Programação

  • Geral

  • programa

    Universidade de São Paulo

    Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

    Departamento de Ciência Política


    Políticas dissidentes: a partir da revolução mundial de 1968


    Jean Tible

    jeantible@usp.br


    Quartas-feiras, 14-18h

    sala 106-B



    Toma-se o ano de 1968 e sua revolução mundial como marco e ponto de partida da política contemporânea. As revoltas estudantis, operárias, negras, das mulheres e dos colonizados, em distintos pontos do planeta, em diferentes intensidades, dissolvem estabilidades nos mais diversos âmbitos da vida social e das principais instituições políticas, no bloco socialista, no chamado Ocidente e nos países do então Terceiro Mundo.


    Tal disrupção provoca uma forte reação dos poderes constituídos, que se manifesta em variadas esferas. Na reorganização do mundo do trabalho (com o fim do paradigma industrial) com mudanças substantivas nos setores de ponta da produção econômica e no caráter cada vez mais decisivo do conhecimento. Na caracterização da crise de 1968 como excesso de democracia e de demandas de determinados setores (Huttington et al), seguida de uma progressiva perda de legitimidade das instituições das democracias representativas (inclusive a captura destas pelas grandes corporações empresariais). Nas chamadas políticas de austeridade e no aumento expressivo das desigualdades. No incremento dos aparatos repressivos dos Estados, reforçados pelas novas tecnologias, e na estratégia de encarceramento em massa em vários países.


    Frente a esses fechamentos democráticos, novas resistências se fazem notar. Num primeiro momento com o fim do ordem bipolar e o desmoronamento do bloco soviético (as revoluções de veludo) e logo, a seguir, nos debates acerca da globalização neoliberal que se expressam em inúmeras mobilizações (Caracas em 1989, Chiapas em 1994, França em 1995, Coreia do Sul em 1996, Seattle em 1999, Praga em 2000 e Genova em 2001) que questionam as antigas e novas instituições globais, mas perdem força com a reorientação da agenda mundial para as questões securitárias, após o 9/11. Um novo ciclo se expressa alguns anos depois, após a crise financeira de 2008, a partir de uma pequena cidade da Tunísia que vai levar a queda de governantes no poder há décadas e se espraiar na Primavera Árabe que por sua vez, influenciará, do outro lado do Mediterrâneo, explosões sociais e políticas no Sul da Europa, depois no Norte e, atravessando o Atlântico, na América do Norte e do Sul. Ecos se farão ouvir, ainda em outras partes do continente africano e na Ásia. Em que pese a diversidade das situações e das ferramentas empregadas, alguns elementos de novos laboratórios políticos podem ser observados, na importância das assembleias, das reapropriações territoriais e das novas subjetividades.


    Trata-se, em suma, de uma investigação coletiva acerca do pensamento político e das lutas contemporâneas em âmbito global. Isso se desdobra, por um lado, no estudo das estratégias de distintos Estados, aparatos repressivos e poderes constituídos e, por outro, das políticas que expressam os protestos, dissensos e ocupações pelo mundo.


    Avaliação

    Trabalho/ensaio/artigo de fim de curso e participação ao longo do semestre.



    Apresentação


    15 de agosto

    O evento 1968


    Georges Katsiaficas. The imagination of the new left: a global analysis of 1968. Cambridge, South End Press, 1987.

    Mark Kurlansky. 1968: o ano que abalou o mundo. Rio de Janeiro, José Olympio, 2005.

    Philip S. Foner (org.). The Black Panthers speak. Chicago, Haymarket, 2014.

    Tariq Ali. O poder das barricadas: uma autobiografia dos anos 60. São Paulo, Boitempo, 2008.

    Zuenir Ventura. 1968: o ano que não terminou. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1988.

    Edgar Morin, Claude Lefort e Cornelius Castoriadis. A Brecha – Maio de 68. São Paulo, Autonomia Literária, 2018 [1968].

    Mao Tse Tung. O livro vermelho (1967).

    Raoul Vaneigem. A arte de viver para as novas gerações. São Paulo, Veneta, 2016 [1967]



    Parte 1

    Como pensar 1968 e suas lutas e práticas de pesquisa?


    22 de agosto

    políticas da desobediência


    Nicolau Maquiavel. “A Revolta dos Ciompi”. Histórias de Florença. São Paulo, Martins Fontes, 2007 [1520-1526].

    Étienne de la Boétie. Discurso da servidão voluntária. São Paulo: Brasiliense, 1999 [1549].

    Gilles Deleuze. Espinosa: filosofia prática. São Paulo, Escuta, 2002 [1981].


    Movimento:

    Emma Goldman. O indivíduo, a sociedade e o Estado e outros ensaios (org. e tradução de Plínio Augusto Coelho). São Paulo, Hedra, 2007.

    Clyde W. Barrow. “The political and intellectual origins of New Political Science”. New Political Science, vol. 39, n.4, 437-472, 2017.

    Centre universitaire expérimental de Vincennes.



    29 de agosto

    operaismo, feminismo e conricerca no longo 1968 italiano


    Mariarosa Dalla Costa e Selma James. The power of Women and the Subversion of the Community. Londres, Falling Wall Press, 1972.

    Silvia Federici. Revolución en punto cero: trabajo doméstico, reproducción y luchas feministas. Madri, Traficantes de Sueños, 2013.


    Movimento:

    Valerie Solanas. SCUM Manifesto. Londres, The Olympia Press, 1971 [1967].

    Comitato Operaio di Porto Marghera. A recusa do trabalho (1970).



    12 de setembro

    psicoativos e drogas, política e conhecimento


    Jeremy Narby. A serpente cósmica: o DNA e a origem do saber. Rio de Janeiro, Dantes, 2018 [1995].

    Paul B. Preciado. Testo Junkie: sexo, drogas e biopolítica na era farmacopornográfica. São Paulo, n-1 edições, 2018 (trechos: O Princípio da auto-cobaia e Narcoanálise: as origens psicotrópicas da crítica em Freud e Benjamin – parte do capítulo 12)


    Perspectiva desde a América do Sul:

    Daniel Vidart. Marihuana, la flor del cáñamo: un alegato contra el poder. Montevidéu, Ediciones B, 2014.

    Julio Delmanto. Camaradas caretas: drogas e esquerda no Brasil. São Paulo, Alameda, 2015.


    Movimento:

    Timothy Leary. Neuropolitique. New Falcon Publications, 1977.

    Coletivo DAR (org.). Dichavando o poder: drogas e autonomia. São Paulo, Autonomia Literária, 2016.


    Contra-movimento:

    Naomi Klein. A doutrina do choque: a ascensão do capitalismo de desastre. Rio de Janeiro, Record, 2008 .



    Parte 2

    As respostas dos poderes constituídos



    19 de setembro

    poder e/é repressão


    Pilar Calveiro. Poder e desaparecimento: os campos de concentração na Argentina. São Paulo, Boitempo, 2008.


    Leitura complementar:

    Anna Feigenbaum. Tear Gas: From the Battlefields of WWI to the Streets of Today. London, Verso, 2017 (capítulos 4, 5 e 6).

    Rita Laura Segato. La guerra contra las mujeres. Madrid, Traficantes de Sueños, 2016. (capítulo La escritura en el cuerpo de las mujeres asesinadas en Ciudad Juárez. Territorio, soberanía y crimenes del Segundo Estado).


    Contra-movimento:

    RAND Corporation. The Zapatista Social Netwar. 1998.

    Eyal Weizman. Hollow Land: Israel's architecture of occupation. London, Verso, 2007 (capítulo 7).

    Sérgio Silva e Tadeu Breda. Memória ocular: cenas de um Estado que cega. São Paulo, Elefante, 2018.

    Philippe Artières e Emmanuelle Giry. 68 les archives du pouvoir: chroniques inédites d'un État face à la crise. Paris, Archives Nationales, L'iconoclaste, 2018.



    26 de setembro

    capital-prisão-polícia


    Angela Davis. Estarão as prisões obsoletas? Rio de Janeiro, Difel, 2018 [2003].

    Michelle Alexander. A nova segregação: racismo e encarceramento em massa. São Paulo, Boitempo, 2017 [2010].


    Perspectivas desde o Brasil:

    Igor Mendes. A pequena prisão. São Paulo, n-1 edições, 2017.

    Acácio Augusto. Política e polícia: cuidados, controles e penalização de jovens. Rio de Janeiro, Lamparina, 2013.

    ______. Abolição penal. PISEAGRAMA, Belo Horizonte, número 11, página 64-73, 2017.


    Movimento:

    Mães de Maio. A periferia grita: Mães de Maio e Mães do Cárcere.

    Mães de Maio: dez anos dos crimes de maio de 2006. André Caramante (org.). São Paulo, Editora nós por nós, 2016.

    Jordan T. Camp e Christina Heatherton. Policing the planet: why the policing crisis led to black lives matter. London, Verso, 2016.



    3 de outubro

    mudanças no capitalismo (infra-estrutura física e social)


    Keller Easterling. Extrastatecraft: The Power of Infrastructure Space. Londres, Verso, 2016.

    Verónica Gago e Sandro Mezzadra. “Para una crítica de las operaciones extractivas del capital: Patrón de acumulación y luchas sociales en el tiempo de la financiarización”. Nueva Sociedad, n.255, enero-febrero de 2015.


    Contra-movimento:

    Harding, Garrett. “The Tragedy of the Commons”. Science, vol. 162, 13/12/68.

    Crozier, Michel; Huttington, Samuel P.; Watanuki, Joji. The crisis of democracy: report on the governability of democracies to the Trilateral Comission. New York University Press, 1975.



    10 de outubro

    mudanças no capitalismo (naturezas e tecnologias)


    Ann Tsing. The Mushroom at the End of the World On the Possibility of Life in Capitalist Ruins. Princeton University Press, 2015. Artigo em português: “Margens Indomáveis: Cogumelos Como Espécies Companheiras”. ILHA, v. 17, n. 1, p. 177-201, jan./jul. 2015.

    Paul B. Preciado. Testo Junkie: sexo, drogas e biopolítica na era farmacopornográfica. São Paulo, n-1 edições, 2018 (capítulos A era farmacopornográfica e Farmacopoder).


    Leitura complementar:

    Conversa com Isabelle Stengers sobre as feiticeiras neopagãs e a ciência moderna. Por Mathieu Rivat e Aurélien Berlan. DR 4.


    Movimento:

    Collectif Mauvaise Troupe. Contrées: histoires croisées de la zad de Notre-Dame-des-Landes et de la lutte No TAV dans le Val Susa. Paris, l'éclat, 2016 (tradução em inglês pela Verso).

    Daniel Calazans Pierri. O perecível e o imperecível: reflexões Guarani Mbya sobre a existência. São Paulo, Elefante, 2018.



    Parte 3

    Criações políticas contemporâneas



    17 de outubro

    dívida, estudo e black radical tradition


    Stefano Harney e Fred Moten. The Undercommons: Fugitive Planning & Black Study. New York, Minor Compositions, 2013.


    Movimento:

    Michelle Mattiuzzi. "Merci beaucoup, blanco! Escrito experimento fotografia performance" (2016).

    Angela Davis. Mulheres, Raça e Classe. São Paulo, Boitempo, 2016 [1981].

    Diane Padial, Silvia Tavares e Salloma Salomão. Revista Sampa Mundi, n.1, 2018.



    31 de outubro

    políticas queer, políticas cuir


    Seleção de textos de Paul B. Preciado no jornal Libération.


    Leitura complementar:

    Despentes, Virginie. Teoria King Kong. São Paulo, n-1 edições, 2016.

    Preciado, Paul B. Manifesto contrassexual: práticas subversivas de identidade sexual. São Paulo, n-1 edições, 2015.

    Monique Wittig. La pensée straight. Paris, éditions Amsterdam, 2007.


    Movimento:

    Maria Galindo (entrevista por Alana Moraes, Mariana Patrício e Tatiana Roque). DR 3.

    Cíntia Guedes et al. Implosão. São Paulo, Hedra, 2017.



    7 de novembro

    Junho de 2013, 5 anos


    Alana Moraes et. al. (orgs). Junho: potência das ruas e das redes. Friedrich Ebert Stiftung, 2014.

    MPL-SP. “Por uma vida sem catracas”. Cidades rebeldes. São Paulo, Boitempo, 2013.

    Peter Pal Pelbart. “Anota aí: Eu sou Ninguém”. Folha de São Paulo, 19/07/2013.


    Leitura complementar:

    ver referências coletadas pelo pesquisador Jonas Medeiros:

    https://pt.wikiversity.org/wiki/Junho_de_2013_-_bibliografia

    Gloria Muñoz Ramírez. EZLN: el fuego y la palabra. Buenos Aires, Tinta Limón, 2004.



    14 de novembro

    Novas lutas e subjetividades: 68 e hoje


    Beatriz Perrone-Moisés. Festa e guerra. Livre-docência no Departamento de Antropologia, 2015.

    Leila Saraiva. Não leve flores: crônicas etnográficas junto ao Movimento Passe Livre-DF. Dissertação em Antropologia Social, UnB, 2017.

    José Celso Martinez Corrêa. Balbucio grávido de arte política. 31 de agosto de 2015.


    Leitura complementar:

    Alana Moraes et. al. (orgs.). Cartografias da Emergência: Novas Lutas no Brasil. Friedrich Ebert Stiftung, 2015.

    Diego Osorno. Oaxaca sitiada: la primera insurección del siglo XXI. México, Almadía, 2016.

    Suely Rolnik. Esferas da insurreição: notas para uma vida não cafetinada

    Tiarajú Pablo D'Andrea. A Formação dos Sujeitos Periféricos: cultura e política na periferia de São Paulo. Tese de Doutorado em Sociologia, FFLCH/USP, 2013.

    Félix Guattari. Revolução molecular: pulsações políticas do desejo (organização e tradução de Suely Rolnik). São Paulo, Brasiliense, 1981.


    • O evento 1968

      15 de agosto

      O evento 1968


      Georges Katsiaficas. The imagination of the new left: a global analysis of 1968. Cambridge, South End Press, 1987.

      Mark Kurlansky. 1968: o ano que abalou o mundo. Rio de Janeiro, José Olympio, 2005.

      Philip S. Foner (org.). The Black Panthers speak. Chicago, Haymarket, 2014.

      Tariq Ali. O poder das barricadas: uma autobiografia dos anos 60. São Paulo, Boitempo, 2008.

      Zuenir Ventura. 1968: o ano que não terminou. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1988.

      Edgar Morin, Claude Lefort e Cornelius Castoriadis. A Brecha – Maio de 68. São Paulo, Autonomia Literária, 2018 [1968].

      Mao Tse Tung. O livro vermelho (1967).

      Raoul Vaneigem. A arte de viver para as novas gerações. São Paulo, Veneta, 2016 [1967]


    • políticas da desobediência

      22 de agosto

      políticas da desobediência


      Nicolau Maquiavel. “A Revolta dos Ciompi”. Histórias de Florença. São Paulo, Martins Fontes, 2007 [1520-1526].

      Étienne de la Boétie. Discurso da servidão voluntária. São Paulo: Brasiliense, 1999 [1549].

      Gilles Deleuze. Espinosa: filosofia prática. São Paulo, Escuta, 2002 [1981].


      Movimento:

      Emma Goldman. O indivíduo, a sociedade e o Estado e outros ensaios (org. e tradução de Plínio Augusto Coelho). São Paulo, Hedra, 2007.

      https://anarquismopiracicabaeregiao.files.wordpress.com/2010/02/o-individuo-a-sociedade-e-o-estado1.pdf

      Clyde W. Barrow. “The political and intellectual origins of New Political Science”. New Political Science, vol. 39, n.4, 437-472, 2017.

      Centre universitaire expérimental de Vincennes.

      http://www.rvdv.net/vincennes/?page_id=1109


    • operaismo, feminismo e conricerca no longo 1968 italiano

      29 de agosto

      operaismo, feminismo e conricerca no longo 1968 italiano


      Mariarosa Dalla Costa e Selma James. The power of Women and the Subversion of the Community. Londres, Falling Wall Press, 1972.

      Silvia Federici. Revolución en punto cero: trabajo doméstico, reproducción y luchas feministas. Madri, Traficantes de Sueños, 2013.

      https://www.traficantes.net/sites/default/files/pdfs/Revolucion%20en%20punto%20cero-TdS.pdf


      Movimento:

      Valerie Solanas. SCUM Manifesto. Londres, The Olympia Press, 1971 [1967].

      Comitato Operaio di Porto Marghera. A recusa do trabalho (1970).

      https://libcom.org/library/recusa-do-trabalho-comitato-operaio-di-porto-marghera


    • psicoativos e drogas, política e conhecimento

      12 de setembro

      psicoativos e drogas, política e conhecimento


      Jeremy Narby. A serpente cósmica: o DNA e a origem do saber. Rio de Janeiro, Dantes, 2018 [1995].

      Paul B. Preciado. Testo Junkie: sexo, drogas e biopolítica na era farmacopornográfica. São Paulo, n-1 edições, 2018 (trechos: O Princípio da auto-cobaia e Narcoanálise: as origens psicotrópicas da crítica em Freud e Benjamin – parte do capítulo 12)


      Perspectiva desde a América do Sul:

      Daniel Vidart. Marihuana, la flor del cáñamo: un alegato contra el poder. Montevidéu, Ediciones B, 2014.

      Julio Delmanto. Camaradas caretas: drogas e esquerda no Brasil. São Paulo, Alameda, 2015.

      http://www.neip.info/downloads/2013_JulioDelmanto.pdf


      Movimento:

      Timothy Leary. Neuropolitique. New Falcon Publications, 1977.

      Coletivo DAR (org.). Dichavando o poder: drogas e autonomia. São Paulo, Autonomia Literária, 2016.


      Contra-movimento:

      Naomi Klein. A doutrina do choque: a ascensão do capitalismo de desastre. Rio de Janeiro, Record, 2008 .


    • poder e/é repressão

      19 de setembro

      poder e/é repressão


      Pilar Calveiro. Poder e desaparecimento: os campos de concentração na Argentina. São Paulo, Boitempo, 2008.


      Leitura complementar:

      Anna Feigenbaum. Tear Gas: From the Battlefields of WWI to the Streets of Today. London, Verso, 2017 (capítulos 4, 5 e 6).

      Rita Laura Segato. La guerra contra las mujeres. Madrid, Traficantes de Sueños, 2016. (capítulo La escritura en el cuerpo de las mujeres asesinadas en Ciudad Juárez. Territorio, soberanía y crimenes del Segundo Estado).

      https://www.traficantes.net/sites/default/files/pdfs/map45_segato_web.pdf


      Contra-movimento:

      RAND Corporation. The Zapatista Social Netwar. 1998.

      https://www.rand.org/pubs/monograph_reports/MR994.html

      Eyal Weizman. Hollow Land: Israel's architecture of occupation. London, Verso, 2007 (capítulo 7).

      Sérgio Silva e Tadeu Breda. Memória ocular: cenas de um Estado que cega. São Paulo, Elefante, 2018.

      Philippe Artières e Emmanuelle Giry. 68 les archives du pouvoir: chroniques inédites d'un État face à la crise. Paris, Archives Nationales, L'iconoclaste, 2018.


    • capital-prisão-polícia

      26 de setembro

      capital-prisão-polícia


      Angela Davis. Estarão as prisões obsoletas? Rio de Janeiro, Difel, 2018 [2003].

      Michelle Alexander. A nova segregação: racismo e encarceramento em massa. São Paulo, Boitempo, 2017 [2010].


      Perspectivas desde o Brasil:

      Igor Mendes. A pequena prisão. São Paulo, n-1 edições, 2017.

      Acácio Augusto. Política e polícia: cuidados, controles e penalização de jovens. Rio de Janeiro, Lamparina, 2013.

      https://www.pucsp.br/ecopolitica/pesquisas/mestrado/docs/dissertacao_acacio-augusto.pdf

      ______. Abolição penal. PISEAGRAMA, Belo Horizonte, número 11, página 64-73, 2017.

      https://piseagrama.org/abolicao-penal/


      Movimento:

      Mães de Maio. A periferia grita: Mães de Maio e Mães do Cárcere.

      Mães de Maio: dez anos dos crimes de maio de 2006. André Caramante (org.). São Paulo, Editora nós por nós, 2016.

      Jordan T. Camp e Christina Heatherton. Policing the planet: why the policing crisis led to black lives matter. London, Verso, 2016.


    • mudanças no capitalismo (infra-estrutura física e social)

      3 de outubro

      mudanças no capitalismo (infra-estrutura física e social)


      Keller Easterling. Extrastatecraft: The Power of Infrastructure Space. Londres, Verso, 2016.

      Verónica Gago e Sandro Mezzadra. “Para una crítica de las operaciones extractivas del capital: Patrón de acumulación y luchas sociales en el tiempo de la financiarización”. Nueva Sociedad, n.255, enero-febrero de 2015.

      http://nuso.org/articulo/para-una-critica-de-las-operaciones-extractivas-del-capital-patron-de-acumulacion-y-luchas-sociales-en-el-tiempo-de-la-financiarizacion/


      Contra-movimento:

      Harding, Garrett. “The Tragedy of the Commons”. Science, vol. 162, 13/12/68.

      http://pages.mtu.edu/~asmayer/rural_sustain/governance/Hardin%201968.pdf

      Crozier, Michel; Huttington, Samuel P.; Watanuki, Joji. The crisis of democracy: report on the governability of democracies to the Trilateral Comission. New York University Press, 1975.

      http://trilateral.org/download/doc/crisis_of_democracy.pdf


    • mudanças no capitalismo (naturezas e tecnologias)

      10 de outubro

      mudanças no capitalismo (naturezas e tecnologias)


      Ann Tsing. The Mushroom at the End of the World On the Possibility of Life in Capitalist Ruins. Princeton University Press, 2015. Artigo em português: “Margens Indomáveis: Cogumelos Como Espécies Companheiras”. ILHA, v. 17, n. 1, p. 177-201, jan./jul. 2015.

      https://periodicos.ufsc.br/index.php/ilha/article/view/2175-8034.2015v17n1p177


      Paul B. Preciado. Testo Junkie: sexo, drogas e biopolítica na era farmacopornográfica. São Paulo, n-1 edições, 2018 (capítulos A era farmacopornográfica e Farmacopoder).


      Leitura complementar:

      Conversa com Isabelle Stengers sobre as feiticeiras neopagãs e a ciência moderna. Por Mathieu Rivat e Aurélien Berlan. DR 4.

      http://revistadr.com.br/posts/o-preco-do-progresso


      Movimento:

      Collectif Mauvaise Troupe. Contrées: histoires croisées de la zad de Notre-Dame-des-Landes et de la lutte No TAV dans le Val Susa. Paris, l'éclat, 2016 (tradução em inglês pela Verso).

      http://www.lyber-eclat.net/livres/contrees/

      Daniel Calazans Pierri. O perecível e o imperecível: reflexões Guarani Mbya sobre a existência. São Paulo, Elefante, 2018.


    • dívida, estudo e black radical tradition

      17 de outubro

      dívida, estudo e black radical tradition


      Stefano Harney e Fred Moten. The Undercommons: Fugitive Planning & Black Study. New York, Minor Compositions, 2013.

      http://www.minorcompositions.info/wp-content/uploads/2013/04/undercommons-web.pdf


      Movimento:

      Michelle Mattiuzzi. "Merci beaucoup, blanco! Escrito experimento fotografia performance" (2016).

      https://issuu.com/amilcarpacker/docs/merci_beaucoup__blanco_michelle_mat

      Angela Davis. Mulheres, Raça e Classe. São Paulo, Boitempo, 2016 [1981].

      Diane Padial, Silvia Tavares e Salloma Salomão. Revista Sampa Mundi, n.1, 2018.


    • políticas queer, políticas cuir

      31 de outubro

      políticas queer, políticas cuir


      Seleção de textos de Paul B. Preciado no jornal Libération.


      Leitura complementar:

      Despentes, Virginie. Teoria King Kong. São Paulo, n-1 edições, 2016.

      Preciado, Paul B. Manifesto contrassexual: práticas subversivas de identidade sexual. São Paulo, n-1 edições, 2015.

      Monique Wittig. La pensée straight. Paris, éditions Amsterdam, 2007.


      Movimento:

      Maria Galindo (entrevista por Alana Moraes, Mariana Patrício e Tatiana Roque). DR 3.

      http://www.revistadr.com.br/posts/maria-galindo

      Cíntia Guedes et al. Implosão. São Paulo, Hedra, 2017.

      https://pt.scribd.com/document/379136407/Implosao-Final

    • Junho de 2013, 5 anos

      7 de novembro

      Junho de 2013, 5 anos


      Alana Moraes et. al. (orgs). Junho: potência das ruas e das redes. Friedrich Ebert Stiftung, 2014.

      http://library.fes.de/pdf-files/bueros/brasilien/11177-20150226.pdf

      MPL-SP. “Por uma vida sem catracas”. Cidades rebeldes. São Paulo, Boitempo, 2013.

      Peter Pal Pelbart. “Anota aí: Eu sou Ninguém”. Folha de São Paulo, 19/07/2013.

      https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2013/07/1313378-peter-pal-pelbart-anota-ai-eu-sou-ninguem.shtml


      Leitura complementar:

      ver referências coletadas pelo pesquisador Jonas Medeiros:

      https://pt.wikiversity.org/wiki/Junho_de_2013_-_bibliografia

      Gloria Muñoz Ramírez. EZLN: el fuego y la palabra. Buenos Aires, Tinta Limón, 2004.


      • Novas lutas e subjetividades: 68 e hoje

        14 de novembro

        Novas lutas e subjetividades: 68 e hoje


        Beatriz Perrone-Moisés. Festa e guerra. Livre-docência no Departamento de Antropologia, 2015.

        https://pt.scribd.com/document/380590725/PERRONE-MOISES-Beatriz-Festa-e-Guerra

        Leila Saraiva. Não leve flores: crônicas etnográficas junto ao Movimento Passe Livre-DF. Dissertação em Antropologia Social, UnB, 2017.

        http://www.repositorio.unb.br/bitstream/10482/23283/1/2017_LeilaSaraivaPantoja.pdf

        José Celso Martinez Corrêa. Balbucio grávido de arte política. 31 de agosto de 2015.

        http://www.universidadeantropofaga.org/ze-celso#!


        Leitura complementar:

        Alana Moraes et. al. (orgs.). Cartografias da Emergência: Novas Lutas no Brasil. Friedrich Ebert Stiftung, 2015.

        http://library.fes.de/pdf-files/bueros/brasilien/12092.pdf

        Diego Osorno. Oaxaca sitiada: la primera insurección del siglo XXI. México, Almadía, 2016.

        Suely Rolnik. Esferas da insurreição: notas para uma vida não cafetinada

        Tiarajú Pablo D'Andrea. A Formação dos Sujeitos Periféricos: cultura e política na periferia de São Paulo. Tese de Doutorado em Sociologia, FFLCH/USP, 2013.

        http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-18062013-095304/pt-br.php

        Félix Guattari. Revolução molecular: pulsações políticas do desejo (organização e tradução de Suely Rolnik). São Paulo, Brasiliense, 1981.

        https://filopol.milharal.org/files/2015/05/GUATTARI-F.-Revolu%C3%A7%C3%A3o-molecular.pdf