Psicologia Clínica

Aprofundar o conhecimento da Psicopatologia Psicanalítica, mantendo o trabalho de comparação e complementação com a abordagem psiquiátrica. Capacitar o aluno a identificar quadros neuróticos, psicóticos e limítrofes, incluindo crianças e adolescentes, desenvolvendo as bases para o trabalho clínico numa vertente psicanalítica contemporânea. Manter e desenvolver o preparo do aluno, futuro psicólogo, no trabalho interdisciplinar em equipes que atuam na prevenção e intervenção em Saúde Mental. Propiciar um contato mais aprofundado com a clínica, aproximando o aluno de pessoas em situação de sofrimento psíquico, que demandam o trabalho de intervenção.

A disciplina tem como objetivo apresentar uma perspectiva de prática de cuidado psicanalítica diante de contextos de vulnerabilidade social, articulada à rede do Sistema Único de Saúde, que acolhe o sofrimento subjetivo, tanto em situações de urgência, quanto em crises ambientais e sanitárias. Propomos estudar abordagens da escuta clínica que sustentam a distinção entre: sofrimento e acontecimento traumático, identificando o que é da ordem da urgência subjetiva. Para tal, pretende-se oferecer articulações teóricas para pensarmos as possibilidades de intervenção e escuta clínica no território, tanto em aparelhos de saúde, quanto em situações de catástrofe e vulnerabilidade social, que considerem a dimensão da rede de atenção em saúde.

Levar o aluno a um conhecimento histórico-crítico das concepções psicológicas sobre o sofrimento humano, levando em consideração as construções genealógicas, conceituais e técnicas envolvendo o desenvolvimento do campo psi, das psicopatologias e das psicoterapias, sempre com uma localização espaço-temporal, social, cultural e políticas das mesmas.
Capacitar o aluno a: - aplicar as técnicas e assimilar noções introdutórias relativas à interpretação dos resultados obtidos com as mesmas, considerando os objetivos, o contexto e as variáveis bio-psicossociais do indivíduo no processo de avaliação psicológica. - conhecer e respeitar as implicações éticas decorrentes do uso destas técnicas.
Benvindos à disciplina Metodologia de Pesquisa em Psicoterapia!

 Psicoterapias são os métodos terapêuticos baseados na comunicação e relacionamento sistematizados entre as pessoas envolvidas (Ramadam, 1987). 

São realizadas em um contexto interpessoal onde a relação terapêutica é muito importante. Esta relação é de confiança e muito afetiva e o paciente acredita que o terapeuta irá ajuda-lo e confia que este objetivo será alcançado. Utilizam a comunicação verbal como principal recurso e são atividades eminentemente colaborativas entre paciente e terapeuta. Existe um racional, um esquema conceitual ou um mito que provê uma explicação plausível para o transtorno ou desconforto (sintoma ou problema) e um procedimento ou ritual para ajudar o paciente a resolvê-lo. São embasadas em uma teoria abrangente que oferecem uma explicação coerente sobre a origem, a manutenção dos sintomas e problemas e a forma de eliminá-los (Frank & Frank, 1973; Cordioli, 2008).

Diversas são as formas de psicoterapia consideradas consolidadas no meio acadêmico: Psicanálise, Psicoterapias de orientação analítica, Psicoterapias breves, Psicoterapias de apoio, Terapia Interpessoal, Terapias Cognitivas, Terapias Comportamentais, Terapia familiar e de casal, Psicoterapias de grupo, Terapias Humanistas e outras. Entretanto, poucas têm evidências científicas claras de eficácia ou efetividade. Para isto deve haver comprovação de que as mudanças observadas são decorrentes das técnicas utilizadas e não de outros fatores e os resultados precisam ser mantidos a longo prazo. Devem apresentar uma relação custo/efetividade favorável na comparação com outros modelos ou alternativas de tratamento (Wright et al, 2018; Cordioli, 2008). 

Esperamos que ao final deste curso o aluno esteja apto a:
  • Compreender o papel e o significado da pesquisa científica em psicoterapia.
  • Realizar a leitura crítica de publicações científicas em psicoterapia.
  • Elaborar um projeto de pesquisa em psicoterapia.
  • Utilizar os principais métodos de pesquisa em psicoterapia.

Marcia Scazufca
Felipe D'Alessandro Corchs
Francisco Lotufo Neto
Introduzir o aluno ao conhecimento da Psicopatologia Psicanalítica e Psicopatologia Fenomenológica, comparando-a com a abordagem psiquiátrica. Capacitar o aluno a identificar a sintomatologia psicopatológica, característica dos quadros neuróticos, psicóticos e limítrofes, bem como iniciá-lo no manejo teórico e prático das hipóteses diagnósticas propostas pela psicanálise a propósito das estruturas de personalidade, de modo a instrumentá-lo para a prática da psicanálise clinica, em suas variadas vertentes contemporâneas. Além de preparar o aluno, futuro psicólogo, para o imprescindível trabalho interdisciplinar em equipes, que atuam na prevenção e intervenção em Saúde Mental, permitindo ainda, um contato com a clínica, aproximando-os de pessoas em situação de sofrimento psíquico, que demandam nossa atenção e intervenção.