Analisar as transformações históricas das concepções de escola, educação e instrução pública entre a segunda metade do século XVIII e as primeiras décadas do século XIX, com ênfase na França, considerando as disputas entre projetos iluministas, anti-iluministas e jesuíticos, bem como a progressiva apropriação da educação pelos Estados europeus como instrumento de formação do cidadão e de orientação da opinião pública. Compreender o papel desempenhado pelos jesuítas e ex-jesuítas na elaboração, conservação e reformulação de modelos educativos durante o período das expulsões, da supressão e da restauração da Companhia de Jesus. Analisar as políticas anti-jesuíticas e o crescente interesse dos Estados europeus pela organização, administração e secularização dos sistemas escolares. Discutir as mudanças promovidas pela Revolução Francesa na concepção da educação, especialmente a passagem da instrução entendida como concessão régia para a escola concebida como direito do cidadão e responsabilidade do Estado. Investigar a organização da política escolar francesa durante os governos revolucionários, o período napoleônico e a Restauração. Refletir sobre as relações entre escolarização, formação moral, construção do Estado-nação e produção da opinião pública.
- Docente: Marcos Abreu Leitão de Almeida