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A partir dos estudos de trauma e da crítica formalista, propõe-se uma reflexão sobre a literatura
da Primeira Onda do exílio russo como forma de representação da vivência traumática tendo
como base a literatura documental e ficcional de Ivan Búnin, Vladimir Nabokov, Nina
Berberova e Nadiêjda Téffi. A estética textual será analisada como forma de lidar com os
obstáculos de codificação do trauma que, por sua vez, desafia o tradutor a representá-lo no
idioma de chegada. Considerando as conjunturas da Revolução de Outubro de 1917 na Rússia
e consequente massa de refugiados, observaremos como a obra literária também serviu como
forma de reconstrução de identidades e de contra-ataque em contexto de polarização,
resultando, por fim, na geração de memória nacional. Para isso, exploraremos os conceitos de
trauma coletivo, histórico, cultural e pós-cultura e a distinção entre exilado e emigrado. A
teoria estudada poderá ser aplicada à análise de corpus referentes a contextos de violência
coletiva, como das literaturas afro-brasileiras, dos povos originários, do universo LGBTQIA+ e
ditadura militar, bem de tradições culturais distintas, como a armênia, a africana, a judaica, a
árabe, entre outras.
- Docente: Marcia Pileggi Vinha
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