Trata-se de disciplina introdutória ao curso de Engenharia Naval e Oceânica cujo objetivo é estruturar os ramos do conhecimento associados ao desempenho do elemento navio, no contexto do problema que ele vem responder (demanda). A disciplina desenvolve a competência de concepção de uma solução marítima para uma necessidade da sociedade, considerando concomitantemente os requisitos decorrentes da interação do navio com o oceano e da inserção do navio no mercado que o demanda. Desenvolve a competência de saber qual o fenômeno físico orienta determinado comportamento da embarcação. Procura desenvolver nos alunos a sensibilidade física da fenomenologia associada ao desempenho físico e mercadológico do navio, de tal forma que ele compreenda o porquê de cada aspecto envolvido na sua concepção, incluindo: • Do comércio, das cargas e dos seus volumes. Da variação da demanda e dos seus impactos na ocupação da frota mundial e dos seus efeitos no frete marítimo. Do investimento na infraestrutura de transporte e seu retorno econômico, ao sabor da dinâmica do segmento; • Da concepção da solução navio para atender dada demanda e quais os seus requisitos, orientando diferentes soluções. Do porte dos navios e dos ganhos de escala, com efeitos na organização da indústria marítima e das suas cadeias verticalizadas, com níveis decrescentes de competição; • Da flutuabilidade e estabilidade da embarcação, com ênfase na relação boca-calado; • Do comportamento fluido e da resistência ao avanço, com atenção ao efeito da forma no escoamento e no seu regime. Da compreensão do efeito da relação comprimento-boca no escoamento e na resistência ao avanço; • Dos sistemas propulsivos, do seu dimensionamento e do seu desempenho com abordagem mecânica; • Do comportamento estrutural e do seu dimensionamento em concordância com a geometria definida pela interação corpo-fluido; • Da manobrabilidade e do comportamento dinâmico em ondas. Dos riscos associados ao comportamento do corpo flutuante; • Dos arranjos internos e dos sistemas auxiliares; • Da vida à bordo e da necessidade de espaços internos; • Do porto, da capacidade de embarque e desembarque e da dinâmica dessa interação econômica entre as indústrias marítimas e portuárias; • Da forma de se construir navios e como ela evoluiu historicamente; • Por fim, dos fatores que orientam o projeto da embarcação. O aluno deve, ao final do curso, poder responder questões como: Por que os fretes oscilam em tamanha magnitude e como responde a produção ou descarte de navios aos seus ciclos? Por que dos ganhos econômicos da escala e quais os limites da forma da demanda? Por quê da organização da indústria marítima e do elevado nível de competição? Por quê uma embarcação é rápida ou lenta e como as formas do casco e a velocidade desejada orientam seu projeto? Por quê do passo variável do hélice? Por quê da escolha da motorização Por quê dos arranjos estruturais – da eficiência da estrutura e da quantidade de aço e das limitações associadas ao arranjo interno e de escotilhas? Por que do comportamento dinâmico do navio sobre a ação de ondas?