Programação

  • Objetivos, estratégias e avaliação

    Objetivos: Esta disciplina tem como objetivo a introdução ao estudo de mecanismos fisiopatológicos envolvidos no desenvolvimento de doenças infecciosas. Serão abordados temas representativos da diversidade dos mecanismos envolvidos na relação patógeno/hospedeiro e, dentro de cada tema, serão discutidos aspectos preponderantes na doença utilizada como exemplo. Esta disciplina tem como principal objetivo estimular o raciocínio, a análise crítica e a capacidade de integrar os conhecimentos básicos de Biologia Celular e Molecular, Bioquímica, Imunologia, Parasitologia, Virologia, Bacteriologia, Micologia e Patologia.

     

    Metodologia de Ensino: Cada tema será abordado inicialmente através de estudo dirigido, orientado com base em um roteiro de questões. A seguir o tema será discutido, através de debates entre grupos de alunos, professores da disciplina e especialistas na área. Finalmente, o tema será apresentado à turma por grupos selecionados de alunos.

     

    Avaliação: A avaliação da disciplina será feita considerando-se o desempenho individual e do grupo nas apresentações finais sobre os temas abordados na disciplina e pelo desempenho em avaliação teórica individual ao final do curso.

    O conceito atribuído às apresentações corresponderá à 50% da nota final.  A avaliação teórica constituirá 50% da nota final.

    Uma prova substitutiva poderá ser solicitada por motivos relevantes e documentados. A prova substitutiva será feita através de avaliação oral com os professores da disciplina.

     

    Critérios de Aprovação: A nota final deverá ser igual ou superior a cinco (5,0) e será calculada considerando-se a atribuição de conceito nas apresentações de grupo s e a avaliação teórica, conforme descrito acima.

    Serão considerados aprovados os estudantes que obtiverem média final igual ou superior a cinco (5,0).

    Os estudantes reprovados com média entre três (3,0) e quatro e nove (4,0) serão submetidos à Prova de Recuperação, a ser realizada no mesmo semestre letivo.

    Serão considerados reprovados na disciplina, sem direito à recuperação, os estudantes que obtiverem média final inferior a três (3,0).

    Para os estudantes aprovados após a prova de recuperação na disciplina, a média final será igual a cinco (5,0).

     

    Bibliografia:

    - Mandell, Douglas and Bennett's principles and practice of infectious diseases. Gerald L Mandell; R Douglas 1898- (Robert Gordon); John E Bennett 1933- (John Eugene). New York Churchill Livingstone : 1995 – disponível na biblioteca do ICB e na FM (ou edições posteriores).

    - Textos selecionados entregues aos alunos durante o curso.


    - Pesquisa individual e em grupo através de ferramentas da internet!!!

    • Horário e atividades

      Data

      Tema

      Horário

      Atividade

      01/08

       

      Estafilococcias

      14:00-14:30

      14:30 -18:00

      Apresentação do curso

      Período de estudo

      03/08

       

      Estafilococcias

      14:00-18:00

      Debate

      8/08

       

      Estafilococcias

      14:00-18:00

      Apresentação final do tema

      10/08

       

      Tuberculose

      14:00-18:00

      Período de estudo

      15/08

       

      Tuberculose

      14:00-18:00

      Debate

      17/08

       

      Tuberculose

      14:00-18:00

      Apresentação final

      22/08

       

      Malária

      14:00-18:00

      Período de estudo

      24/08

       

      Malária

      14:00-18:00

      Debate

      29/08

       

      Malária

      14:00-18:00

      Apresentação final

      31/08

       

      Dengue, zika e chikungunya

      14:00-18:00

      Período de estudo

      12/09

       

      Dengue, zika e chikungunya

      14:00-18:00

      Debate

      14/09

       

      Dengue, zika e chikungunya

      14:00-18:00

      Apresentação final

      19/09

      HIV/AIDS

       

      14:00-18:00

      Período de estudo

      21/09

      HIV/AIDS

       

      14:00-18:00

      Debate

      26/09

      HIV/AIDS

       

      14:00-18:00

      Apresentação final

      28/09

      Avaliação final

       

      14:00-18:00

      Avaliação


      • Tema 1: Estafilococcias

        Roteiro estafilococcias

        1.       Qual é, ou quais são, o(s) agente(s) etiológico(s) desta doença?

        2.       Que características do patógeno são fundamentais para a etiopatogenia da doença? Como estas características estão ligadas à doença?

        3.       Em que órgãos do hospedeiro se encontra o agente etiológico desta doença no decorrer de sua história natural? Explique.

        4.       Qual é, ou quais são, o(s) “órgão(s) de choque” desta doença? Explique.

        5.       Além do principal órgão de choque no organismo, há lesão de outros órgãos diretamente pelo agente infeccioso? Ou por mecanismos indiretos  - desencadeados pelo agente, mas sem sua participação direta?

        6.       Que fatores são determinantes para que uma pessoa exposta ao S. aureus desenvolva uma doença ou mantenha a bactéria como parte da sua microbiota?

        7.       Como explicar a capacidade de uma bactéria em causar doenças tão distintas que vão da infecção alimentar à morte causada por choque tóxico?

        8.       Além deste(s) agentes etiológico(s) há outras causas, infecciosas ou não, que possam gerar alterações fisiopatológicas semelhantes?

        9.       Dado que ocorra contato com o hospedeiro, quais são as barreiras que limitam o estabelecimento da infecção/doença?

        10.    Após o contato e vencidas as barreiras naturais, qual é a resposta imediata e inata (local e sistêmica) do hospedeiro à presença deste(s) agente(s)? O agente infeccioso se modifica diante desta(s) resposta(s)?

        11.    Após a resposta inata do hospedeiro, como se desenvolve a resposta imune do hospedeiro ao(s) agente(s) etiológico(s) desta doença?

        12.     Quais são as medidas individuais, em contactantes e de saúde pública, que são atualmente empregadas para conter a disseminação desta doença? Você consegue propor e justificar modificações nestas medidas?

        13.    Quais são os alvos presentes no agente etiológico que são explorados na terapêutica? Como explicar a incidência tão elevada de isolados resistentes à meticilina ou à vancomicina em amostras de S. aureus? Qual a relevância clínica da multirresistência a drogas nesta bactéria? Em que outras situações a resistência a antimicrobianos traz sérios problemas clínicos, seja no caso de bactérias, parasitos ou fungos?

        14.    Qual é/Quais são o(s) modelo(s) experimental(is) usados para estudar esta doença? Identifique as vantagens e desvantagens deste(s) modelo(s).


      • Tema 2: Tuberculose

        Roteiro tuberculose

        1.       Qual é, ou quais são, o(s) agente(s) etiológico(s) desta doença?

        2.       Que características do patógeno são fundamentais para a etiopatogenia da doença? Como estas características estão ligadas à doença?

        3.       Em que órgãos do hospedeiro se encontra o agente etiológico desta doença no decorrer de sua história natural? Explique.

        4.       Qual é, ou quais são, o(s) “órgão(s) de choque” desta doença? Explique.

        5.       Existem alterações anatomopatológicas típicas desta doença? Explique sua gênese.

        6.       Além deste(s) agentes etiológico(s) há outras causas, infecciosas ou não, que possam gerar alterações fisiopatológicas semelhantes?

        7.       Dado que ocorra contato com o hospedeiro, quais são as barreiras que limitam o estabelecimento da infecção/doença?

        8.       Após o contato e vencidas as barreiras naturais, qual é a resposta imediata e inata (local e sistêmica) do hospedeiro à presença deste(s) agente(s)? O agente infeccioso se modifica diante desta(s) resposta(s)?

        9.       Após a resposta inata do hospedeiro, como se desenvolve a resposta imune do hospedeiro ao(s) agente(s) etiológico(s) desta doença? Em que órgão, tecido, e que células participam desta resposta?

        10.    Que propriedades do(s) agente(s) etiológico(s) desta doença explicam a(s) forma(s) de transmissão desta doença?

        11.    Quais são as medidas individuais, em contactantes e de saúde pública, que são atualmente empregadas para conter a disseminação desta doença? Você consegue propor e justificar modificações nestas medidas?

        12.    Que propriedades deste(s) agente(s) são usadas, atualmente, para o diagnóstico da doença?

        13.    Você consegue identificar propriedades deste(s) organismo(s) que poderiam vir a ser utilizadas como alvos futuros para o diagnóstico, tratamento e/ou prevenção da doença?

        14.    Qual é/Quais são o(s) modelo(s) experimental(is) usados para estudar esta doença? Identifique as vantagens e desvantagens deste(s) modelo(s).

         

        Referências

        Dheda, K., C. E. Barry, G. Maartens. “Tuberculosis”. Lancet. 2016;387(10024):1211-26.

        Bozzano, F., F. Marras, and A. De Maria. 2013. “Immunology of Tuberculosis.” Mediterranean Journal of Hematology and Infectious Diseases 6(1):2014027.

        Clay, H., H. E. Volkman, and L. Ramakrishnan. 2008. “Tumor Necrosis Factor Signaling Mediates Resistance to Mycobacteria by Inhibiting Bacterial Growth and Macrophage Death..” Immunity 29(2):283–94.

        Kondratieva, T., T. Azhikina, B. Nikonenko, A. Kaprelyants, and A. Apt. 2014. “Latent Tuberculosis Infection: What We Know About Its Genetic Control?.” Tuberculosis 1–7.

        Mackaness, G. B. 1964. “The Immunological Basis of Acquired Cellular Resistance..” The Journal of experimental medicine 120:105–20.

        Matteelli, A., A. Roggi, and A. C. C. Carvalho. 2014. “Extensively Drug-Resistant Tuberculosis: Epidemiology and Management.” Clinical Epidemiology 111.

        Natarajan, K., M. Kundu, P. Sharma, and J. Basu. 2011. “Innate Immune Responses to M. tuberculosis Infection.” Tuberculosis (Edinburgh, Scotland) 91(5):427–31.

        O'Garra, A. et al. 2013. “The Immune Response in Tuberculosis.” Annual review of immunology 31(1):475–527.

        Sakai, S., K. D. Mayer-Barber, and D. L. Barber. 2014. “Defining Features of Protective CD4 T Cell Responses to Mycobacterium tuberculosis.” Current Opinion in Immunology 29:137–42.

        Yuk, J.-M. and E.-K. Jo. 2014. “Host Immune Responses to Mycobacterial Antigens and Their Implications for the Development of a Vaccine to Control Tuberculosis.” Clinical and Experimental Vaccine Research 3(2):155.

      • Tema 3: Malária

        Roteiro malária

        1.       Qual é, ou quais são, o(s) agente(s) etiológico(s) desta doença?

        2.       Que características do patógeno são fundamentais para a etiopatogenia da doença? Como estas características estão ligadas à doença?

        3.       Em que órgãos do hospedeiro se encontra o agente etiológico desta doença no decorrer de sua história natural? Explique.

        4.       Qual é, ou quais são, o(s) “órgão(s) de choque” desta doença? Explique.

        5.       Além do principal órgão de choque no organismo, há lesão de outros órgãos diretamente pelo agente infeccioso? Ou por mecanismos indiretos  - desencadeados pelo agente, mas sem sua participação direta?

        6.       Existem alterações anatomopatológicas típicas desta doença? Explique sua gênese.

        7.       Por que ocorre febre na malária? Como a febre altera a vida do Plasmodium?

        8.       Após o contato e vencidas as barreiras naturais, qual é a resposta imediata e inata (local e sistêmica) do hospedeiro à presença deste(s) agente(s)? O agente infeccioso se modifica diante desta(s) resposta(s)?

        9.       Que polimorfismos individuais do hospedeiro podem modificar sua resposta natural ao(s) agente(s) etiológico(s) desta doença? Qual a(s) consequência(s) final(is) destas modificações?

        10.    Após a resposta inata do hospedeiro, como se desenvolve a resposta imune do hospedeiro ao(s) agente(s) etiológico(s) desta doença? Em que órgão, tecido, e que células participam desta resposta?

        11.    Há variações da resposta imune adquirida do hospedeiro que explicam cursos diferentes da doença?

        12.    Quais são as bases patogênicas da insuficiência respiratória aguda e da insuficiência renal na malária grave?

        13.    Além deste(s) agentes etiológico(s) há outras causas, infecciosas ou não, que possam gerar alterações fisiopatológicas semelhantes?

        14.    Qual é/Quais são o(s) modelo(s) experimental(is) usados para estudar esta doença? Identifique as vantagens e desvantagens deste(s) modelo(s).


      • Tema 4: Dengue, zika e chikungunya

        Temas e distribuição dos grupos

        1- Dengue: etiologia, evolução clínica, fisiopatologia

        2- Dengue hemorrágia: fisiopatologia

        3- Dengue: resposta imune e proteção (o que se sabe e o que é preciso descobrir), diagnóstico, modelos experimentais

        4- Chikungunya: etiologia, evolução clínica, fisiopatologia

        5- Chikungunya: resposta imune e proteção (o que se sabe e o que é preciso descobrir), diagnóstico, modelos experimentais

        6- Zika: etiologia, evolução clínica, fisiopatologia

        7- Zika: resposta imune e proteção (o que se sabe e o que é preciso descobrir), diagnóstico, modelos experimentais