Com a busca de discutir na universidade modos de romper com lógicas coloniais do pensamento e da
estruturação curricular, vem se tornando cada vez mais urgente que áreas que, supostamente distintas, passem a
fazer exercícios intelectuais convergentes, e se estabeleçam como possibilidades de novas leituras de mundo. A
disciplina propõe uma abertura e reconhecimento da diversidade de indivíduos que constituem a coletividade
humana, observando formas de ser, estar e produzir no mundo distintas daquelas estabelecidas por parâmetros
impostos culturalmente e que tem sistematicamente marginalizado grupos sociais dentro de uma lógica do que se
convencionou considerar o padrão, o normal.
Tendo como compromisso a defesa por uma escola pública, gratuita, laica e socialmente referenciada nos
inclinamos, a partir das interfaces entre arte, educação especial e interseccionalidade, a pensar a pluralidade que
compõe a sociedade e sustenta o Estado, por meio de uma perspectiva que considere o papel das instituições
escolares e não-escolares como fundamentais para a promoção de justiça social, no questionamento e criação de
novos referenciais e modos de representação social e imagética que colaborem para a superação dos vieses
racistas, sexistas, capacitistas e preconceituosos, que impedem a realização plena dos direitos humanos.
- Docente: Júnio Hora Conceição
- Docente: Sabrina da Paixão Bresio