Instituto de Estudos Brasileiros
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Trata-se de compreender a dinâmica específica da historiografia brasileira na primeira metade do século XX, explorando questões teórico-metodológicas e político-ideológicas. Com o advento da República, vários Institutos Históricos regionais foram criados e passaram a polarizar a produção historiográfica dos diferentes estados, cujos grupos sociais dominantes buscavam espaço no campo de lutas aberto pela fórmula federativa adotada na Constituição de 1891. O que se vê a partir de então é o surgimento de historiografias regionais que disputam um lugar de destaque na memória nacional, procedendo ao culto de acontecimentos e personagens, à publicação de documentos e à construção (ou destruição) de mitologias. Nesse contexto, procuraremos entender as transformações que ocorrem nas bases institucionais, metodológicas e ideológicas da produção historiográfica até meados dos anos 50. Apontando possibilidades de pesquisa a partir da documentação específica utilizada pela história intelectual e da historiografia, acompanharemos a trajetória de algumas figuras centrais do processo, como Oliveira Lima, Capistrano de Abreu, Caio Prado Jr. e Sérgio Buarque de Holanda.

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