Dicionário de Epidemiologia, Saúde Pública e Zoonoses


Dicionário de Epidemiologia, Saúde Pública e Zoonoses, com as definições dos principais termos utilizados em epidemiologia, saúde pública, saúde animal e zoonoses.

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E

Epidemiologia

Ciência que estuda a distribuição e os determinantes dos problemas de saúde em populações.

ou Ciência que estuda a saúde das populações (Dictionary of Veterinary Epidemiology)


Bibliografia: DUARTE PEREIRA, Sheila. Conceitos e Definições da Saúde e Epidemiologia usados na Vigilância Sanitária. Centro de Vigilância Sanitária, São Paulo, 2007. Disponível em: <http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/epid_visa.pdf>. Acesso em: 21 de agosto, 2016


EPIZOOTIA

Doença ou morte de animal ou de grupo de animais que possa apresentar riscos à saúde pública. Fonte: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/prt1271_06_06_2014.html>

ou Epidemia nos animais (Dictionary of Veterinary Epidemiology) (ver epidemia). Ocorrência de uma doença ou agravo afetando um número de indivíduos claramente maior que o número esperado para aquela região ou período de tempo. 

Comentário: como o termo não adiciona nada ao conceito de epidemia, recomenda-se utilizar o termo epidemia (Dictionary of Veterinary Epidemiology).



Equilíbrio

Estado em que um sistema não experimenta mudanças. Uma população está em equilíbrio
estático quando nada está acontecendo (não há nascimentos e nem mortes), ou em um
equilíbrio dinâmico quando os diferentes processos estão balanceados (nascimentos e mortes,
p. ex., se equivalem). Regra geral, o estado para o qual um sistema evolui e nele se estabiliza
pode ser chamado de equilíbrio.



www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf


Equinococose

Doença causada por um verme achatado Echinococcus granulosus, que se propaga pela água e alimentos contaminados, sua diferença para a hidatidose é que a infecção do hospedeiro definitivo e  é causada pelo verme adulto, e não pela larva. 



Referência

SIQUEIRA, Nilton Ghiotti de. Hidatidose policística no Estado do Acre: contribuição para o diagnóstico, tratamento e prognóstico dos pacientes. 2010.


Erradicação

Consiste na redução a zero da incidência da doença e na manutenção deste valor zero independentemente da continuidade de realização de medidas de controle e prevenção. Corresponde à extinção artificial da espécie do agente responsável por determinada doença, permitindo o fim da realização de medidas de controle e prevenção em relação a essa doença.

Fonte: http://www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf

TAUIL, P. L.Controle de agravos à saúde: consistência entre objetivos e medidas preventivas. IESUS, VII(2), Abr/Jun, 1998. Disponível em: http://scielo.iec.pa.gov.br/pdf/iesus/v7n2/v7n2a06.pdf. Acesso em 27 de novembro de 2016. 


Especificidade

Especificidade diz respeito a capacidade do teste diagnóstico de afastar doença em pacientes saudáveis, ou seja, a razão entre testes negativos em pacientes saudáveis e a totalidade dos pacientes saudáveis (d/b+d). Em outras palavras, reflete o quanto ele é eficaz em identificar corretamente os indivíduos que não apresentam a condição de interesse.


http://widoctor.com.br/testes-diagnosticos/

https://www.portaleducacao.com.br/nutricao/artigos/32812/conceitos-de-sensibilidade-e-especificidade

Esporulação

Processo reprodutivo assexuado em que o organismo desenvolve, com órgãos reprodutivos especializados, esporângios, que produzem células reprodutoras especializadas, os esporos. 
Os esporos são estruturas muito resistentes a condições adversas. Em condições favoráveis, os esporos germinam e formam um novo organismo.
A esporulação pode ser observada em fungos, algas e em fetos.



Fonte: https://www.infopedia.pt/$esporulacao


Estudo de coorte

Um estudo observacional no qual um grupo de animais expostos a uma causa hipotética é comparado com um grupo não tão exposto, com relação ao desenvolvimento de uma determinada doença.

Referência: Thrusfield, Epidemiologia Veterinária, segunda edição.


Estudo de Prevalência

São os estudos descritivos populacionais mais amplamente difundidos e publicados em epidemiologia. Nestes estudos, os quais podem ser denominados também de estudo transversal ou de corte-transversal, obtém-se a freqüência de ocorrência dos eventos de saúde em uma população em um ponto no tempo ou em curto espaço de tempo. Os estudos transversais permitem, também, investigar associações entre fatores de risco e doença, embora não seja o delineamento mais eficiente para se estudar causalidade, e portanto, podem ser classificados como analíticos.

Referência bibliográfica: ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE E FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE (Brasília) (Ed.). Métodos de investigação epidemiológica em doenças transmssíveis. 1997. Disponível em: <https://posstrictosensu.iptsp.ufg.br/up/59/o/Modulo1-Estudosdeprevalencia.pdf>. Acesso em: 10 ago. 2016.


Estudo Transversal

O estudo transversal é um tipo de estudo que examina as pessoas em um determinado momento, fornecendo dados de prevalência; aplica-se, particularmente, a doenças comuns e de duração relativamente longa. Envolve um grupo de pessoas expostas e não expostas a determinados fatores de risco, sendo que algumas dessas apresentarão o desfecho a ser estudado e outras não. A ideia central do estudo transversal é que a prevalência da doença deverá ser maior entre os expostos do que entre os não-expostos, se for verdade que aquele fator de risco causa a doença. As vantagens do estudo transversal são a rapidez, o baixo custo, a identificação de casos e a detecção de grupos de risco. Entretanto algumas limitações existem, como, por exemplo, a da causalidade reversa-exposição e desfecho são coletados simultaneamente e frequentemente não se sabe qual deles precedeu o outro. Nesse tipo de estudo, episódios de doença com longa duração estão sobre-representados e doenças com duração curta estão sub-representadas (o chamado viés de sobrevivência). Outra desvantagem é que se a prevalência da doença a ser avaliada for muito baixa, o número de pessoas a ser estudado precisará ser grande



Referência: Menezes, A. M. (2001). Noções básicas de epidemiologia. Silva LCC, Menezes AMB, organizadores. Epidemiologia das doenças respiratórias. Rio de Janeiro: Revinter, 1-25.



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