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A proposta desta disciplina é apresentar a estudantes os debates antropológicos sobre deficiência, a partir da noção de diferença. O enquadramento da deficiência como variação social articula-se historicamente a modulações de certa forma análogas em termos de gênero, raça, sexualidade, classe. A disciplina propõe uma primeira aproximação dessas questões, a partir quatro unidades ou conjuntos de problemas: (1) As histórias de formação dos estudos da deficiência, com foco em sua emergência conectada ao “modelo social da deficiência” e movimentos pelos direitos de pessoas com deficiência. (2) Desdobramentos e atualizações dos estudos da deficiência a partir da “teoria crip” ou “teoria aleijada” e da noção de “debility” ou “debilidade”, com foco nas ambivalências e fissuras colocadas pela problematização da corponormatividade, inclusive para a própria antropologia. (3) Reflexões sobre os sentidos e as experiências vividas por nossos corpos, particularmente em função de suas transformações pelo enfrentamento – compartilhado – do tempo e do espaço, ou seja, com foco nas relações de mutualidade que oferecem risco e prazer, cuidado e perigo para nossa constituição como pessoas e sujeitos. (4) Produções autoradas por e com pessoas com deficiência no campo antropológico e artístico que tomam a experiência da deficiência como elemento constitutivamente metodológico, heurístico e/ou epistemológico.

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