A disciplina tem como objetivo desenvolver a capacidade crítica de leitura dos processos de produção do espaço – e conceber a sua transformação por meio do planejamento. Para isso, serão apresentadas e discutidas diferentes metodologias para análise e elaboração de planos, considerando os conflitos sociais e ambientais, dados estatísticos de diferentes fontes, sensoriamento remoto e geoprocessamento, leis, normas, políticas, planos vigentes e demais instrumentos. Trataremos de diferentes temáticas relacionadas às práticas do planejamento, tais como habitação, saneamento básico, mobilidade, parcelamento e uso do solo, urbanização, regularização fundiária, infraestrutura, redução de riscos e restauração e conservação da biodiversidade. O curso dará ênfase ao tempo presente, buscando compreender o neoliberalismo autoritário e as raízes do colapso ecológico, e com isso lançar possíveis horizontes para sua superação. O curso contará com aulas expositivas, convidados, sugestão de leitura, debates e elaboração de exercícios práticos. Está organizado em seis eixos, que também serão os temas das aulas expositivas:
- 1. Planos e práticas recentes do planejamento brasileiro no primeiro quarto do século XXI: redemocratização; políticas nacionais; Estatuto das Cidades; neoliberalismo, autoritarismo e militarização das cidades;
- 2. Práticas do planejamento: Planos Diretores, Planos de Mobilidade; Saneamento Básico; Planos de Habitação de Interesse Social; Planos de Regularização Fundiária; Planos de Redução de Risco; Planos de Restauração e Conservação da Biodiversidade; entre outros: diferentes metodologias para uma análise cruzada a partir de casos reais e práticas cotidianas.
- 3. Privatização das cidades? Financeirização, Operações Urbanas e Parcerias Público Privadas
- 4. Conflitos sociais e ambientas, resistências, expulsões e extrativismos: uma leitura sobre as Unidades de Conservação; Territórios Indígenas; Assentamentos Rurais em oposição aos territórios da mineração e do agronegócio.
- 5. Transição energética e o mercado de compensações ambientais: a quem ele serve? Abundância energética sem sobriedade.
- 6. Planejamento no colapso ecológico: aquecimento global e a guerra total no fim do multilateralismo. Urgências e saídas de emergência ou uma agenda necessária para o planejamento.
- Docente: André Dal´ Bó da Costa