O curso tem como objetivo investigar os intercâmbios artísticos e a circulação de objetos de arte no período pós-II Guerra Mundial, uma época em que essas interações se intensificaram devido a transformações sociais, políticas e estéticas. Diversos países, especialmente na Europa, dedicaram-se à reconstrução de suas instituições culturais e à promoção do intercâmbio de ideias e obras de arte como um mecanismo de renovação e reconciliação. O clima da Guerra Fria moldou as dinâmicas artísticas, fomentando não apenas trocas acadêmicas, mas também programas culturais patrocinados pelo Estado, que facilitaram a mobilidade transnacional de artistas e intelectuais. Ademais, a proliferação de exposições itinerantes e o papel das bienais, como a Bienal de Veneza e a Bienal de São Paulo, além da Documenta de Kassel, foram cruciais para a criação de redes globais de artistas, críticos e curadores. Concomitantemente, museus e galerias centrados na arte moderna e contemporânea proliferaram, estabelecendo-se como plataformas fundamentais para exposições internacionais, viabilizando a divulgação de ideias artísticas inovadoras e estimulando colaborações intercontinentais.