1. Compreender e discutir a natureza do ser humano a partir da natureza, da cultura e de diferentes áreas do conhecimento. 2. Vivenciar um espaço reflexivo que permita compreender o ser humano em uma perspectiva interdisciplinar: Filosofia, Antropologia, Cultura, Biologia e Educação. 3. Discutir as consequências da compreensão biológica e cultural dos seres humanos para a Educação em Ciências e para a formação de professores.

A finalidade desta disciplina é discutir as possibilidades de mediações de conhecimentos científicos e práticas culturais das Ciências Naturais entre crianças pequenas levando em consideração tanto suas características e necessidades como suas possibilidades de produção de cultura e apropriação desses conhecimentos. A partir de uma concepção de criança como sujeito que produz cultura, pretende-se refletir sobre os papéis da ludicidade e do uso de diferentes linguagens expressivas no processo de construção de significados sobre assuntos científicos. Finalmente, tem-se a intenção de discutir algumas questões relativas à formação docente das/dos professoras/es de Educação Infantil no que se refere às suas potencialidades para criar oportunidades de “vivências científicas” para as crianças pequenas mesmo sem terem formação específica na área de Ciências Naturais.
1. Conhecer os aspectos mais relevantes da epistemologia Biológica de Humberto Maturana;

2. Compreender e discutir os princípios básicos da Biologia do Conhecer;

3. Discutir as consequências da epistemologia de Humberto Maturana para o Ensino de Ciências e de Biologia.
Analisar e discutir diacronicamente o livro A origem das espécies de Charles Darwin, com abordagem epistêmica e metodológica da História da Ciência. Analisar a estrutura do Origem e as estratégias argumentativas do "longo argumento" de Darwin em favor da transformação dos seres vivos e contra a teologia natural e a ideia de que as espécies são produtos de atos de criação especial. Conhecer exemplos da cultura transformacionista na Europa do século XVIII e contrastá-las com a teoria e a prática da pesquisa de Darwin. Identificar e problematizar a ascendência de aspectos culturais e sócio-políticos da sociedade vitoriana sobre o pensamento biológico de Darwin. Desenvolver uma compreensão funcional da seleção natural como principal, mas não exclusivo, mecanismo da evolução. Reconhecer e contextualizar as menções, no Origem, ao papel de outros fatores que Darwin considerava relevantes na evolução, como a seleção sexual, os efeitos herdados do uso e desuso, a ação direta e prolongada das mudanças nas condições de vida, as reversões ocasionais de estrutura e o "crescimento correlacionado". Diferenciar a teoria de Darwin dos desdobramentos da teoria evolucionista no século XX. Analisar os desafios do ensino de evolução apontados pela literatura da pesquisa em educação científica e as contribuições da História da Ciência para a formação de cientistas e professores de ciências e biologia. 
Essa disciplina busca debater as relações entre ciência, tecnologia e sociedade, tendo como foco principal as pesquisas desenvolvidas em diferentes espaços educacionais e comunicacionais. Pretende realizar uma introdução à Educação Não Formal e à Comunicação em Ciências, trazendo seus principais aspectos históricos, teóricos e práticos. Tem com eixo principal a pesquisa nessas áreas, abordando investigações já realizadas ou em andamento, ressaltando suas transformações, aportes teóricos, metodologias e dimensões de análises.
A disciplina pretende apresentar o processo de editoração de revistas científicas e discutir sobre o papel dos artigos científicos como documentos importantes de produção e divulgação da ciência. Inclui nesta discussão temas como autoria e boas práticas de publicação científica, avaliação de um artigo e pareceres construtivos, diferenciações entre tipos de artigos científicos, o papel de revistas científicas na validação e divulgação do conhecimento científico, ciência aberta, questões éticas e relacionadas à inclusão.
Esta disciplina pretende discutir conhecimentos, atitudes e valores sobre as práticas e a pesquisa em Educação Ambiental (EA), de modo a tornar o pós-graduando capaz de: - Compreender a construção histórica da área de Educação Ambiental no contexto nacional e internacional; - Reconhecer a importância da interdisciplinaridade para a pluralidade da área; - Avaliar criticamente os principais instrumentos legais da Educação Ambiental no Brasil (Política Nacional de Educação Ambiental; Programa Nacional de Educação Ambiental; Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação Ambiental) e suas articulações com os currículos da educação básica e superior; - Compreender as diferentes concepções de Educação Ambiental nas práticas pedagógicas e na formação de professores; - Identificar as principais contribuições da perspectiva crítica para as práticas e a pesquisa em EA; - Identificar as potencialidades da aprendizagem social para as práticas e pesquisas de EA; - Problematizar o papel da Educação Ambiental frente à sociedade de risco; - Vivenciar, analisar e criar estratégias didáticas participativas para a sustentabilidade socioamental e de educomunicação; - Analisar criticamente projetos e práticas de Educação Ambiental; - Analisar perspectivas de pesquisa a partir de plataformas específicas (http://www.earte.net/) e de periódicos e anais de congressos da área; - Produzir novos conhecimentos referentes ao tema no contexto da disciplina.
- Conhecer, por meio da leitura dos textos em sua íntegra e da discussão com seus autores, dissertações e teses sobre ensino de ciências, defendidas recentemente em programas de pós-graduação. - Caracterizar a composição dos referenciais teóricos adotados por esses trabalhos. - Caracterizar os capítulos ou trechos dedicados à revisão bibliográfica, identificando os principais periódicos consultados, o período de abrangência do levantamento, e os principais autores com os quais se estabelece preponderantemente o diálogo com a pesquisa em questão. - Identificar os procedimentos metodológicos desenvolvidos nas pesquisas caracterizando sua diversidade e aspectos comuns. - Reconhecer diferentes estratégias de registro e inscrições de dados. - Comentar análises de dados empíricos inspiradas em diferentes referenciais teóricos. - Produzir comentários críticos e reflexões sobre as pesquisas lidas.