Programação

  • Panorama histórico dos estudos da oralidade [13/03] - Prof. Dr. Luiz Antônio da Silva


    Nesta aula, buscaremos resgatar a história dos estudos da oralidade no Brasil. Para tanto, focalizaremos alguns eventos fundamentais:

     

    1. A Sociolinguística no Brasil: início no Brasil; as consequências nas análises linguísticas.

     2. A história do Projeto NURC no Brasil: as circunstâncias da implementação do projeto; o cenário acadêmico da época; a formação de um corpus de língua falada no Brasil.

     3. A importância histórica do Projeto NURC/SP: os fundamentos teóricos; as distintas fases do Projeto.

     4. Análise da Conversação: início no Brasil; os fundamentos teóricos; a orientação etnometodológica; a orientação discursiva.

     5. O estágio atual dos estudos da oralidade: a orientação da Pragmática.

     

    BIBLIOGRAFIA BÁSICA

     

    CASTILHO, Ataliba Teixeira de (1990). O português culto falado no Brasil: história do Projeto NURC/BR. In: PRETI, Dino & URBANO, Hudinilson (Orgs.). A linguagem falada culta na cidade de São Paulo. Vol. IV: estudos. São Paulo: T.A.Queiroz/Fapesp, p.141-164.

    FÁVERO, Leonor Lopes et al.(2010). Interação em diferentes contextos. In: BENTES, Anna Christina & LEITE, Marli Quadros (Orgs.). Linguística de texto e análise da conversação. São Paulo: Cortez, p.91-158.

    GALEMBECK, Paulo de T.; ROSA, Margaret de M & SILVA, Luiz Antônio da (1990). O turno conversacional. In: PRETI, Dino & URBANO, Hudinilson (Orgs.). A linguagem falada culta na cidade de São Paulo. Vol. IV: estudos. T.A.Queiroz:Fapesp, p.45-90.

    LEITE, Marli Quadros et. al. (2010). A Análise da Conversação no Grupo de Trabalho Linguística do Texto e Análise da Conversação da Associação Nacional de Pós-Graduação em Letras e Linguística. In: BENTES, Anna Christina & LEITE, Marli Quadros (Orgs.). Linguística de texto e análise da conversação. São Paulo: Cortez, p.49-87.

    LEITE, Marli Quadros; NEGREIROS, Gil. Análise da Conversação no Brasil: rumos e perspectivas. In: GONÇALVES, Adair Vieira; GÓIS, Marcos Lúcio de Sousa (Orgs.). Ciências da linguagem: o fazer científico. 1. ed. v.1. Campinas-SP: Mercado de Letras, 2014. p. 105-135.

    LODER, Letícia L. & JUNG, Neiva M. (2009) (Orgs.). Análises de fala-em-interação institucional: a perspectiva da análise da conversa etnometodológica. Campinas: Mercado de Letras.

    MARCUSCHI, Luiz Antônio (1986). Análise da conversação. São Paulo: Ática.

    MARCUSCHI, Luiz Antônio (2001). Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez.

    SACKS, Harvey; SCHEGLOFF, Erving & JEFFERSON, Gail (1974). A simplest systematics for the organization of turn-taking for conversation. Language, 50:696-735.

    SILVA, Luiz Antônio da (1996). Projeto NURC: histórico. Línha D´água, 10:83-90.

    SILVA, Luiz Antônio da (2008). Conversação: modelos de análise. In: SILVA, Luiz Antônio da (Org.). A língua que falamos. Português: história, variação e discurso. São Paulo: Globo.

     


  • Língua falada e estudos semióticos do discurso - Prof.ª Dr.ª Diana Luz Pessoa de Barros

     

    Nesta aula, vamos examinar os textos falados na perspectiva dos estudos do discurso, em particular da semiótica discursiva francesa.

     Trataremos de quatro tópicos:

    1. texto e conversação: a caracterização do texto falado, e do conversacional, em particular, em relação a outros gêneros, tipos e modalidades textuais e discursivas, a partir, sobretudo, de sua organização enunciativa;

    2. procedimentos conversacionais: o papel discursivo dos procedimentos conversacionais de formulação e reformulação, que são usados como estratégias de manipulação, com as quais o destinador visa a persuadir o destinatário da conversação;

    3.  cortesia e descortesia na conversação: cortesia e descortesia em diferentes regimes de interação e de risco.

    4. plano da expressão dos textos falados: a especificidade da fala em relação ao plano da expressão, especialmente as particularidades dos sistemas semissimbólicos nos textos falados.

     A bibliografia utilizada para o desenvolvimento da aula está publicada nos livros do Projeto NURC/SP-Núcleo USP. São os seguintes textos:


     BARROS, Diana Luz Pessoa de (1998). Procedimentos e recursos discursivos da conversação. In: Preti, Dino (org.). Estudos da língua falada: variações e confrontos. São Paulo: Humanitas, 47-69.

    ___________ (2000). Entre a fala e a escrita: algumas reflexões sobre as posições intermediárias. In: Preti, Dino. Fala e escrita em questão. São Paulo: Humanitas, p. 57-77.

    _____________ (2002). Interação em anúncios publicitários. In: Preti, Dino. Interação na fala e escrita. São Paulo: Humanitas, p. 17-44.

    _____________(2006). Efeitos de oralidade no texto escrito. In: Preti, Dino. Oralidade em diferentes discursos. São Paulo: Humanitas, p. 57-84.

    _________ (2013). Comunicação de risco. In: Preti, Dino; Leite, Marli Quadros (orgs.). Comunicação na fala e na escrita. São Paulo: Humanitas, 21- 48.


  • Pragmática da conversação [27/03]

    Aula a ser ministrada pelo Professor Gaston Hilgert


    Análise da Conversação: aspectos pragmáticos

     

    1. A conversação/conversa: retomando aspectos conceituais

    2. Caracterização teórico-metodológica da AC etnometodológica

    3. Uma primeira aproximação ao objeto de estudos

    4. Sistemas de transcrição da conversação/conversa

    5. Categorias de análise relevantes para a AC

    6. A conversação/conversa como ação conjunta (joint action)

    7. A análise linguística da conversação/conversa: a linguística interacional

    8. Alguns procedimentos constitutivos da conversação/conversa: correção, parafraseamento, repetição.

     

    BARROS, Diana L. P. Procedimentos de reformulação: a correção. In: PRETI, Dino (org.). Análise de textos orais. São Paulo: FLCH/USP, 1993, p. 129-156.

    COULON, Alain. Etnometodologia. Petrópolis: Vozes, 1995.

    GALEMBECK, Paulo de T.; ROSA, Margaret de M & SILVA, Luiz Antônio da (1990). O turno conversacional. In: PRETI, Dino & URBANO, Hudinilson (Orgs.). A linguagem falada culta na cidade de São Paulo. Vol. IV: estudos. T.A.Queiroz:Fapesp, p.45-90.

    HILGERT, J. G. (2015). Parafraseamento. In: JUBRAN, C. C. A. S. (Org.). Gramática do português culto falado no Brasil: construção do texto falado. São Paulo: FAPESP / Contexto, v. I, p. 257-278.

    LEITE, Marli Quadros et. al. (2010). A Análise da Conversação no Grupo de Trabalho Linguística do Texto e Análise da Conversação da Associação Nacional de Pós-Graduação em Letras e Linguística. In: BENTES, Anna Christina & LEITE, Marli Quadros (Orgs.). Linguística de texto e análise da conversação. São Paulo: Cortez, p.49-87.

    MARCUSCHI, L. A. Repetição. In: JUBRAN, C. C. A. S. (Org.). Gramática do português culto falado no Brasil: construção do texto falado. São Paulo: FAPESP / Contexto, v. I.

    MONDADA, Lorenza. Contributions de la linguistique interactionelle. https://www.researchgate.net/publication/45069242_Contributions_de_la_linguistique_interactionnelle

    MONDADA, Lorenza. Pour une linguistique interactionnelle. Marges linguistiques, 01/maio. http://www.marges-linguistiques.com, 2001.

    SACKS, H.; SCHEGLOFF, E.; JEFFERSON, G. (1974). A simplest systematic for the organization of turn taking of conversation. Language, 50: 696-735.Tradução: Veredas. http://ojs2.ufjf.emnuvens.com.br/veredas/article/view/25266

     A system for transcribing talk-in-interaction: GAT 2. Translated and adapted for English by Elizabeth Couper-Kuhlen et alii. Gesprächsforschung - Online-Zeitschrift zur verbalen Interaktion (ISSN 1617-1837) Ausgabe 12 (2011), Seite 1-51 (www.gespraechsforschung-ozs.de)

    Um sistema para transcrever a fala-em-interação: GAT 2

    Tradução e adaptação para o português (NUCOI/UFMG): Ulrike Schröder et alii. Veredas.http://www.ufjf.br/revistaveredas/files/2016/12/GAT_Completa_Final_11_2016-corrigido-DOC.pdf


  • Oralidade e escrituralidade [03/04]

    Aula a ser ministrada pelo Professor Hudnilson Urbano e pela Professora Fabiane Alves.


    Esta aula pretende abordar o tratamento da oralidade, não apenas em texto orais, mas também em texto escritos, ora incluindo, ora excluindo a chamada língua falada. Para isso, serão apresentados e discutidos alguns conceitos e modelos tais como o proposto por Oesterreicher e Koch (2007; 2013), Marcuschi (2006) e Urbano (2006), os quais consideram as realizações comunicativas não separadas em polos dicotômicos opostos da oralidade e da escrituralidade, mas dispostas em um continuum que considera meio (gráfico ou fônico) e concepção (oral ou escrita) para cada tipo de produção. Ademais, será abordada a questão da gestualidade (URBANO, 2018) como componente comunicacional.

    Para construção dessas ideias, serão estudados os seguintes pontos:

    ·         língua falada e língua escrita (conceitos tradicionais)

    ·         da  F1 a F2

    ·         oralidade primária e oralidade secundária

    ·         oralidade e escrituralidade (letramento)

    ·         língua falada e língua escrita: o continuum

    ·         meio, concepção e gestualidade

    Bibliografia básica

     

    FRANCO, M.; SIEBERG, B. Proximidade e Distância. Lisboa: Universidade Católica Editora, 2011.

     KOCH, P.; OESTERREICHER, W. Lengua hablada em la Romania: español, francês, italiano. Editorial Gredos, biblioteca Romania Hispánica, 2007.

     ______. Linguagem da imediatez – linguagem da distância: oralidade e escrituralidade entre a teoria da linguagem e a história da língua. Tradução: Hudinilson Urbano e Raoni Caldas. Revista Linha D’Água, n. 26, v.1, p. 153-174, 2013.

     MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. 10. Ed. São Paulo: Cortez, [2000] 2010, p. 15-28; 32-34.

     MESCHONNICC, H. Qu´entendez vous par oralité. In: Langue française, n. 56, 1982. Le rythme et le discours. p. 6-23. Disponível em: https://www.persee.fr/docAsPDF/lfr_0023-8368_1982_num_56_1_5145.pdf . Acesso em: 19. mar. 2019.

     PRETI, D. Sociolinguística: os níveis da fala: um estudo sociolinguístico do diálogo na Literatura Brasileira. São Paulo: EdUSP, 2003.

     URBANO, H. Usos da linguagem verbal. In: PRETI, D. (org.). Oralidade em diferentes discursos. São Paulo: Humanitas, v. 8, p. 19-55, 2006.

     ______. A frase na boca do povo. São Paulo: Contexto, 2011.

     ______. Da conversação real do NURC à conversação virtual na internet: a questão do "meio". In: LEITE, M. Q. Oralidade e mídia. Projetos Paralelos - NURC-SP. São Paulo: Humanitas, v. 13, 2018.

     

  • Gêneros discursivos [10/04 e 24/04]

    GÊNEROS DISCURSIVOS – Maria Lúcia da Cunha Victório de Oliveira Andrade

    Seminários a serem realizados nos dias  10/04 e 24/04


    Nesta aula buscaremos refletir sobre as noções de gênero discursivo e tipo textual quando tomadas como categorias  de análise na tipificação de textos produzidos em nossa sociedade. Propomos  uma distinção de cunho  teórico-metodológico e conceitual entre essas noções, dado que cada uma delas compreende realidades diferentes do funcionamento do discurso.

     

    1-      Gêneros discursivos: conceito

    2-      Tipos textuais: sequencias descritivas, narrativas, argumentativas, expositivas, injuntivas.

    3-      Gêneros escritos: crônica, noticia, reportagem, carta, editorial, artigo de opinião, entrevista

    4-      Gêneros orais: conversação, aula, entrevista, debate

    5-      Gêneros digitais: sites, blogs, e-mail, twitter, whatsapp,



    Bibliografia

     

    BAKHTIN, M. Gêneros do Discurso. In: Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2011,p.261-306.

    BARROS, Diana Luz P. Efeitos de oralidade em gêneros discursivos diferentes. In: PRETI, Dino (org). Variações na fala e na escrita. São Paulo: Humanitas, 2011, p. 209-241

    FIORIN, José Luiz. Os gêneros do discurso. In: Introdução ao pensamento de Bakhtin. São Paulo: Ática, 2006, p. 60-76.

    MACHADO, Ida Lúcia e MELLO, Renato (orgs) Gêneros: reflexões em análise do discurso. Belo Horiozonte: Faculdade de Letras UFMG. Núcleo de análise do Discurso.

    MAINGUENEAU, Dominique. Tipos e gêneros de discurso. In: Análise de textos de comunicação. São Paulo: Cortez, 2008, p. 59-70.

    MARCUSCHI, Luiz Antonio. Produção textual: análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008.

    ROJO, Roxane e BARBOSA, Jacqueline P. Hipermodernidade, multiletramentos e gêneros discursivos. São Paulo: Parábola, 2015

    SHEPHERD, Tania e SALIES, Tania G. (orgs) Linguística da internet, São Paulo: Contexto,  2013.

     


  • Oralidade e diálogo literário [08/05]

    Seminário a ser ministrado pelas Professoras Doutoras
    Ana Rosa Ferreira Dias e
    Jahilda Lourenço de Almeida

     

    Nesta aula propomos uma reflexão sobre a noção de diálogo literário, levando em consideração traços característicos da fala e da escrita que não sendo consideradas compartimentos estanques, podem estar juntas em contextos específicos, como no diálogo construído, espaço em que as duas modalidades se encontram e interagem.

    Para tanto,, tentaremos identificar no diálogo literário marcas da oralidade que possam imprimir ao discurso a  “ilusão do oral”.

    Nessa direção, cabe destacar a recorrência a traços relevantes, próprios da conversação espontânea, que contribuem para enfraquecer, de certa forma, a artificialidade estética da língua literária. Nesse contexto, podemos destacar:

    1.     Uso de gírias e expressões próprias da linguagem popular, incluindo provérbios.

    2.     Recorrência ao vocabulário obsceno.

    3.     Emprego de paráfrases, repetições, correções.

    4.     Uso de marcadores conversacionais

    Aplicando as teorias da Sociolinguística, em concordância com Preti, 2004,p. 121, vamos adotar dois procedimentos recomendados pelo referido autor: macroanálise e microanálise da “conversação literária”.

    1.     Macroanálise: tem como alvo o estudo do contexto histórico e geográfico e de fatores extralinguísticos.

    2.     Microanálise: análise do emprego de determinadas marcas linguísticas que denunciem as intenções dos envolvidos no processo interacional.

    Além disso, a intenção do autor/narrador e o contexto da situação comunicativa constituem elementos fundamentais na produção de efeitos de sentido.

    Bibliografia Básica

    BARROS, Diana Luz Pessoa de.(2006.).Efeitos de oralidade no texto escrito.In: Preti,, Dino. Oralidade em diferentes discursos.

    HILGERT, Gaston José. (2011). Oralidade em textos escritos: reflexões à luz de uma teoria de texto. In: Calidoscópio.

    KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça. (1998). O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Cortez.

    KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça. (2000). Argumentação e linguagem. 6ed. São Paulo:Cortez.

    MAINGUENEAU, Dominique.(2001). Elementos de linguística para o texto literário. Trad. Marina Appenzeler. São Paulo: Martins  Fontes.

    MAINGUENEAU, Dominique. (2001). Análise de textos de Comunicação.São   Paulo: Cortez.

    MARCUSCHI, Luiz Antônio(1986). Análise da Conversação. São Paulo: Ática

    MARCUSCHI, Luiz Antônio.(2001). Da fala para a escrita: atividades de retextualização. .São Paulo:Cortez.

    PRETI, Dino. (1984a). A linguagem proibida; um estudo sobre a linguagem erótica. São Paulo: T. A. Queiroz.

    PRETI, Dino. (1984b e o). A gíria e outros temas.São Paulo. T.A. Queiroz.

    PRETI, Dino. (1997). Sociolinguística: os níveis da fala. 8ed. São Paulo. EDUSP

    PRETI, Dino. (2001).A língua falada e o diálogo literário.In: Preti, Dino.(Org.).Análise de textos orais. São Paulo:Humanitas

    PRETI, Dino.(2004).Estudos de língua oral e escrita.Rio de Janeiro: Lucerna. (Série Dispersos)

    SILVA, Luiz Antônio.(2009).Oralidade em contos de Luiz Vilela. In: Preti, Dino. (Org.). Oralidade em textos escritos. São Paulo: Humanitas.

    URBANO, Hudinilson.(2000) Oralidade na literatura.: caso Rubem Fonseca. São Paulo: Cortez.

    URBANO, Hudinilson.(2002). Uso e abuso de provérbios.In: Preti, Dino.(Org.). Interação na fala e na escrita. São Paulo: Humanitas.

     

     

     

     


  • Cortesia verbal [22/05]

    Seminário a ser apresentado pelos professores Luiz Antônio Silva e Marli Quadros Leite, no dia 22/05/2019.

    Neste seminário, discutiremos aspectos históricos, teóricos e filosóficos sobre a Cortesia, como evento social e discursivo. Nosso objetivo é o de oferecer possibilidades de tratamento do tema objeto do seminário, a fim de fomentar novas pesquisas e estudos e, se for o caso, contribuir para que o assunto seja levado às salas de aula e, assim, provoque reflexões sobre sua importância quando da prática de todos os gêneros discursivos.

    Conteúdo:

    I.               Primeira parte

    1.     Cortesia e polidez: conceitos

    2.     Diferentes abordagens da cortesia.

    3.     Estratégias de cortesia.

    II.             Segunda parte

    1.     Aspectos históricos da cortesia

    2.     Normatividade e cortesia.

    3.     Cortesia e o direito à palavra.

     Bibliografia:


    Obras antigas

    CASTIGLIONE, Baldassare (1478-1529). Les quatre livres du courtisan du conte Baltazar de Castillon / réduyct de langue ytalicque en françoys (par Jacques Colin). 1537. Disponível em:  https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k49708n/f458.planchecontact

    ROTTERDAM, Erasme (1613 [1530]). La civilité morale des enfants. Trad. par Claude Hardy Parisien. Paris : Jean Sara. Disponível em: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k65542q/f1.image

    CALLIÈRES, François (1693). Du bon et du mauvais usage dans les manières de s’exprimer. Des façons de parler bourgeoises et en quoy elles sont differentes de celle de la Cour. Suitte des mots à la mode. Paris, Chez Claude Barbin, au Palais, sur le second Peron de la Ste Chapelle. Disponível em: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k504870/f3.item.r=CALLI%C3%88RES,%20Fran%C3%A7ois

     

    Filmes

    A Conversação (The Conversation). Francis Ford Coppola, 1974, Estados Unidos, 113', cor. Paramount Pictures.

    De Amor e de Trevas (A Tale of Love and Darkness). Natalie Portman, 2015, Israel, 95’, cor. Fênix Filmes (distribuidora).

     

    Estudos sobre interação e cortesia

    ÁLVAREZ MURO, Alexandra (2002). Huellas de la cortesía: reparaciones y estratégias de consenso en el habla de Mérida. Delta, v.18, n.2, p. 1-17.

    ÁLVAREZ MURO, Alexandra (2005). Cortesía y descortesía: teoria y praxis de un sistema de significación. Mérida: Universidad de Los Andes.

    BERDET, Esther Forgas (2004). Diccionario, cortesía lingüística y norma social. In: BRAVO, Diana; BRIZ, Antonio (eds.). Pragmática sociocultural. Barcelona: Ariel Lingüística, p. 341-353.

    BLAS ARROYO, José Luis (1994). Los pronombres de tratamiento y la cortesía. Revista de Filología, 13, p. 7-35.

    BRIZ GÓMEZ, Antonio (2004). Cortesía verbal codificada y cortesía verbal interpretada en la conversación. In: BRAVO, Diana e BRIZ GÓMEZ, Antonio (orgs.). Pragmática sociocultural: estudios sobre el discurso de cortesía en español. Barcelona: Ariel Lingüística. p. 67-93.

    BROWN, R. e GILMAN, A. (1960). The pronouns of power and solidarity. In: Style in language. Cambridge: MIT Press, p. 253-276.

    BROWN, Penelope & LEVINSON, Stephen (1987 [1978]). Politeness. Some Universals in Language Usage. Cambridge: Cambridge University Press.

    ESCANDELL VIDAL, María Victoria (1996). Introducción a la pragmática. Barcelona: Ariel.

    ____. (1998). Cortesía y relevancia. In: HAVERKATE, Henk, MULDER, Gijs e MALDONADO, Carolina Fraile (orgs.). La pragmática lingüística del español: recientes desarrollos. Amsterdã: Universidade de Amsterdã, p. 7-24.

    GRICE, H. Paul (1982). Lógica e conversação. Trad. de João Vanderley Geraldi. In: DASCAL, Marcelo (Org). Pragmática – problemas, críticas. Campinas: UNICAMP/IEL. Col. Fundamentos metodológicos da linguística. [1967]

    GOFFMAN, Irving (1967 [1970]). Ritual de la interacción. Buenos Aires: Tiempo Contemporáneo.

    GOFFMAN, Erving (1974). Les rites d’interaction. Tradução do inglês por Alain Kihm. Paris: Les éditions de Minuit. [1955]

    HAVERKATE, Henk (1994). La cortesía verbal. Estudo pragmalingüístico. Madrid: Gredos.

    HAVERKATE, Henk (1997). La cortesía como estrategia conversacional. Diálogos Hispánicos, 6, p. 27-65.

    HYMES, Dell (1991). Vers la compétence communicative. Trad. de l’anglais par France Mugler. Paris: Hatier.

    LAKOFF, Robin (1973). The logic of politeness: or minding your p´s and q´s. Papers from the NINTH REGIONAL MEETING OF THE CHICAGO LINGUISTIC SOCIETY, p. 292-305.

    LEITE, Marli Quadros (2008). Cortesia e descortesia: a questão da normatividade. In: Preti, Dino (org.) Cortesia verbal. São Paulo : Humanitas.

    LEITE, Marli Quadros (2013). O acordo fiduciário entre os interactantes. In: Preti, Dino (org.) Comunicação na fala e na escrita. São Paulo : Humanitas.

    OSSOLA, Carlo (1997). Mirroirs sans visage. Trad: do italiano e adap. de Nicole Seis. Paris: Seuil. [1987]

    PRETI, Dino (org.) (1993). Análise de textos orais. São Paulo: Humanitas.

    _________ (2008).  Cortesia verbal. São Paulo : Humanitas.

    _________ (2013).  Comunicação na fala e na escrita. São Paulo : Humanitas.

    RODRIGUES, David Fernandes (2003). Cortesia lingüística: uma competência discursivo-textual. Lisboa. Tese de doutorado. Universidade Nova de Lisboa.

    SILVA, Luiz Antônio da (1998). Polidez na interação professor/aluno. In: PRETI, Dino (org.). Estudos de língua falada: variações e confrontos. São Paulo: Humanitas, p. 109-130.

    _____. (2003). Tratamentos familiares e referenciação dos papéis sociais. In: PRETI, Dino (org.). Léxico na língua oral e na escrita. São Paulo: Humanitas, p. 169-194.

     

    Obras sobre filosofia e antropologia

    FAUSTO, Bóris (2005). História das boas maneiras. Folha de S. Paulo, Mais, 30 out. Acessado em 09/05/2019 https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs3010200507.htm

    HABERMAS, Jürgen (2010). Teoria da racionalidade e Teoria da linguagem. Tradução de Lumir Nahodil. Lisboa: Edições 70. Obras escolhidas de Jürgen Habermas, v. II.

    ELIAS, Norbert (1994). O processo civilizador: uma história dos costumes. Trad. do inglês por Ruy Jugmann; rev. e apres. de Renato Janine Ribeiro. Rio de Janeiro : Jorge Zahar, v. 1. [1939]

    _____. (1993). O processo civilizador: formação do estado e civilização. Trad. do inglês por Ruy Jugmann; rev. e apres. de Renato Janine Ribeiro. Rio de Janeiro : Jorge Zahar, v. 2. [1939]

    ELIAS, Norbert (2001). A sociedade de corte: investigação sobre a sociologia da realeza e da aristocracia da corte. Trad. do alemão por Pedro Süssekind; prefácio de Roger Chatier. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, v. 1. [1983

    LÉVI-STRAUSS, Claude (1976). As estruturas elementares do parentesco. 3. ed. Trad. do Francês por Mariano Ferreira. Petrópolis: Vozes. [1967]

    PINZANI, Alessandro (2009). Habermas. Porto Alegre: Artmed.

     

    Textos sobre norma

    AUROUX, Sylvain (1998). La raison le langage et les normes. Paris: PUF.

    RAMONINO, Nicole (1994). La notion de norme en sociologie. Langues et langage, n. 4. _____. Normes sociales, normativité individuelle et collective, normativité de l’action (2007). mimeo.

    ROSOFF, Sonia Branca (2007). Nouveaux genres et déplacement de normes en français. À propos des interviews politiques sur les radios généralistes et des émissions de “libre antenne” sur les radios-jeunes. Le français parlé des médias.  Langage et société,/1, n°119,  p.  111-128.

     

    Gramáticas e dicionários

    CUNHA, Celso e LINDLEY CINTRA, Luís Filipe (1985). Nova gramática do português contemporâneo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

    CORNU, Gerard (1994). Vocabulaire juridique. Association Henri Capitain.

    Paris: PUF. [1987]

    GREIMAS, A. J.; COURTÉS, J. (1989). Dicionário de semiótica. Trad. do francês de Alceu Dias Lima et al. São Paulo: Cultrix.


  • Oralidade e ensino [29/05 e 29/05]

    Este seminário será apresentado pela Professora Dr.ª Letícia Storto, no dia 29/05/2019.


    Os temas  a serem discutidos durante a apresentação serão:

    1. Oralidade, gêneros orais e ensino.

    2. Ensino da oralidade em documentos de educação (PCN, BNCC).

    3. Oralidade e gêneros orais em livros didáticos.


     

    BIBLIOGRAFIA:

     AMARAL, Tuanny Gomes Siqueira; SOUZA, Elizabete Rodrigues Fernandes de; STORTO, Letícia Jovelina.

    O trabalho com gêneros orais em livros didáticos de língua portuguesa. In: SCOPARO, Tania Regina Montanha Toledo et al. (Orgs.). Estudo em linguagens: diálogos linguísticos, semióticos e literários. Curitiba: CRV, 2017, p.21-47.

     BRASIL. Ministério da Educação. Base nacional comum curricular: educação é a base. Brasília: MEC/SEF, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: maio 2019.

     BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais - Terceiro e Quarto ciclos do ensino fundamental. Volumes: Introdução e Língua Portuguesa.  Brasília: MEC/ SEF, 1998.

     CASTILHO, Ataliba Teixeira de. A língua falada no ensino de português. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2000.

    FÁVERO, Leonor Lopes; ANDRADE, Maria Lúcia C.V.D.; AQUINO, Zilda Gaspar de. Oralidade e escrita: perspectivas para o ensino de língua materna. São Paulo: Cortez, 1999.

     FONTEQUE, Vanessa dos Santos; STORTO, Letícia Jovelina.  Análise do gênero textual seminário presente em livro didático de português. Rev. Ens. Educ. Cienc. Human., Londrina, v.17, n. esp. Selitec 15/16, p.420-425, 2016. Disponível em: http://www.pgsskroton.com.br/seer/index.php/ensino/article/view/4540. Acesso em: maio 2019.

     GALEMBECK, Paulo de Tarso. Marcas da Oralidade em textos escolares. In: PRETI, Dino (Org.). Oralidade em textos escritos. São Paulo: Humanitas, 2009 p.249-262.

     MAGALHÃES, Tânia G. Por uma pedagogia do oral. Signum: Estudos da Linguagem. Londrina, n. 11/2, p.137-153, dez. 2008. Disponível em: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/signum/article/view/3053/4671. Acesso em: ago. 2018.

     MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008.

     MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2001.

     MARQUESI, Sueli. Marcas de oralidade em material didático para EAD. In: LEITE, Marli Quadros (Org.). Oralidade e Mídia. São Paulo : Humanitas, 2017, p.194-215.

     SANTOS, Leonor Werneck dos. Oralidade e escrita nos PCN de língua portuguesa. In: SENEFIL - SEMANA NACIONAL DE ESTUDOS FILOLÓGICOS E LINGÜÍSTICOS, 8, 31 de janeiro a 04 de fevereiro de 2005, Rio de Janeiro. Anais... Disponível em: http://www.filologia.org.br/viiisenefil/08.html. Acesso em: maio 2019.

    SGARBI, Nara Maria Fiel de Quevedo. A presença dos eventos da oralidade no ensino da língua portuguesa. Raído, Dourados, MS, v. 2, n. 4, jul./dez. 2008.

     STORTO, Letícia Jovelina; FONTEQUE, Vanessa Santos. Trabalhando a oralidade: sequência de atividades para o ensino do seminário. In: BARROS, Eliana Merlin Deganutti de; STRIQUER, Marilucia dos Santos Domingos; STORTO, Letícia Jovelina (Orgs.). Propostas didáticas para o ensino da língua portuguesa. Campinas, SP: Pontes Editores, 2018, p.135-158.

     

     


  • A representatividade da oralidade nas histórias em quadrinhos

    Destaque

    Seminário  a ser ministrado pela Professora Clarícia Akemi Eguti.

    Neste seminários serão discutidos os seguintes temas:


    1.     O que é história em quadrinhos.

    2.     Recursos utilizados na representação da oralidade

     

    2.1. Quanto à organização e à estrutura da conversação natural

     

    2.1.1. Turno conversacional, assalto ao turno;

    2.1.2. Pausa, silêncio, hesitação e repetição;

    2.1.3. Sobreposição e interrupção de vozes.

     

    2.2. Quanto aos recursos linguísticos

     

    2.2.1. Discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre;

    2.2.2. Onomatopeias;

    2.2.3. Marcadores conversacionais;

    2.2.4. Modismos linguísticos:

     

    3.   Recursos supra segmentais e recursos paralinguísticos prosódicos

    4.   Recursos não-verbais da conversação

    5.   A representatividade da oralidade em uma tira de Laerte

      

     

    Bibliografia Básica

     

     EGUTI, Claricia Akemi.  A representatividade da oralidade nas histórias em quadrinhos. Dissertação de Mestrado em Filologia e Língua Portuguesa. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001.

    EISNER, WILL. Quadrinhos e arte sequencial. São Paulo: Martins Fontes, 1995.

    GALEMBECK, Paulo de Tarso.). 3. O turno conversacional. In: PRETTI, Dino (org.)  Análise de textos orais.  São Paulo: FFLCH/USP. 1995 (Projetos Paralelos: v.1).

    HUMPHREY, R. O fluxo de consciência.  São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1976.

    MCCLOUD, Scott. Desvendando os quadrinhos.  São Paulo: Makron Books, 1995. 

    MARCUSCHI, Luís Antônio.  Análise da Conversação.  São Paulo: Ática, 1986.

    MARTINET, A.  Elementos de linguistica general. Madrid:Editorial Gredos, 1968.

    MARTINS, Nilce Sant’Anna.  Introdução à estilística.  São Paulo: T.A.Queiroz, 1997.

    PRETI, Dino. Normas e variedades lexicais urbanas. In: CASTILHO, A. T. (org.), Português culto falado no Brasil. Campinas, Ed. UNICAMP, 1989.

    RECTOR, Mônica e TOMPAKOW, Roland.  O corpo fala: a linguagem silenciosa da comunicação não-verbal. Petrópolis:Vozes, 1986.

    RAMOS, Paulo Eduardo. Tiras cômicas e piadas: duas leituras, um efeito de humor. 2007. 331 f. Tese (Doutorado em Filologia e Língua Portuguesa) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.

    SERRA, J. B. & GURGEL. Dicionário de gíria. Modismo linguístico. O equipamento falado do brasileiro. Editora do autor, 2.000.

    URBANO, Hudinilson.  Marcadores conversacionais. In: PRETI, Dino (org.) Análise de textos orais. São Paulo:FFLCH-USP, 1995.

    ______. Oralidade na literatura: O caso Rubem Fonseca.  São Paulo: Cortez, 2000.