quatro pontos de ação capacitadora, que se reforçam mutuamente.

      1. Ter como objetivo o bem-estar sustentável (foco no bem-estar sustentável)

      A atual economia fóssil, viciada no “crescimento a todo custo”, medida pelo Produto Interno Brut(PIB), deve ser substituída por uma economia que vise o bem-estar sustentável centrado nas pessoas e em nosso ambiente natural. Isso significa substituir os indicadores econômicos atuais, como o PIB, que se concentra apenas nas transações de mercado, por novos indicadores de bem-estar sustentável, incluindo a saúde humana, que deve incluir a ampla gama de contribuições não mercantis do capital natural e social (por exemplo, Indicador de Progresso Genuíno [1], ou Índice de Bem-Estar Sustentáve [2]). Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU fornecem uma estrutura acordada internacionalmente para desenvolver essas novas abordagens de indicadores e integrá-los nas contas nacionais em conformidade. Agora é tecnicamente possível compreender e medir o impacto do desenvolvimento de uma bioeconomia circular em termos de bem-estar sustentável, levando em consideração as compensações e sinergias entre os diferentes ODS.

      2. Investir na natureza e na biodiversidade

      Medidas para proteger e melhorar a biodiversidade e nosso capital natural por meio de duas estratégias interdependentes são essenciais para o bem-estar sustentável, a saúde humana e uma bioeconomia circular resiliente. A primeira estratégia é baseada em evidências de pesquisas massivas que mostram como a promoção de sistemas mais ricos em espécies pode apoiar a agricultura produtiva e resiliente, silvicultura e aquicultura, enquanto evita as armadilhas da mudança climática, degradação da terra, esgotamento de recursos, poluição e declínio de insetos. A segunda estratégia visa proteger grandes sistemas contíguos de biodiversidade em diferentes ecorregiões para prevenir a deterioração dos serviços ecossistêmicos globais, a extinção de espécies e a rápida erosão da biodiversidade [3]. Uma ação global concertada para manter e restaurar ecossistemas naturais de alta biodiversidade em grandes áreas de terra é necessária para salvar a diversidade e abundância da vida na Terra. Ambos os tipos de medidas requerem novos modelos de negócios e instrumentos institucionais, como pagamentos por serviços ecossistêmicos ou fundos de ativos comuns visando a proteção da biodiversidade e a prestação de serviços ecossistêmicos.

      3. Garantir uma distribuição equitativa da prosperidade

      Recursos biológicos, como recursos agrícolas ou florestais, geralmente são de propriedade e administrados por muito mais pessoas, comunidades e entidades, quando comparados aos recursos fósseis, como gás e petróleo. Isso oferece à bioeconomia circular a possibilidade de gerar uma distribuição mais equitativa de renda, empregos, infraestrutura e prosperidade em uma geografia mais ampla [4]. Para isso, as cadeias de valor da bioeconomia circular precisam ser co-criadas com a participação das comunidades locais. Isso significa que o papel das populações locais, incluindo povos indígenas quando pertinente, não deve se limitar a fornecer conhecimento tradicional ou colher recursos biológicos, mas deve incluir sua participação na tomada de decisões estratégicas, governança e repartição de benefícios. Ao mesmo tempo, o empoderamento das mulheres, incluindo microfinanciamento para empresas femininas, deve ser abordado explicitamente para garantir governança inclusiva, redução da pobreza e desenvolvimento sustentável geral.

      4. Repensar os sistemas de terra, alimentação e saúde de forma holística

      Os sistemas alimentares são responsáveis por 21-37% das emissões globais de gases de efeito estufa e um grande impulsionador do desmatamento e degradação da terra, mas ainda há insegurança alimentar generalizada e desnutrição. Transformar o setor de terras (agricultura, silvicultura, pântanos, bioenergia) em práticas mais sustentáveis poderia contribuir com 30% da mitigação global necessária em 2050 para cumprir a meta de 1,5 °C. Para conseguir isso, é necessário aumentar as práticas de agricultura sustentável11 e medidas de silvicultura inteligentes para o clima para atender à demanda por alimentos e, ao mesmo tempo, fornecer os principais serviços de regulação do ecossistema (por exemplo, conexão com resfriamento climático e água) e matérias-primas sustentáveis para a produção de base biológica produtos e bioenergia. Uma abordagem de saúde [5] única também é necessária para abordar a saúde humana e animal de forma holística em relação ao uso da terra e às mudanças climáticas.

      5. Transformar os setores industriais

      Globalmente, a indústria é responsável por mais de 30% de todas as emissões de gases de efeito estufa, das quais a maioria surge da produção de materiais a granel como cimento, metais, produtos químicos e produtos petroquímicos. Ao mesmo tempo, o sistema industrial atual permanece muito 'linear' (por exemplo, apenas 12% dos materiais vêm da reciclagem global), com uso intenso de recursos e baseado em recursos não renováveis ​​(minerais não metálicos como areia ou cascalho representam cerca de 50% de todos os recursos que extraímos globalmente) [6]. É urgente implantar inovações escaláveis ​​e tecnologias viáveis ​​para produzir soluções eficientes em termos de recursos, circulares e de baixo carbono baseadas em energia renovável e materiais de base biológica de origem sustentável. Um bom exemplo é o primeiro carro feito de nanocelulose, um biomaterial cinco vezes mais leve e resistente que o aço, produzido no Japão em 2019. Novos biomateriais, incluindo bioplásticos, são promissores devido à sua pegada de carbono e biodegradabilidade menor em comparação com produtos petroquímicos [4]. Por exemplo, novos têxteis à base de madeira têm um efeito de mitigação do clima de 5 kg CO2 por kg de produto usado em comparação com o poliéster11. Finalmente, combustíveis sustentáveis ​​processados ​​a partir de resíduos biológicos ou até mesmo emissões de carbono podem agora ser usados ​​na aviação. 

      6. Reimaginar as cidades através de lentes ecológicas

      As projeções da ONU preveem 2,3 bilhões de novos moradores urbanos até 2050. A produção do volume de novas moradias necessárias poderá demandar até 20% do orçamento de carbono restante para 2020-2050 se materiais de construção à base de minerais como aço e cimento forem usados. Uma mudança para biomateriais (com base em madeira de engenharia ou bambu) poderia reduzir substancialmente a quantidade de materiais usados ​​e a pegada de carbono de nossas cidades ao criar reservatórios de carbono duráveis [4, 7]. O uso de madeira na construção civil tem um efeito de mitigação do clima de 2,4-2,9 Kg CO2 por Kg de produto usado quando comparado ao concreto 11, além de armazenar 1 tonelada de CO2 em cada m3 de produtos. Construir com madeira também é mais eficiente em termos de recursos, pois pode reduzir a quantidade total de materiais usados ​​na construção em 50% [8]. Finalmente, o uso de soluções baseadas na natureza, como florestas urbanas, árvores e vegetação tem impactos positivos na saúde das populações urbanas, ao mesmo tempo que reduz os efeitos das ilhas de calor urbanas. Realizar o potencial da bioeconomia circular por meio dos seis pontos de ação transformadores descritos acima requer um ambiente propício, conforme refletido nos quatro pontos de ação facilitadores abaixo, que incluem políticas e estratégias que se reforçam mutuamente, inovação, investimentos e pesquisa e educação para desencadear as mudanças transformadoras necessárias em todos os setores e sistemas.


      A seguir são listadas as principais recomendações sob os quatro pontos de ação habilitadores em conexão com os seis pontos de ação transformadora.

      7. Criação de uma estrutura regulatória favorável

      A necessidade de se recuperar economicamente dos impactos da COVID-19 oferece uma grande oportunidade para propor medidas políticas audaciosas em diferentes escalas (empresarial, municipal, regional, nacional, global). Por exemplo, a abolição dos subsídios que apóiam o uso de combustíveis fósseis, ao mesmo tempo que transfere os impostos do trabalho para o consumo de recursos e energia, pode fornecer incentivos importantes para a adoção de soluções de bioeconomia circular.

      Um quadro de políticas que funcione bem deve garantir a coordenação adequada entre as diferentes políticas: de contratos públicos, a padrões comuns para reduzir o risco do negócio e impulsionar a inovação, a incentivos para reter valor através de processos de economia circular, à precificação do carbono (impostos sobre carbono e combustível, esquemas eficazes de comércio de emissões, etc.), bem como direitos de propriedade e fundos de ativos comuns. Políticas consistentes, previsíveis e de longo prazo, são importantes para orientar a escala de investimentos privados necessários para transformar a bioeconomia circular de um nicho em uma norma. Isso requer coordenação, consistência e sinergia entre as áreas políticas relevantes, incluindo a conservação da natureza e o clima, bem como o setor de terras e estratégias industriais (incluindo segurança alimentar), a fim de apoiar o surgimento de bioprodutos sustentáveis ​​e cadeias de valor circulares. A bioeconomia circular trata simultaneamente de duas crises globais, as do clima e da biodiversidade, ao mesmo tempo que oferece novas oportunidades econômicas e sociais. Portanto, mecanismos eficazes de governança global e esforços de coordenação são necessários para integrar o conceito de bioeconomia circular às convenções internacionais existentes para clima, biodiversidade e desertificação. Novas formas de coordenação internacional eficaz podem incluir a criação de uma coalizão de nações com ideias semelhantes que se comprometam a dar passos firmes para fazer avançar a bioeconomia circular como uma estratégia para abordar conjuntamente a prosperidade econômica, as mudanças climáticas e a conservação da biodiversidade.

      8. Entregar inovação missão-orientada para o investimento e a agenda política

      Mudar para uma bioeconomia circular requer transformação em toda a cadeia de inovação: do lado da oferta, por meio de investimentos em inovação proposital, e do lado da demanda, por meio de políticas de compras e rotulagem de produtos que orientam os padrões de consumo e investimento. No entanto, a pesquisa setorial e a inovação não são suficientes para acelerar e ampliar a bioeconomia circular no ritmo necessário. Inovação orientada para a missão, novos tipos de nichos de inovação e colaboração entre atores públicos e privados de diferentes setores e disciplinas: bio-, nano-, digital, robótica, negócios, etc. são necessários para criar novos modelos de negócios, produtos e cadeias de valor. A inovação voltada para a missão é fundamental para projetar o futuro de uma nova forma com propósito comum, usando a natureza como guia e engajando as comunidades a se envolverem em processos que incentivem a cocriação de soluções. A revolução digital está transformando nossa capacidade de entender a natureza, gerenciar recursos naturais de forma sustentável e liberar valor dos ecossistemas. Ele também fornece novas ferramentas para otimizar o uso e o valor dos materiais por meio de sistemas industriais circulares que minimizam a entrada de recursos e o desperdício. O desenvolvimento e a sustentabilidade da bioeconomia circular dependem muito de sua própria capacidade de inovar usando os novos avanços tecnológicos digitais e biológicos em combinação com os conhecimentos tradicionais. Esses desenvolvimentos vão colocar questões fundamentais em termos de ética e direitos humanos que precisam ser regulamentadas de forma adequada.

      9. Facilitar acesso a financiamento e melhorar a capacidade de assumir riscos

      Uma bioeconomia circular integra uma infinidade de atores econômicos ao longo de cadeias de valor complexas: tudo, desde o gerenciamento de ecossistemas florestais, agricultura, sistemas alimentares e fornecimento de biomassa até a implantação de novas e caras soluções de alta tecnologia que precisam ser ambientalmente responsáveis ​​ao mesmo tempo que são economicamente competitivas. O financiamento desse empreendimento exige investimentos maciços e instrumentos específicos para reduzir e compartilhar os riscos envolvidos, além de minimizar as dificuldades de entrada no mercado. O acesso ao financiamento representa um grande desafio, especialmente para projetos de crescimento e em estágio avançado, e empresas com maiores necessidades de capital. O financiamento de capital de risco, títulos verdes, fundos de bioeconomia circulares nacionais e internacionais dedicados e parcerias público-privadas devem ser promovidos em um nível internacional para acelerar a bitransição circular. Ao mesmo tempo, um número crescente de fundos de investimento está em busca de oportunidades de investimento sustentável em todo o mundo, o que exige plataformas circulares específicas de investimento em bioeconomia. 

      10. Intensificar e ampliar a pesquisa e a educação 

      A pesquisa em bioeconomia circular e inovações relacionadas, até agora, tem se concentrado muito nos aspectos tecnológicos e de engenharia. Os aspectos humanos e de mercado, como a inovação social, têm sido negligenciados. Isso é compreensível, dada a urgência de inovar e criar soluções de base biológica capazes de substituir os produtos de base fóssil. Embora tais esforços devam ser intensificados no futuro, precisamos ampliar a pesquisa circular relacionada à bioeconomia, integrando ciências técnicas com ciências sociais, bem como negócios, artes, design e humanidades de uma maneira multidisciplinar. Essa pesquisa também precisa incluir as partes interessadas relevantes, bem como os participantes do mercado no processo de P&D de forma transdisciplinar. Isso é crucial se quisermos enfrentar as questões ambientais, econômicas e sociais inter-relacionadas ligadas à transição para uma bioeconomia circular. A pesquisa transdisciplinar integrando ciência da sustentabilidade, pesquisa climática, ecologia, biologia, agricultura, silvicultura, economia, sociologia, ciências políticas, psicologia, saúde humana e epidemiologia, assim como muitas outras - como conhecimento tradicional e atemporal, sabedoria e habilidades práticas - é necessário. Isso ajudaria a compreender melhor as compensações e sinergias em diferentes escalas temporais e espaciais entre a mitigação e adaptação às mudanças climáticas, a produção de biomassa e a prestação de serviços ecossistêmicos, e entre as diferentes opções de uso da terra e suas implicações para as salvaguardas da biodiversidade, alimentos, água e o fornecimento de serviços ecossistêmicos, energia e materiais. Novos avanços científicos e tecnológicos baseados em modelagem, inteligência artificial e big data fornecem uma boa base para melhor compreender sistemas socioecológicos complexos e abordar questões de sustentabilidade conectando diferentes disciplinas. Envolver as partes interessadas relevantes na formulação de questões de pesquisa também é importante para um diálogo mais transparente e fluente entre ciência, política e prática para refletir, informar e apoiar a tomada de decisões e políticas. Finalmente, também é de vital importância antecipar os novos conhecimentos e habilidades - sem falar em como integrá-los com conhecimentos e habilidades tradicionais relevantes - que serão necessários no futuro dentro da bioeconomia circular, e integrá-los à educação primária, formação profissional, continuação educação e em design e estudos acadêmicos por meio de novos currículos. Programas educacionais internacionais construídos em torno das melhores competências disciplinares e estudos de caso em diferentes países acelerariam a circulação de conhecimento para o avanço da bioeconomia circular. Acima de tudo, a educação precisa se tornar um verdadeiro motor para o desenvolvimento da bioeconomia circular, e também para uma redescoberta da importância de trabalhar em harmonia com os princípios naturais e universais. Exemplo: um novo paradigma de desenvolvimento sustentável para a Amazônia.

      Referências



    • Tema 2 - Disponibilidade do fator terra para a Agropecuária Brasileira

      Vamos resgatar a questão dos fatores de produção (terra, trabalho, capital, tecnologia e empreendedorismo) citados numa das videoaulas.

      Mais especificamente, se o estudo da Economia se fará sob a ótica dos recursos florestais, quão disponíveis são esses recursos no Brasil?  Do ponto de vista econômico, os recursos florestais integram o fator de produção terra. Para sabermos mais sobre a disponibilidade dos recursos florestais no Brasil assistiremos a dois videos que trazem pontos de vista que se contrapõem. Assista essas apresentações e tire as suas próprias conclusões.

      Evaristo de Miranda, em Jan/2019
      Embrapa
      (25 min)
      "Resposta" do Tasso Azevedo, em Abr/2019
      Observatório do Clima/MapBiomas/Atlas Agropecuário
      (13 min)

      Tema 3 - A Natureza no centro de uma Bioeconomia Circular Global

      Em seguida, vejamos um exemplo de como algumas instituições internacionais líderes na área florestal vêm articulando o discurso da transição para uma bioeconomia circular. No dia 19/Mar/2021, o Instituto Florestal Europeu (EFI), o Centro resultante da fusão do CIFOR com o ICRAF e o Fundo Finlandês de Inovação, em colaboração com o Global Landscapes Forum (GLF) e com a Aliança das iniciativas Mercados Sustentáveis e Bioeconomia Circular (SMI CBA), organizaram uma conferência para exame de iniciativas florestais de Bioeconomia. 

      A conferência teve como título "A natureza no coração de uma bioeconomia circular global", e reuniu representantes de várias partes do mundo, inclusive de uma ex-ministra brasileira do meio ambiente (Izabella Teixeira). Assista a duas mensagens que atual rei Carlos III da Inglaterra, proponente da "Terra Carta" apresentada na França em janeiro de 2021, deixou gravadas. A primeira endereçada a uma das reuniões do "One Planet Summit for Biodiversity", e a segunda, uma versão mais recente, disponível na página de boas vindas da Aliança Mercados Sustentáveis:

      Em sua opinião, quais são os principais obstáculos para transitarmos de uma economia baseada em combustíveis fosseis para uma bioeconomia circular sustentável?


      Tema 4 - A atual transição para uma nova revolução industrial

      Os desafios da transição são amplificados pelo atual processo de desenvolvimento e evolução. Vamos assistir ao documentário "The Third Industrial Revolution" que sugere um roteiro para enfrentamento desses desafios.

      "A economia global está em crise. O esgotamento exponencial dos recursos naturais, o declínio da produtividade, o crescimento lento, o aumento do desemprego e a forte desigualdade nos obrigam a repensar nossos modelos econômicos. Para onde vamos daqui? Uma Terceira Revolução Industrial está se desenrolando com a convergência de três tecnologias essenciais: uma internet de comunicação 5G ultra-rápida, uma energia renovável e uma mobilidade sem motorista, todas conectadas à Internet das Coisas incorporada à sociedade e ao meio ambiente. Essa infraestrutura digital inteligente do século XXI está dando origem a uma nova economia de compartilhamento radical que está transformando a maneira como gerenciamos, alimentamos e movemos a vida econômica. Mas com as mudanças climáticas agora devastando o planeta, ela precisa acontecer rapidamente. Mudanças dessa magnitude requerem vontade política e uma profunda mudança ideológica." (Jeremy Rifkin, )

      Clique AQUI para download da versão PDF do livro.


      Mesa 5 - O Sexto Relatório do IPCC

      O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas divulgou no dia 13/03/2023 o seu sexto relatório (AR6) e o seguinte vídeo síntese (Climate change 2023 - synthesis trailler):

      Assista ao vídeo e responda à seguinte pergunta: O que precisamos fazer para garantir um futuro habitável e sustentável? (1m34s)