As transformações ocorridas na segunda metade do século XX abriram caminho para um momento de questionamento das epistemologias tradicionais do fazer científico, carregando para o debate historiográfico importantes transformações teórico-metodológicas. Esta disciplina propõe abordar duas delas: os estudos de gênero e os estudos subalternos. Mesmo que em um primeiro momento os Estudos de Gênero tenham surgido como um desdobramento da História das Mulheres, o diálogo com teorias pós-estruturalistas e queer possibilitou a ampliação do debate. Em consonância com os Estudos de Gênero, os Estudos Subalternos advogam a possibilidade da de ouvir as vozes de sujeitos antes excluídos da análise histórica, ampliando a compreensão da agência desses sujeitos para além das situações de protagonismo ou excepcionalidade.