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O curso pretende explorar o debate abolicionista inglês no século XVIII, analisando argumentos favoráveis e contrários ao tráfico de pessoas escravizadas. Os marcos históricos que orientam a abordagem concentram-se entre 1783 e 1793. Esse período é caracterizado como o ápice da guerra de panfletos que inundou a Inglaterra no esforço de convencer os legisladores britânicos a revogar ou manter o comércio de pessoas. De fato, em 1792, a Câmara dos Comuns discutiu e aprovou a moção em defesa da abolição desse comércio, mas, em seguida, a Câmara dos Lordes a derrubou. A partir de 1793, pautas abolicionistas e de ampliação dos direitos civis passam a ser pejorativamente designadas como jacobinas, o que coincide com o início do refluxo dos ideais libertários e de emancipação. O curso também se dedicará a lançar luz sobre produções teóricas efêmeras que ajudam a recuperar vozes que costumam ser excluídas quando nos concentramos apenas nas obras canônicas, como as das mulheres e das pessoas escravizadas. Além de podermos examinar, nesse itinerário, as teorias que justificam e as que condenam a dominação extrema, é possível que tenhamos meios de apontar os limites morais e epistemológicos inerentes a diferentes discursos de filosofia política. O exame da bibliografia secundária visa demonstrar o caráter polêmico e controvertido dos conceitos centrais utilizados pelos autores e autoras.
- Docente: Eunice Ostrensky
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