Makers

Makers – sementes de uma nova revolução industrial em curso

Fonte: A partir de http://makers.net.br/

 Há várias comunidades internacionais que surgiram nos últimos anos, com o objetivo de desenvolver produtos e serviços baseados na concepção de auto organização e colaboração distribuída entre indivíduos.

Os Makers são uma comunidade que nasceu nos Estados Unidos, mas espalhou-se pelo mundo todo, com ramificação no Brasil. O princípio básico dos Makers é que “qualquer pessoa pode criar, prototipar, produzir, vender e distribuir qualquer produto”. Mais do que uma frase de efeito, a proposta é levar esse conceito ao extremo. Isso tem se tornado uma realidade em função do acesso a plataformas colaborativas que funcionam como repositório de conhecimento e meio de troca de documentos e informações entre a comunidade; e de tecnologias de software  e hardware, tais como a prototipagem rápida e impressão 3D.

A comunidade ganhou destaque na mídia, quando o presidente Barak Obama realizou o primeiro evento Maker na Casa Branca em 2014. Obama percebeu que esse tipo de iniciativa pode ser a semente para o renascimento da indústria americana que ao longo do século XX liderou a introdução de inovações para a sociedade, mas, nos últimos anos, tem perdido espaço para outros países. A perspectiva é que essa nova maneira de organizar o trabalho gere negócios, conhecimentos científicos na academia, empregos e materialize uma nova indústria em um futuro próximo.

Os próprios Makers afirmam que se inspiraram nas lições do passado. Com as tecnologias disponíveis, a viabilidade econômica da produção deixa de ser possível somente nas grandes empresas. Pode ser feita por “artesões” que desenvolvem, produzem e vendem globalmente. O princípio é simples: a partir de uma ideia de um novo produto, apresenta-se para a comunidade e reúnem-se pessoas interessadas. O projeto é desenvolvido de forma colaborativa e distribuída, buscando as competências necessárias, conforme ocorre o desenvolvimento. Uma vez finalizado o projeto, os membros fazem um protótipo para testes, em algum local, e passada a fase de testes, verificam as possibilidades e viabilizam de fabricação e distribuição. O movimento dos Makers coloca em prática o conceito de Schumpeter de destruição criativa  em um contexto no qual a criação vem em primeiro lugar.

Pede-se:

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