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nas chamadas “grandes cidades modernas” que se consolidaram historicamente a partir da Revolução Industrial, um objeto privilegiado de reflexão teórica e metodológica. Nesse sentido, também o espaço foi, desde os primeiros tempos da sociologia, um objeto de interesse, sendo a cidade, afinal, indissociável da noção de espaço.
O objetivo geral desta disciplina é familiarizar os estudantes de Ciências Sociais com os diferentes vínculos teóricos e metodológicos que a disciplina sociológica na Europa, nos Estados Unidos e, em particular, no Brasil tem estabelecido, ao longo de sua história, com a cidade como espaço.
Para tanto, cabe perscrutar os primórdios e rumos mais recentes desse debate em cenários acadêmicos variados, internacionais e nacionais, em busca de abordagens teóricas e metodológicas que, contempladas em conjunto e retrospectivamente, se destacam pela originalidade no modo de conceituar os vínculos entre vida social e espaço físico, por referência à cidade. Mas isso sempre com a preocupação de confrontar tais abordagens com a realidade socioespacial vivida dia a dia pelos próprios alunos em espaços diversos da cidade de São Paulo.
Tal perspectiva acarreta, de um lado, a problematização, em sala de aula, respectivamente, i) dos vínculos da sociologia com o espaço (urbano); ii) dos primórdios do debate teórico sobre o espaço urbano na sociologia em particular de línguas alemã, francesa, inglesa e portuguesa; iii) de abordagens internacionais recentes; iv) de conceituações sociológicas do espaço urbano na sociologia brasileira recente. De outro lado, será necessário confrontar essas discussões com a vivência empírica que os alunos têm do espaço urbano, através de aulas de rua em São Paulo.
Marcada por essa dinâmica, a disciplina tem como objetivo didático de fundo que os estudantes de Ciências Sociais aprendam a desnaturalizar o espaço urbano como objeto de pesquisa, reconhecendo o seu caráter eminentemente construído.

O ponto focal visado é analisar a produção de conhecimento científico a partir de teorias sociais específicas centradas na relação entre cultura, produção de conhecimento e modos de dominação nas sociedades contemporâneas. A disciplina aborda os processos contemporâneos de produção do conhecimento, a partir das relações entre agentes, instituições científicas e aparato governamental. Tem como pressuposto a ideia de construção social do conhecimento e do estabelecimento de lutas simbólicas tanto entre as diversas áreas e disciplinas científicas quanto no interior de cada uma delas, em torno da definição legítima do conhecimento.
A intenção do curso é a de rastrear os diversos significados que, em momentos históricos diferentes, foram atribuídos a alguns temas e questões, tomados como óbvios e unívocos pelo senso comum e considerados clássicos pela teoria social.
O conceito de indivíduo terá especial destaque, o que implica apreender quais os elementos envolvidos em sua definição, perceber quais os vínculos estabelecidos entre noções como individuação, individualização e individualismo e a idéia de liberdade, e retomar a reflexão crítica sobre o conteúdo atribuído, pelas diferentes perspectivas, às relações indivíduo/sociedade.
Para tanto, é necessário refletir criticamente sobre a questão da racionalidade, a partir da compreensão do significado que as várias visões conferem à noção de razão e da importância que atribuem à dimensão racional no que respeita possibilidade ou à impossibilidade da constituição da autonomia individual e da liberdade social.
As várias teorias apresentam diferenças conceituais importantes no tratamento de cada um destes temas - em alguns casos, tratam-se de profundas divergências. A análise de comcepções que são contraditórias e que, muitas vezes, revelam paradoxos e suscitam perplexidades é de fundamental importância, pois permite perceber se a atribuição de significados diferentes a objetos aparentemente idênticos resulta da comtemporaneidade ou da diversidade temporal das perspectivas - o que sugere a discussão do entorno social em que emergem - e, ao mesmo tempo, estabelecer o seu vínculo com a vida social mais contemporânea.
Apresentar ao aluno as principais características da reflexão sociológica. Discutir os múltiplos níveis a partir dos quais podem ser focalizados os fenômenos sociais e as conexões entre eles. Para isso, serão utilizados textos (teóricos e de pesquisa empírica) que examinem os processos interativos em situações cotidianas; textos que analisem tais processos dentro de diferentes tipos de coletividades; e, finalmente, textos que apresentem as estruturas e os processos sociais mais inclusivos e o modo como moldam (ou afetam) as interações cotidianas, os movimentos sociais, as coletividades e as instituições anteriormente apresentados. Introduzir o aluno ao conhecimento das condições histórico-sociais de emergência da Sociologia. Desenvolver a capacidade de leitura de textos sociológicos e estimular a imaginação sociológica dos alunos.
Esta disciplina visa a introduzir os estudantes do Curso de Ciências Sociais nos procedimentos de pesquisa mais usuais nas Ciências Sociais, levá-los à compreensão do papel da pesquisa empírica no desenvolvimento científico e à prática de algumas técnicas quantitativas básicas.
A disciplina tem como objetivo introduzir questões referentes à constituição da Sociologia como ciência, à metodologia qualitativa de pesquisa e aos dilemas relacionados com o exercício de investigação em Ciências Sociais.
O curso visa apresentar as principais correntes sociológicas de explicação dos movimentos sociais, bem como indicar, em linhas gerais, suas aplicações ao caso brasileiro e a outros casos latino-americanos. Focaliza-se, particularmente, as relações entre cultura e ação coletiva, entre movimentos sociais e estado e a transnacionalização do ativismo.
Profa. Maria Helena Oliva Augusto (vespertino e noturno) Monitores: Maysa C. Cunha Rodrigues Pedro Giovanetti Cesar Pires I. PROGRAMA: 1. A Sociologia alemã na passagem do século 2. Ciência e vocação. Objetividade, racionalidade e valores 3. Ação social, relação social, ordem social 4. Ocidente: racionalização e modernidade 5. Ética e interesse: o capitalismo segundo Weber 6. A modernidade segundo Weber 7. Ordem social e ordem econômica. Noção de poder em Weber. 8. Dominação e legitimidade: tradição, carisma e burocracia 9. A perspectiva simmeliana (A exposição não seguirá necessariamente essa ordem)
A disciplina tem por objetivos (1) fornecer uma introdução a teorias do comportamento eleitoral e (2) exercitar os/as alunos/as na prática de pesquisa empírica.

Propõe-se a discussão de modelos de explicação do comportamento eleitoral – identidade e consciência de classe, pluralidade de fatores e sofisticação política, escolha racional e voto retrospectivo – combinada à produção de dados primários, ao uso e interpretação de dados primários e secundários, relativos às eleições para prefeito na cidade de São Paulo.

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