Antropologia
Os principais objetivos do curso são: 1) proporcionar aos alunos a prática supervisionada de atividades de extensão e a reflexão crítica sobre tais atividades, especialmente sobre o papel da universidade na sociedade contemporânea e a troca de saberes com diferentes setores sociais; 2) discutir e analisar, de forma coordenada com essas atividades de extensão, questões antropológicas contemporâneas relacionadas a regimes de produção de conhecimento e de expressão estética, tais como ciência e tecnologia e artes visuais, literárias e performáticas.

Objetivos

Apresentar os contornos do surgimento e do desenvolvimento da antropologia do direito no Brasil, com ênfase e aprofundamento em propostas que, a partir do final dos anos 1970, têm se caracterizado por estreitos diálogos com estudos de gênero e de outros marcadores sociais da diferença, além de interfaces com a antropologia da Política, do Estado, da Segurança Pública e com os Direitos Humanos.


Apresentação aos alunos de graduação de temas, metodologias e desenvolvimentos teóricos clássicos e recentes em torno da etnologia indígena, com foco especial nos estudos sobre povos sul-americanos.


Neste semestre o curso vai se debruçar sobre a questão das inúmeras formas de violência sofrida pelos povos indígenas ao longo do processo colonial. 

O objetivo do curso é testar a produtividade e os limites da noção psicanalítica de trauma para pensar certas experiências indígenas ligadas ao colonialismo, entendido como um processo contínuo e multifacetado com diversas e profundas consequências para os povos a ele submetidos. Interessa-nos especialmente pensar experiências que vem sendo entendidas, na perspectiva do Estado e muitas vezes dos próprios coletivos indígenas, como questões de “saúde mental”; é parte de nossa aposta, a ser investigada e desenvolvida ao longo do curso, a ideia de que tais experiências estão direta ou indiretamente ligadas ao processo colonial. 

Ao explorar diálogos possíveis entre psicanálise e antropologia, nos perguntamos em que medida a teoria psicanalítica do trauma pode oferecer uma chave de entendimento e descrição não só de tais experiências, como também dos diferentes processos de resistência e reparação mobilizados pelos coletivos indígenas. Nesse sentido, as categorias de "memória", "catástrofe" e "testemunho" serão investigadas de forma interseccional, tanto em comentadores/as do pensamento freudiano, quanto em autores/as indígenas ou inseridos em outros contextos onde se deram histórias de invasão, usurpação e resistência. Ao mesmo tempo, estaremos atentos aos riscos  envolvidos nesse tipo de interpretação/tradução, reconhecendo o potencial epistemicida de uma aproximação entre o saber psicanalítico e a experiência indígena, uma vez que este se baseia em pressupostos culturais e ontológicos radicalmente distintos daqueles que configuram os mundos indígenas.


A disciplina tem como objetivo discutir abordagens de universos musicais a partir das ciências humanas, em especial da antropologia. Serão discutidas diferentes possibilidades analíticas a partir de escutas e da leitura de monografias, ensaios e artigos sobre práticas musicais em diferentes contextos, desde aldeias amazônicas até as salas de concerto metropolitanas.


Possibilitar aos alunos ingressantes no curso de Ciências Sociais uma formação básica e introdutória em Antropologia Social, estabelecendo perspectivas para o aprofundamento de certos instrumentos conceituais, teóricos e metodológicos pertinentes à reflexão antropológica. Possibilitar aos alunos, futuros professores, o conhecimento, reflexão e apresentação de conceitos centrais da antropologia como cultura, etnocentrismo, relativismo cultural, diversidade cultural.
Familiarizar o aluno de Ciências Sociais com os fundamentos teóricos e procedimentos analíticos do estruturalismo, a partir da leitura e discussão da obra de Claude Lévi-Strauss. Explorar o acervo disponível no Laboratório de Imagem e Som da Antropologia para capacitar o aluno, futuro professor, para trabalhar com seus alunos do ensino médio as questões referentes à organização e cultura de diferentes grupos e sociedades.
Introduzir os alunos de Ciências Sociais aos estudos dedicados às sociedades indígenas da América do Sul. Oferecer um panorama da imensa diversidade cultural existente na região, a partir de algumas áreas etnográficas e, paralelamente, situar abordagens teóricas diferenciadas no estudo das sociedades indígenas do continente, possibilitando aos alunos um contato mais próximo com o manejo dos dados etnográficos.
Familiarizar o aluno de Ciências Sociais com os fundamentos teóricos e procedimentos analíticos do estruturalismo, a partir da leitura e discussão da obra de Claude Lévi-Strauss. Explorar o acervo disponível no Laboratório de Imagem e Som da Antropologia para capacitar o aluno, futuro professor, para trabalhar com seus alunos do ensino médio as questões referentes à organização e cultura de diferentes grupos e sociedades.