Antropologia
A disciplina tem como objetivo discutir abordagens de universos musicais a partir das ciências humanas, em especial da antropologia. Serão discutidas diferentes possibilidades analíticas a partir de escutas e da leitura de monografias, ensaios e artigos sobre práticas musicais em diferentes contextos, desde aldeias amazônicas até as salas de concerto metropolitanas.
Propiciar a reflexão teórica e metodológica sobre conceitos fundamentais da antropologia social britânica e do culturalismo norte-americano (fases clássicas). Com vistas à formação de professores, o curso tem como objetivos específicos a) aprimorar competências e habilidades relacionadas à expressão em língua portuguesa através da realização de atividades de interpretação de textos, imagens e vídeos, bem como de produção textual verbal e escrita; b) a partir do programa do curso explorar questões, conteúdos, materiais (textos de divulgação, filmes, reportagens etc.) relevantes para capacitação dos alunos como docentes do ensino médio na área de sociologia; c) estabelecer como recurso de rotina a teconologias de informação e comunicação, tais como o uso de plataformas como o moodle, disponibilização de materiais em nuvem, consulta e utilização do acervo filmográfico do Laboratório de Imagem e Som de Antropologia (LISA) etc.
Possibilitar ao aluno de ciências sociais um aprofundamento de temas e conceitos em debate na antropologia contemporânea. Com vistas à formação profissional de professores, o curso tem como objetivos específicos a) a realização de atividades de interpretação e análise de textos, bem como de produção textual (verbal e escrita) e, consequentemente, o aprimoramento de competências e habilidades relacionadas à expressão em língua portuguesa; b) explorar questões, conteúdos, materiais (textos de divulgação, filmes – documentários e ficções –, ensaios fotográficos, reportagens etc.) relacionados ao curso de forma a instrumentalizá-los na capacitação dos alunos como docentes; c) estabelecer como rotina o acesso às tecnologias de informação e comunicação na interface do ensino-aprendizagem (por exemplo, uso da plataforma moodle, disponibilização de materiais em nuvem, a exposição de conteúdos com apoio de recursos multimídia, etc.).
A antropologia urbana no mundo contemporâneo tem exigido a possibilidade de construção de novas concepções teóricas e metodológicas que transbordam as fronteiras disciplinares e temáticas. É preciso repensar como a antropologia urbana tem construído modelos teóricos sobre cidades e, neste curso, propor diálogos com problemáticas que perpassam formas de fazer e se viver a cidade com o corpo, e elaborar reflexões etnográficas que atravessem corpos e espaços urbanos, produzindo um diálogo entre corpografia e etnografia.
Oferecer uma perspectiva antropológica de interpretação do processo de formação das religiões afro-brasileiras sublinhando seus diálogos com a cultura nacional em termos de comportamento, estilo de vida, produção simbólica e construção identitária.

O curso visa introduzir os alunos no universo conceitual, temático e metodológico da Antropologia. Ciência voltada para a compreensão do “outro”, para a interpretação das sociedades e culturas, e para a elucidação dos fundamentos simbólicos da vida social.  Se as “sociedades primitivas” forneceram o campo de investigação original que permitiu à Antropologia definir sua perspectiva científica e delimitar a sua diferença em relação a outras disciplinas que integram as chamadas ciências sociais, veremos ao longo do curso como ela contempla também o estudo das sociedades ditas “complexas” ou “ocidentais”. Nesse sentido, o objetivo aqui é mostrar que a sua especificidade (e vitalidade) reside na maneira pela qual recorta campos de estudo, propõe modelos e perspectivas de análise.

O objetivo desse curso é refletir sobre certos impasses da história intelectual nacional, tendo como parâmetro um momento preciso da antropologia brasileira. O recorte se centrará na discussão racial – mais concentradamente entre 1870 e 1930. O programa começa com os dilemas da “geração romântica\", que elegeu o índio como símbolo, para chegar à “geração realista\", que aglutinou uma série de intelectuais, que no mais das vezes não se diziam antropólogos, mas acabaram praticando e fundando essa disciplina no país. Nesse caso, é a descoberta da mestiçagem e de “seus males”, que pareceu motivar uma série de estudiosos. Os anos trinta e a revisão da noção pessimista da antiga geração marca um terceiro momento do curso: os modernistas e a produção de G. Freyre estarão em pauta, isso depois de ter passado pelos teóricos do branqueamento. Por fim, analisaremos a produção da Escola de Sociologia Paulista e sobretudo seu papel na “desmontagem do mito da democracia racial”. De uma maneira geral o curso tomará como tema a questão da identidade nacional e enfrentará a obra de alguns intelectuais destacados que trouxeram para suas obras uma angustiante, e reiterada, questão: \"Que país é esse?\" ou então \"O que faz do Brazil, Brasil?\". Apesar de seu recorte cronológico o curso não pretende imprimir uma visão evolutiva; ao contrário a meta é sobretudo dialogar com os textos em contexto e de forma comparativa. Nesse sentido, alguns romances de época farão parte das leituras obrigatórias e ajudarão na compreensão de diferentes ambientes intelectuais.

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