Dicionário de Epidemiologia, Saúde Pública e Zoonoses


Dicionário de Epidemiologia, Saúde Pública e Zoonoses, com as definições dos principais termos utilizados em epidemiologia, saúde pública, saúde animal e zoonoses.

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A

Amastigota

Forma evolutiva do parasita do gênero Leishmania que é intracelular e sem movimento, apresenta corpo ovóide ou esférico, têm flagelo interno e mede entre 2,1 e 3,2 µm.


Anfixenose

É uma doença que pode  circular indiferentemente entre humanos e animais, ou seja,  tanto os animais como os humanos funcionam como hospedeiros do agente.


http://www.parasitologia.org.br/estudos_glossario_H.php


ANIMAIS SINANTRÓPICOS

Animais sinantrópicos são aqueles que se adaptaram a viver junto ao homem, a despeito da vontade deste. Diferem dos animais domésticos, os quais o homem cria e cuida com as finalidades de companhia (cães, gatos, pássaros, entre outros), produção de alimentos ou transporte (galinha, boi, cavalo, porcos, entre outros).

Dentre os animais sinantrópicos, existem aqueles que podem transmitir doenças, causar agravos à saúde do homem ou de outros animais, e que estão presentes na nossa cidade.

Fonte: <http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/controle_de_zoonoses/animais_sinantropicos/index.php?p=4378>

Acessado em: 12 de Agosto de 2016



Animais sinantrópicos

São aqueles que se adaptaram a viver junto ao homem, se estabelecendo e usufruindo das condições criadas por eles, independente da vontade do homem, obtendo vantagens em relação ao acesso a abrigo, água e alimento. São exemplos de animais sinantrópicos o rato, os pombos, baratas e mosquitos.



Anticorpo

É uma glicoproteína produzida pelo sistema imune de um organismo, em reação à entrada de alguma substância estranha ao corpo (antígeno). Têm a função de reconhecer, neutralizar e marcar os antígenos para que sejam fagocitados ou eliminados. Sua produção pode ser induzida pela aplicação de vacinas.

Referência: Abbas AK, Lichtman AH, Pillai S, eds. Imunologia Celular e Molecular. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.



Antigenicidade

 É a capacidade do agente etiológico em induzir no hospedeiro a formação de anticorpos, ou seja, produz resposta imunológica.


http://www.fmvz.unesp.br/paulodomingues/graduacao/aula2-texto.pdf


Antígeno

É qualquer substância que estimula o organismo a iniciar uma resposta imune. Essa substância não é reconhecida pelo corpo, que iniciará uma luta contra ela.  O antígeno pode ser moléculas de fungos, vírus, bactérias, ou ainda de outros componentes, como alimentos, pólen e células de outros organismos. Também pode ter origem em células do próprio organismo.


Fonte: <https://medlineplus.gov/ency/article/002224.htm>

Acessado em: 05 de dezembro de 2016.


Antroponose

Doença exclusivamente humana.

Fonte: <http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/artigos/9827/definicoes-em-parasitologia>

Acessado em: 28 de setembro de 2016


Antropozoonose

Doença primária de animais e que pode ser transmitida aos humanos.

Fonte: <http://www.parasitologia.org.br/estudos_glossario_A.php>

Acessado em: 28 de setembro de 2016


Arbovírus

São vírus que são transmitidos por vetores artrópodes hematófagos.


Á

Área Indene Vulnerável

Área reconhecidamente sem transmissão para determinada doença, mas cujas condições ambientais, associadas a precárias condições socioeconômicas e de saneamento, tornam a área sob risco.


fonte: http://www.faseh.edu.br/wp-content/uploads/2016/02/Guia-de-vigil--ncia-epidemiologica.pdf


B

Biossegurança

Trata-se de uma "condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente", ou seja, tem por objetivo garantir que todos os procedimentos científicos sejam livres de risco, seja para quem os realiza, para aqueles a quem o procedimento é destinado, bem como para o meio ambiente, além de gerar resultados de qualidade.

https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/biosseguranca-o-que-e


BOAS PRÁTICAS

Conjunto de procedimentos necessários para garantir a qualidade sanitária dos produtos em um processo de trabalho (produção ou serviço).


Fonte:  Conceitos e Definições da Saúde e da Epidemiologia usados na Vigilância Sanitária, Sâo Paulo, 2007. <http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/epid_visa.pdf>


Bradizoíto

O bradizoíto é uma forma semelhante ao taquizoíto, diferenciando-se pelo número de organelas e pela presença de algumas proteínas específicas. Os bradizoítos encontram-se no interior dos vacúolos parasitóforos de uma célula, cuja membrana forma a cápsula do cisto tecidual. São as formas encontradas em vários tecidos durante a fase crônica, podendo ser encontradas também em menor quantidade nas fases agudas da infecção.

 Centenas de bradizoítos estão presentes no interior de um cisto o qual é formado em resposta à imunidade do hospedeiro e outros fatores. O bradizoíto é metabolicamente inativo e multiplica-se lentamente no interior do cisto, o que faz manter a latência da infecção. Os bradizoítos são muito mais resistentes e podem permanecer viáveis nos tecidos por vários anos.


http://www.uft.edu.br/parasitologia/pt_BR/parasitologia/toxoplasmose/morfologia/index.html

http://anatpat.unicamp.br/taneutoxopl.html


C

Cadeia Epidemiológica

Cadeia epidemiológica (ou Cadeia de Transmissão, ou Cadeia de infecção) representa um conjunto de elementos (fonte de infecção, via de eliminação, via de transmissão, porta de entrada, susceptível) relacionados, que demonstra o processo de propagação de doenças transmissíveis em populações animais.


Fonte: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/modulo_principios_epidemiologia_2.pdf


CAPACIDADE VETORIAL

Trata-se de um conjunto de características fisiológicas e  comportamentais intraespecíficas de cada vetor , mensuradas por meio de parâmetros como abundância e grau de domiciliação , associadas às condições ambientais , que favorecem a transmissão natural do agente infeccioso. 



Fonte : http://www.saude.sp.gov.br/sucen-superintendencia-de-controle-de-endemias/

http://www.ebah.com.br/     Acesso em 12 de agosto de 2016



Capacidade vetorial

A capacidade vetorial é o conjunto de características fisiológicas e comportamentais intraespecíficas que, associadas às condições ambientais, favorecem a transmissão natural da malária. Este conceito é fundamental para a compreensão do papel vetor de determinada espécie de mosquito.

Fonte: http://www.saude.sp.gov.br/sucen-superintendencia-de-controle-de-endemias/programas/malaria/vetores


Carbúnculo Sintomático

Carbúnculo sintomático, tembém conhecido como mal da manqueira ou antraz, é uma doença infecciosa aguda de alta mortalidade causada pela bactéria Clostridium chauvoei. Entre os principais sintomas inclui-se inflamação nos músculos e toxemia grave.


Fonte:http://www.ourofinosaudeanimal.com/blog/tag/carbunculo-sintomatico/


Caso (ou doença) autóctone

Caso confirmado de pessoa ou animal que contraiu a doença na própria região sem que tenha se deslocado para outras regiões com risco de transmissão da doença.



Caso-controle

É o fator sem uma doença em um estudo, no qual os fatores de risco de pessoas com uma doença são comparados.


Fonte:http://www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf


Centro de Controle de Zoonoses - CCZ

"O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) é o órgão responsável pelo controle de agravos e doenças transmitidas por animais (zoonoses), através do controle de populações de animais domésticos (cães, gatos e animais de grande porte) e controle de populações de animais sinantrópicos (morcegos, pombos, ratos, mosquitos, abelhas entre outros)."

Adaptado de: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/controle_de_zoonoses/controle_animal/index.php?p=4414


Cepa

População de microrganismos de uma mesma espécie descendente de um antepassado comum ou que tenha a mesma origem. No caso de cepas vacinais, são conservadas mediante uma série de passagens por hospedeiros ou meios de cultura adequados.

Fonte: http://familia.sbim.org.br/vacinas/conceitos-importantes


Ciclozoonose

O agente precisa passar por mais de um hospedeiro vertebrado para completar o ciclo, como na hidatidose, por exemplo.


Fonte: http://wp.ufpel.edu.br/ccz/apresentacao-2/o-que-sao-zoonoses/  Acesso em 23/10/2016


Cisticercose

Doença causada pelo ingestão de alimentos contaminados com ovos  da Tênia , ao se transformarem em larvas  encistam nos tecidos  gerando os sintomas característicos da doença.

Atenção para não confundir com teníase , que a apesar de ser causada pelo mesmo parasita (T. solium e T. sagnata) é uma enfermidade causada pelo parasita adulto , a tênia.




Cisto

É a forma de resistência de certos protozoários, nos quais se encontra uma película ou cápsula protetora, envolvendo uma forma capaz de reproduzir-se quando encontrar o ambiente adequado.



fonte: http://www.parasitologia.org.br/estudos_glossario_C.php


Cobertura vacinal

Esse termo refere-se ao percentual da população que está vacinada.

Fonte: http://familia.sbim.org.br/vacinas/conceitos-importantes


Coeficiente

Quociente entre o número de vezes que um fenômeno ocorreu e o número de vezes que o mesmo fenômeno poderia ter ocorrido. A finalidade dos coeficientes é comparar dados de duas regiões entre si, dados de uma mesma região em épocas diferentes e ainda verificar a influência de diferentes atributosna ocorrência das doenças.



Fontes: Scorzelli Jr., A.: Estatística aplicada à Medicina. Bahia, Fundação Gonçalo Moniz, 1953


Coevolução

Relação evolutiva entre espécies, na qual a evolução de uma espécie impulsiona a evolução de outra,  produzindo parcerias benéficas ou  transformando espécies em inimigos finamente ajustados (Zimmer, Carl, O livro de ouro da evolução, RJ: Ediouro, 2003).


Contato Direto

Via de trasmissão de doenças a qual o agente causador da doença é transmitido através do contato de um animal não infectado com feridas abertas, pele não íntegra, membranas mucosas ou fluídos corporais de um animal previamente infectado. 




Convalescença

Convalescença é o período que procede os sinais clínicos de uma doença, no qual o animal encontra-se em processo de recuperação gradativa de sua saúde. 


Coorte

Subseção de uma população com um fator em comum, geralmente a idade. Ex.: todos os indivíduos nascidos no Rio de Janeiro em 1964.


http://www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf


D

Distribuição de Poisson

Distribuição típica do espalhamento de parasitas entre numa população hospedeira.


http://www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf


Doença emergente

É aquela que aparece ou se diagnostica pela primeira vez ou aquela cuja incidência tem aumentado nos últimos dois decênios, e tende a incrementar no futuro.


Fonte:

Glossário de Terminologia de Vigilância Epidemiológica – Mercosul

http://portalcodgdh.min-saude.pt/images/1/1f/GlossarioMercosul.pdf

 



Doença metaxênica

Doença metaxênica: quando parte do ciclo vital de um parasito se realiza no vetor, isto é, o vetor não só transporta o agente etiológico, mas é um elemento obrigatório para sua maturação ou multiplicação.
Ex.: malária, esquistossomose.



fonte: http://www.parasitologia.org.br/estudos_glossario_D.php


E

EFICÁCIA

Índice da potência de uma droga ou de um tratamento para uma doença. 
Para um antihelmíntico é a proporção da carga de vermes/hospedeiro  morta por uma dose única ou tratamento de curto prazo.
Para uma vacina, é a percentagem de pessoas protegidas pela vacina. Se Iv é a incidência em vacinados e Iu em não vacinados, então a eficácia da vacina é v=1 - Iv/Iu. Isto pode incluir os efeitos da proteção devido à imunidade de grupo. Não deve ser confundido com “Imunogenicidade".

http://www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf


Endemia

Endemia é caracterizada pela ocorrência de uma doença presente de maneira permanente e persistente em uma determinada região, que não se espalha para outros lugares. Região essa que possuí condições que facilitam a persistência de certas fontes de infecção. O espaço em que essa doença ocorre é determinado de faixa endêmica.

A cólera é um exemplo de endemia na índia, por exemplo, devido à intensa contaminação do rio Ganges. 



Ensaio Clínico

São indicados para avaliar a segurança e eficácia de um novo produto; uma nova formulação de um mesmo produto ou associação de produtos já em uso e uma nova indicação clínica de um produto já aprovado. Os ensaios podem avaliar o efeito terapêutico (drogas) ou profilático (vacinas).


Referência bibliográfica: ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE E FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE (Brasília) (Ed.). Métodos de investigação epidemiológica em doenças transmssíveis. 1997. Disponível em: <https://posstrictosensu.iptsp.ufg.br/up/59/o/Modulo1-Estudosdeprevalencia.pdf>. Acesso em: 10 ago. 2016.



Enterotoxina

São toxinas que agem no intestino que são produzidas por diversos tipos de microorganismos podendo causar principalmente dores abdominais, diarreias e vomitos, sendo esta uma das causas da intoxicação alimentar.


Enzoose

Doença exclusiva de animais.


Epidemia

O termo epidemia é utilizado para uma doença cujo aparecimento é súbito e se propaga por uma determinada zona geográfica afetando um número significativo de pessoas ou de animais. O conceito operativo usado na epidemiologia é uma alteração, espacial e cronologicamente delimitada, do estado de saúde-doença de uma população, caracterizada por uma elevação inesperada e descontrolada dos coeficientes de incidência de determinada doença, ultrapassando valores do limiar epidêmico preestabelecido para aquela circunstância e doença. Um exemplo é a gripe espanhola (1918 - 1919) que matou milhares de pessoas.

Quando a epidemia é breve e afeta um número limitado de pessoas, chama-se processo epidêmico. E quando a epidemia ultrapassa fronteiras e adquire grandes dimensões, ela passa a ser chamada de pandemia.



Epidemiologia

Ciência que estuda a distribuição e os determinantes dos problemas de saúde em populações.

ou Ciência que estuda a saúde das populações (Dictionary of Veterinary Epidemiology)


Bibliografia: DUARTE PEREIRA, Sheila. Conceitos e Definições da Saúde e Epidemiologia usados na Vigilância Sanitária. Centro de Vigilância Sanitária, São Paulo, 2007. Disponível em: <http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/epid_visa.pdf>. Acesso em: 21 de agosto, 2016


EPIZOOTIA

Doença ou morte de animal ou de grupo de animais que possa apresentar riscos à saúde pública. Fonte: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/prt1271_06_06_2014.html>

ou Epidemia nos animais (Dictionary of Veterinary Epidemiology) (ver epidemia). Ocorrência de uma doença ou agravo afetando um número de indivíduos claramente maior que o número esperado para aquela região ou período de tempo. 

Comentário: como o termo não adiciona nada ao conceito de epidemia, recomenda-se utilizar o termo epidemia (Dictionary of Veterinary Epidemiology).



Equilíbrio

Estado em que um sistema não experimenta mudanças. Uma população está em equilíbrio
estático quando nada está acontecendo (não há nascimentos e nem mortes), ou em um
equilíbrio dinâmico quando os diferentes processos estão balanceados (nascimentos e mortes,
p. ex., se equivalem). Regra geral, o estado para o qual um sistema evolui e nele se estabiliza
pode ser chamado de equilíbrio.



www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf


Equinococose

Doença causada por um verme achatado Echinococcus granulosus, que se propaga pela água e alimentos contaminados, sua diferença para a hidatidose é que a infecção do hospedeiro definitivo e  é causada pelo verme adulto, e não pela larva. 



Referência

SIQUEIRA, Nilton Ghiotti de. Hidatidose policística no Estado do Acre: contribuição para o diagnóstico, tratamento e prognóstico dos pacientes. 2010.


Erradicação

Consiste na redução a zero da incidência da doença e na manutenção deste valor zero independentemente da continuidade de realização de medidas de controle e prevenção. Corresponde à extinção artificial da espécie do agente responsável por determinada doença, permitindo o fim da realização de medidas de controle e prevenção em relação a essa doença.

Fonte: http://www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf

TAUIL, P. L.Controle de agravos à saúde: consistência entre objetivos e medidas preventivas. IESUS, VII(2), Abr/Jun, 1998. Disponível em: http://scielo.iec.pa.gov.br/pdf/iesus/v7n2/v7n2a06.pdf. Acesso em 27 de novembro de 2016. 


Especificidade

Especificidade diz respeito a capacidade do teste diagnóstico de afastar doença em pacientes saudáveis, ou seja, a razão entre testes negativos em pacientes saudáveis e a totalidade dos pacientes saudáveis (d/b+d). Em outras palavras, reflete o quanto ele é eficaz em identificar corretamente os indivíduos que não apresentam a condição de interesse.


http://widoctor.com.br/testes-diagnosticos/

https://www.portaleducacao.com.br/nutricao/artigos/32812/conceitos-de-sensibilidade-e-especificidade

Esporulação

Processo reprodutivo assexuado em que o organismo desenvolve, com órgãos reprodutivos especializados, esporângios, que produzem células reprodutoras especializadas, os esporos. 
Os esporos são estruturas muito resistentes a condições adversas. Em condições favoráveis, os esporos germinam e formam um novo organismo.
A esporulação pode ser observada em fungos, algas e em fetos.



Fonte: https://www.infopedia.pt/$esporulacao


Estudo de coorte

Um estudo observacional no qual um grupo de animais expostos a uma causa hipotética é comparado com um grupo não tão exposto, com relação ao desenvolvimento de uma determinada doença.

Referência: Thrusfield, Epidemiologia Veterinária, segunda edição.


Estudo de Prevalência

São os estudos descritivos populacionais mais amplamente difundidos e publicados em epidemiologia. Nestes estudos, os quais podem ser denominados também de estudo transversal ou de corte-transversal, obtém-se a freqüência de ocorrência dos eventos de saúde em uma população em um ponto no tempo ou em curto espaço de tempo. Os estudos transversais permitem, também, investigar associações entre fatores de risco e doença, embora não seja o delineamento mais eficiente para se estudar causalidade, e portanto, podem ser classificados como analíticos.

Referência bibliográfica: ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE E FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE (Brasília) (Ed.). Métodos de investigação epidemiológica em doenças transmssíveis. 1997. Disponível em: <https://posstrictosensu.iptsp.ufg.br/up/59/o/Modulo1-Estudosdeprevalencia.pdf>. Acesso em: 10 ago. 2016.


Estudo Transversal

O estudo transversal é um tipo de estudo que examina as pessoas em um determinado momento, fornecendo dados de prevalência; aplica-se, particularmente, a doenças comuns e de duração relativamente longa. Envolve um grupo de pessoas expostas e não expostas a determinados fatores de risco, sendo que algumas dessas apresentarão o desfecho a ser estudado e outras não. A ideia central do estudo transversal é que a prevalência da doença deverá ser maior entre os expostos do que entre os não-expostos, se for verdade que aquele fator de risco causa a doença. As vantagens do estudo transversal são a rapidez, o baixo custo, a identificação de casos e a detecção de grupos de risco. Entretanto algumas limitações existem, como, por exemplo, a da causalidade reversa-exposição e desfecho são coletados simultaneamente e frequentemente não se sabe qual deles precedeu o outro. Nesse tipo de estudo, episódios de doença com longa duração estão sobre-representados e doenças com duração curta estão sub-representadas (o chamado viés de sobrevivência). Outra desvantagem é que se a prevalência da doença a ser avaliada for muito baixa, o número de pessoas a ser estudado precisará ser grande



Referência: Menezes, A. M. (2001). Noções básicas de epidemiologia. Silva LCC, Menezes AMB, organizadores. Epidemiologia das doenças respiratórias. Rio de Janeiro: Revinter, 1-25.


etiologia

É a causa específica de uma determinada doença.

Fonte:http://www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf


Euzoonose

Doenças em que o ciclo biológico completo do agente etiológico necessita obrigatoriamente da passagem por seres

humanos. Exemplo: Complexo Teniase-Cisticercose


Fonte: 

https://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://www.santamaria.rs.gov.br/docs/gc_docs/2011/10/D05-95.pdf&ved=0ahUKEwisiOvDxvHPAhVIfpAKHR8oBwgQFggiMAM&usg=AFQjCNEk0wrWuWdFEnXyIUlywDaTkTjt3w


Evolução

É descendência com modificação. Engloba evolução em pequena escala ( mudanças em frequência gênica em uma população de uma geração para a próxima) e evolução em larga escala ( a progênie de espécies diferentes de um ancestral comum após muitas gerações) (<www.ib.usp.br>).


F

Fase prodrômica

Fase prodrômica é a fase que precede o aparecimento de sintomas de uma dada doença, na qual a maioria dos sinais clínicos são inespecíficos.


Fator de risco

Termo usado pelo menos de duas maneiras diferentes: 1) uma característica, variável ou exposição associada a um aumento na probabilidade de que um evento específico ocorra, como um aumento na frequência de uma doença; tais fatores não são necessariamente causais, sendo também chamados de marcadores de risco; 2) uma característica, variável ou exposição que realmente aumente a probabilidade de que um evento específico ocorra, sendo, portanto, aceita como causal; também chamada de determinante. 

Referência bibliográfica: Glossário de epidemiologia, de E. A. Waldman e S. L. D. Gotlieb, Informe Epidemiológico do SUS. 7: 5-27, 1992.


Fômite

Utensílios que podem veicular o agente etiológico de um hospedeiro a outro.


Fonte de infecção

É o animal vertebrado que alberga o agente etiológico e o elimina para o meio exterior.


http://www.fmvz.unesp.br/paulodomingues/graduacao/aula2-texto.pdf


Foresia

Relação ecológica em que uma espécie de invertebrado, denominada forética, é transportada por outra, fixando-se à sua superfície, para um ambiente mais favorável à colonização e/ou desenvolvimento . 


Referência: Oliveira, C. R. F de.; FaroniII, L. R. D. A.; Raul N.C. Guedes, R. N. C; PalliniI, A.; Gonçalves, J. R. Dispersão de Acarophenax lacunatus (Cross & Krantz) (Prostigmata: Acarophenacidae) em trigo armazenado, sob condições artificiais. Entomol. vol.35 no.4 Londrina July/Aug. 2006


 


 




H

Hidatidose

É uma doença parasitária causada por parasitas do grupo de vermes achatados chamadas de Echinococcus granulous. Para ser hidatidose a infecção do hospedeiro intermediário deve ser causada pela larva. A doença pode atingir tanto o homem como os animais e se caracteriza pelo aparecimento de cistos em diversas partes do corpo. O rompimento de tais cistos provocam choque anafilático no indivíduo acometido e pode levar ao óbito.


Referência 

FERREIRA, Marcelo Simão et al. Um caso de hidatidose policística autóctone de Minas Gerais, Brasil. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, v. 20, n. 3, p. 181-186, 1987.


Hospedeiro

Trata-se de um ser vivo de qualquer espécie que ofereça, em condições naturais, subsistência ou alojamento a um agente infeccioso. O hospedeiro pode ser de três tipos:

- hospedeiro definitivo: é aquele no qual o parasita atinge a maturidade ou passa a sua fase de reprodução sexuada;

- hospedeiro intermediário: é aquele no qual o parasita se encontra em fase larvária ou assexuada;

- hospedeiro paratênico ou de transporte: trata-se de um hospedeiro intermediário no qual o parasita não se desenvolve ou se reproduz; este hospedeiro apenas mantém o parasita viável até que ele encontre outro hospedeiro definitivo.

http://www.inf.furb.br/sias/saude/Textos/hospedeiro.htm

http://www.parasitologia.org.br/estudos_glossario_H.php



Hospedeiro Paratênico

Hospedeiro paratênico ou de transporte é um tipo de hospedeiro intermediário  em que o parasito não se desenvolve ou se reproduz, de modo que este tipo de hospedeiro não é imprescindível para completar o ciclo de vida do parasito, o qual permanece viável até atingir um hospedeiro definitivo.

Fontes: www.parasitologia.org.br/estudos_glossario_H.php

              www.cespe.unb.br



I

Imunidade

Estado em que um hospedeiro não é susceptível à uma infecção ou doença; ou o mecanismo pelo qual isto é alcançado. O indivíduo adquire imunidade através de uma das três rotas: imunidade natural ou inata, geneticamente herdada ou adquirida através de anticorpos maternos; imunidade adquirida, conferida após contato com a doença; e imunidade artificial, após vacinação bem sucedida (também imunidade específica ou resistência). A imunidade específica é dividida em imunidade celular, atuando via células T e imunidade humoral envolvendo anticorpos e células B.


Fonte: 

Glossário de Epidemiologia – Dr. Fernando Portela Câmara

http://www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf



Imunidade de grupo (herd immunity)

Ocorre quando a proporção de indivíduos imunes em uma população se torna tão grande que uma doença contagiosa não consegue se espalhar.


Fonte:

Hugh-Jones, M.E., Hubbert, W.T., Hagstad, H.V. "Principles of zoonoses Control and Prevention" De "Zoonoses Recognition, Control, and Prevention" Iowa State Press,  pg 79-114, 2000



Imunidade passiva

Imunidade adquirida naturalmente da mãe ou artificialmente pela inoculação de anticorpos protetores específicos (soro imune de convalescentes ou imunoglobulina sérica). A imunidade passiva é pouco duradoura.


Referência bibliográfica: Glossário de epidemiologia, de E. A. Waldman e S. L. D. Gotlieb, Informe Epidemiológico do SUS. 7: 5-27, 1992.


IMUNOGENICIDADE

A capacidade de uma vacina estimular o sistema imune, medida pela proporção de indivíduos
que produzem anticorpos específicos ou células T, ou a quantidade de anticorpos produzidos.
Não deve ser confundido com “eficácia”.



http://www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf


Imunoprofilaxia

Prevenção de um doença através da imunidade conferida pela administração de vacinas ou soros a uma pessoa ou animal.


Referência: www.ebah.com.br



Incidência

Mede a frequência com que indivíduos inicialmente sadios tornam-se doentes conforme são observados ao longo do tempo. É um dos melhores indicadores para avaliar se uma condição está diminuindo, aumentando ou permanecendo estável, pois indica o número de pessoas da população que passou de um estado de não-doente para doente.


BIBLIOGRAFIA:

Michael Thrusfield, Veterinary epidemiology, second edition, Blackwell (1986).

https://www.mpto.mp.br/static/caops/patrimonio-publico/files/files/nocoes-de-epidemiologia.pdf


INDICADOR

Segundo o dicionário “Aurélio” “é o que indica”, ou seja, o que reflete uma característica. 

A palavra ÍNDICE ora é usada como sinônimo de indicador, podendo ter uma conotação mais abrangente . O Indicador de Saúde indica, revela a situação de saúde (ou um aspecto dela) da população ou de um indivíduo; é montado a partir de dados referenciados no tempo e espaço e pela sua forma de organização e apresentação; facilita a análise e o olhar com significância sobre a realidade, através de sua simples leitura ou através do acompanhamento dos dados no tempo. A Vigilância Sanitária utiliza muito, no seu dia a dia e em seu planejamento, “Indicadores de Saúde” e “Indicadores Ambientais” e por vezes “Indicadores de Produção”, “Indicadores Demográficos” e “Sócio-Econômicos”, usados também em outras áreas da Saúde Pública.

Fonte:  Conceitos e Definições da Saúde e da Epidemiologia usados na Vigilância Sanitária, Sâo Paulo, 2007. <http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/epid_visa.pdf>


Infecção

É a penetração e desenvolvimento, ou multiplicação de um agente infeccioso no homem ou animal.


Fonte: http://www.fmvz.unesp.br/paulodomingues/graduacao/aula2-texto.pdf


Infecção Inaparente

Presença do agente etiológico em um hospedeiro sem aparecimento de qualquer sintoma clínico.


http://www.parasitologia.org.br/estudos_glossario_I.php


Infestação

Desenvolvimento, reprodução e alojamento de macroparasitas na superfície do corpo, vestes ou moradias de seres humanos ou animais.

fonte: Sociedade Brasileira de Parasitologia - http://www.parasitologia.org.br


Isolamento de Microorganismos

Está incluso nos métodos de diagnóstico direto, consiste na separação de estirpes microbinanas específicas a partir de populações mistas. É feito normalmente em meio sólidos por espalhamento, ou em meios com nutrientes específicos (meios seletivos). Pode ser seguido de cultura do agente.


Fonte


J

Janela imunológica

Intervalo entre o início da infecção e a possibilidade de detecção de anticorpos através de técnicas laboratoriais.

Referência bibliográfica: <http://portalcodgdh.min-saude.pt/index.php/Janela_imunol%C3%B3gica>


L

Leptospiremia

Fase da doença em que as bactérias Leptospira spp multiplicam-se ativamente nos diferentes órgãos parenquimatosos, sangue, linfa e líquor, caracterizando o quadro agudo da doença.

Fonte: https://www.unicruz.edu.br/seminario/artigos/saude/LEPTOSPIROSE%20EM%20C%C3%83ES%20-%20UMA%20REVIS%C3%83O%20BIBLIOGRAFICA.pdf


Leptospirúria

Fase da Leptospirose em que as bactérias (Leptospira spp) podem permanecer nos túbulos contornados renais, e serem eliminadas pela urina, de forma intermitente. Essa eliminação renal do microrganismo ocorre desde 72 horas após a infecção até semanas a meses nos animais domésticos e por toda vida nos roedores.

Fonte: https://www.unicruz.edu.br/seminario/artigos/saude/LEPTOSPIROSE%20EM%20C%C3%83ES%20-%20UMA%20REVIS%C3%83O%20BIBLIOGRAFICA.pdf


Letalidade

É um indicador que mede a proporção de óbitos que ocorre no total de casos de uma doença ou agravo à saúde.

Fonte:<http://www.uff.br/e-pid/letalidade.htm>

Acessado em: 28 de setembro de 2016


Limiar de transmissão

Ocorre quando a taxa reprodutiva básica Ro de um parasita é igual 1. Abaixo deste limiar a doença é incapaz de se manter na população. Para parasitas de transmissão direta há um limiar de transmissão para o tamanho da população hospedeira.


http://www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf


LPS

O LPS é o principal componente da membrana externa de bactérias gram-negativas e conhecido como importante ativador da resposta imunológica, é conhecido também como endotoxina. É considerado o principal fator responsável pelas manifestações tóxicas de infecções por bactérias gram-negativas bem como por inflamação sistêmica.

Rietschel et al. Bacterial endotoxin: molecular relationships of structure to activity and function. 1994.


M

Medida da incidência

A incidência mede o número de casos novos de uma doença, episódios ou eventos na população dentro de um período definido de tempo (dia, semana, mês, ano). É um dos melhores indicadores para avaliar se uma condição está diminuindo, aumentando ou permanecendo estável, pois indica o número de pessoas da população que passou de um estado de não-doente para doente.


Referência: Menezes, A. M. (2001). Noções básicas de epidemiologia. Silva LCC, Menezes AMB, organizadores. Epidemiologia das doenças respiratórias. Rio de Janeiro: Revinter, 1-25.

Metazoonose

O agente necessita passar por hospedeiro invertebrado para que o seu ciclo se complete, como ocorre na Febre Amarela, por exemplo.

Fonte: http://wp.ufpel.edu.br/ccz/apresentacao-2/o-que-sao-zoonoses/ acesso em 23/10/2016


Morbidade

É uma variável característica das comunidades de seres vivos, refere-se ao conjunto dos indivíduos que adquirem doenças (ou determinadas doenças) num dado intervalo de tempo em uma determinada população. A morbidade mostra o comportamento das doenças e dos agravos à saúde na população.

Fonte: http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/epid_visa.pdf . Acesso em: 11 de agosto de 2016.


Mortalidade

Taxa de mortalidade: Mortes per capita numa população. A taxa de mortalidade é a recíproca da expectativa de vida de uma população.

Tipo I: Padrão de mortalidade no qual os membros de uma população supostamente vivem por um tempo igual às suas expectativa de vida. Comum nos mamíferos superiores e humanos.

Tipo II: Padrão de mortalidade no qual os membros de uma população supostamente morrem à uma taxa constante. Esta taxa é igual ao inverso da expectativa de vida. Comum em aves.

Tipo III: Padrão de mortalidade onde grande parte dos membros da população morrem em idade muito jovem. Comum em insetos, moluscos e peixes.


http://www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf


Mutação

Propriedade de um organismo sofrer alteração expontâneas nos seus genes. Podem ocorrer por torca g~enica, alterações na formação de nova fita de DNA ou incoorporação de plasmídeos. As mutações podem ou não ser benéficas para o agente, podendo levar a resistência à fármacos, habilidade de infectar outras espécies ou outros orgãos.

Fonte: http://www.ib.usp.br/evosite/evo101/IIIC1Mutations.shtml


N

Nicho ecológico

Nicho Ecológico é um conjunto de variáveis ambientais relacionadas a uma determinada espécie, tais como o habitat onde se encontra, seu papel no ecossistema(herbívoroscarnívorosdecompositores, etc.), seu poder de adaptação a fatores limitantes como: umidade, pH, tipo de solo e necessidades de reprodução. 

Pode também ser definida como a atividade ou função dentro de seu ecótopo ou hábitat.


http://www.infoescola.com/biologia/nicho-ecologico/

http://www.parasitologia.org.br/estudos_glossario_N.php


Notificação Compulsória

Notificação compulsória consiste na comunicação da ocorrência de casos individuais, agregados de casos ou surtos, suspeitos ou confirmados, da lista de agravos relacionados na Portaria, que deve ser feita às autoridades sanitárias por profissionais de saúde ou qualquer cidadão, visando à adoção das medidas de controle pertinentes. Além disso, alguns eventos ambientais e doenças ou morte de determinados animais também se tornaram de notificação obrigatória. É obrigatória a notificação de doenças, agravos e eventos de saúde pública constantes nas Portaria nº 204 e Portaria 205, de fevereiro de 2016, do Ministério da Saúde.

Fonte: <http://notificacao.pbh.gov.br/>


O

Oocisto

Estado  evolutivo enquistado do ciclo sexuado dos parasitas incluídos nos esporozoários, capaz de permanecer certo tempo inativo antes de germinar. São células germinativas femininas ou células sexuais produzidas nos ovários que interferem no processo de oogênese 



https://www.infopedia.pt/dicionarios/termos-medicos

http://www.dicionarioinformal.com.br


P

Pandemia

A pandemia ocorre quando uma doença que estava em certa região (que era considerada uma epidemia) começa a se espalhar de maneira descontrolada pelos continentes ou até pelo mundo. Ou seja, ela é uma epidemia que se alastra descontroladamente, matando um grande número de pessoas. Um exemplo bastante comum de pandemia é a AIDS. O vírus ebola (que leva à uma doença altamente contagiosa e mortal) ainda não é considerado uma pandemia, mas possuí grandes chances de se tornar uma no futuro.


Parasita eurixeno

São parasitas que vivem em uma variedade de hospedeiros (vertebrados) muito distinta.

Fontes: 

http://www.infoescola.com/relacoes-ecologicas/parasitismo/

http://www.parasitologia.org.br/estudos_glossario_P.php


Parasitas heteroxenos

 Parasitas que necessitam de dois tipos diferentes de hospedeiro para a sua completa evolução: o hospedeiro definitivo e o intermediário.

Referência bibliográfica: < http://www.saude.sc.gov.br/gestores/sala_de_leitura/saude_e_cidadania/ed_07/10.html>.


Parasitas monoxenos

Parasitas que necessitam de um só hospedeiro para a sua evolução completa.

Referência bibliográfica:< http://www.saude.sc.gov.br/gestores/sala_de_leitura/saude_e_cidadania/ed_07/10.html>.


Parasitemia

Refere-se a presença de  parasitos na corrente sanguínea de um paciente.
Por exemplo: na fase aguda da doença de Chagas, a parasitemia pode ser muito elevada.

https://www.merriam-webster.com/medical/parasitemia

http://www.parasitologia.org.br/estudos_glossario_P.php


Parasito

Ser vivo que vive associado a outro ser à custa ou na dependência deste, podendo ser prejudicial ou não ao seu desenvolvimento.

Pode ser um ectoparasito (vive externamente ao hospedeiro) ou um endoparasito (vive dentro do corpo do hospedeiro).

fonte: Sociedade Brasileira de Parasitologia - http://www.parasitologia.org.br/



Parasito obrigatório

parasita que é incapaz de viver fora do hospedeiro.

Fonte: http://www.parasitologia.org.br/


Parasito oportunista

quando o parasita usualmente vive no paciente sem provocar nenhum dano (infecção inaparente), mas em determinados momentos se aproveita da baixa resistência (imunossupressão) do paciente de desenvolve doenças graves.

Fonte: http://www.parasitologia.org.br/


Parazoonose

Doença em que o homem é hospedeiro acidental. Aqui, o homem não é essencial para manter o ciclo biológico do agente, diferentemente das Euzoonoses.

Exemplo: Complexo Equinococose-hidatidose.


Patogenicidade

Capacidade de um agente biológico causar doença em um hospedeiro suscetível.


Referência bibliográfica: Glossário de epidemiologia, de E. A. Waldman e S. L. D. Gotlieb, Informe Epidemiológico do SUS. 7: 5-27, 1992.


Patógeno Endêmico

Do Grego en (em) + demos (pessoas), refere-se a uma doença ou patógeno que ocorre em uma determinada região e infecta frequentemente os habitantes desta região.


Fonte


Patognomônico

sinal ou sintoma característico de determinada doença.
Ex.: sinal de Romaña é típico da doença de Chagas.


Fonte: http://www.parasitologia.org.br/estudos_glossario_P.php


Perinatal

De pouco antes a pouco depois do parto.

Na medicina humana, é o período compreendido entre a 28ª semana de gestação e o 7º dia de vida do recém nascido.


Período de incubação

É o período decorrente entre a penetração do agente etiológico e o aparecimento dos primeiros sintomas clínicos. 

Referência bibliográfica:< http://www.parasitologia.org.br/estudos_glossario_P.php>


Período de Latência

Período no qual os sintomas de uma doença desaparecem, apesar do hospedeiro estar infectado, e ser capaz de transmitir a doença.


Fonte: http://www.saude.sc.gov.br/gestores/sala_de_leitura/saude_e_cidadania/ed_07/10.html

http://www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf

Acessado em 14 de agosto de 2016


Período de transmissibilidade

É o intervalo de tempo em que há eliminação do agente etiológico, pelo humano infectado ou pelo animal infectado, para o ambiente ou por meio de um vetor hematófago. Deste modo, outro homem ou animal poderá ser infectado pelo agente. Pode ser determinado por critérios clínicos ou por exames laboratoriais, sendo que o animal ou homem infectado pode ou não ter sintomas.


Período pré-patente

Período pré-patente é o período decorrido entre a invasão (penetração) do agente etiológico no organismo até o aparecimento das primeiras formas detectáveis do agente (formas jovens iniciais como ovos, larvas, oocistos, etc). Este é seguido pelo período patente.


Fonte: http://pt.slideshare.net/guilhermecollares5/1-conceitos-gerais-45154881 ; e 

http://www.parasitologia.org.br/estudos_glossario_P.php


Período prodrômico

Sucede o período de incubação e apresenta sinais e sintomas inespecíficos, o que dificulta o diagnóstico nesse período (exemplo de tosse, febre, mal estar). Tem curta duração, geralmente alguns dias, e alta transmissibilidade.

Fonte: ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/resp/guiasarubsrc.pdf (acesso 11/11/2016)

Plano de Contigência

Um plano de contingência refere-se ao conjunto de procedimentos e decisões emergenciais que devem ser tomadas no caso de ocorrência inesperada ou da suspeita da ocorrência de um evento relacionado a falhas no programa de biossegurança de determinado sistema de produção. Seu objetivo maior é o de prover um rápido esclarecimento (diagnóstico) e contenção para o problema sanitário e deve ser direcionado especificamente ou genericamente a todas as enfermidades às quais o estabelecimento deve ser livre. 

Fonte: BARCELLOS, D. E. S. N. Avanços em programas de biosseguridade para a suinocultura. Acta Scientiae Veterinariae, v. 36, n. 1, p.33-46, 2008. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/actavet/36-suple-1/05_BIOSSEGURIDADE.pdf>. Acesso em: 14 ago. 2016.




PNCEBT

Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Animal, instituído pelo MAPA afim de controlar duas zoonoses de ameaça à saúde animal e à saúde pública, além de causarem prejuízos econômicos. Consiste em estratégias para monitorar e certificar propriedades de produção bovina, com vacinação e testes diagnósticos.

Fonte: Manual PNCBT 



PNCEBT

PNCEBT, ou Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal, é um programa elaborado em 2000 por um grupo instituíto pelo MAPA que tem como objetivo o controle e erradicação da brucelose e tuberculose bovina e bubalina. Os objetivos específicos do Programa incluem a redução da prevalência e da incidência dos casos destas doenças, e a certificação de propriedades que forneçam produtos seguros ao consumidor.

Fonte: http://www.agricultura.gov.br/animal/sanidade-animal/programas/prog-nacional-controle-erradicacao-brucelose-tube


Ponto crítico de controle

É a etapa do processo de produção onde existe o risco de dano ao produto (ou ao trabalhador) e onde é possível aplicar medidas de controle para evita-lo, preveni-lo ou reduzi-lo.

Fonte: http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/epid_visa.pdf



Porta de entrada

Vias pelas quais o agente infeccioso consegue penetrar no organismo do hospedeiro.  É o local ou ponto de penetração do agente no hospedeiro. Exemplos: trato respiratório, trato gastrointestinal, trato genito-urinário, pele, mucosas, conjuntiva, córnea.

Fonte: Michael Thrusfield. Veterinary Epidemiology. Blackwell Science, 2007.

 





Portador

Indivíduo infectado que não manifesta os sintomas da doença. Há dois tipos de estado
portador: portadores silenciosos, que retém sua infecciosidade, e portadores latentes, que não
são infecciosos. Por exemplo, muitos daqueles infectados com tuberculose são portadorres
silenciosos, enquanto a infecção pelo herpesvírus pode criar portadores latentes.
Pós-natal


www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf


Portador

Humano ou animal infectado por agente etiológico de doença transmissível, porém sem demonstrar os sintomas clinicamente reconhecíveis.


Prevalência


Número de casos de uma determinada doença em uma população específica num determinado ponto no tempo. O número de casos existentes de doença é igual à soma dos casos novos e dos casos antigos.

Prevalência = nº de doentes num ponto específico do tempo/nº de indivíduos em risco no mesmo ponto do tempo


BIBLIOGRAFIA:

http://www.uff.br/e-pid/prevalencia.htm

Michael Thrusfield, Veterinary epidemiology, second edition, Blackwell (1986).


Príon

Príons (proteinaceous infections particles, em inglês) são moléculas proteicas que possuem propriedades infectantes. Aparentemente, os príons são os únicos patógenos desprovidos de ácidos nucleicos (carga genética). São menores que os vírus e podem ser transmitidos de forma hereditária. Estão associados a doenças neurodegenerativas.




Fontes:

http://www.bseinfo.org

http://www.infoescola.com

http://brasilescola.uol.com.br



Profilaxia

Profilaxia é um conjunto de medidas utilizadas para prevenir o aparecimento de doenças, as quais variam conforme a enfermidade em questão. 


Prognóstico

Previsão do que há de suceder (AURÉLIO). Vem do antigo grego e significa 'saber antecipadamente'.
Em Medicina, é conhecimento ou juízo prévio do curso de uma doença, pode ser classificado em bom, reservado e mal.


Promastigota

Forma evolutiva do parasita do gênero Leishmania que é flagelada, extracelular, apresenta flagelo livre, corpo alongado e mede entre 14 e 20 µm.

Fonte: http://www.dbbm.fiocruz.br/tropical/leishman/leishext/html/morfologia.htm


Q

QUARENTENA

 É a reclusão de indivíduos ou animais sadios pelo período máximo de incubação de uma doença, contado a partir da data do último contato com um caso clínico ou portador, ou da data em que esse indivíduo sadio abandonou o local em que se encontrava a fonte de infecção.


Fonte : http://www.dicionarioinformal.com.br

Acesso em 12 de agosto de 2016


Quimioprofilaxia

Uso de uma droga, incluindo antibióticos, com a finalidade de prevenir uma doença.


Referência: www.ebah.com.br


R

Recrudescência

Exarcebação das manifestações clínicas ou anatômicas de um processo mórbido. No caso da malária, recrudescência é recaída da infecção malárica nas primeiras 8 semanas posteriores ao ataque primário. 16 11


Bibliografia: Relatório sobre as definições dos termos usuais em estatística hospitalar. Bol. mensal Serv. Fed. Bioestat. 13 (3) :5-18, 1953
Gabaldon, A.: Vocablos usuales en epidemiologia. Venezuela, División de Malariologia, s. d.


Reservatório

Qualquer local, vegetal, animal ou humano onde vive e multiplica-se um agente etiológico e do qual é capaz de atingir outros hospedeiros.

Fonte:<http://www.parasitologia.org.br/estudos_glossario_R.php>

Acessado em: 28 de setembro de 2016


Reservatório

Reservatório pode ser definido como o habitat de um agente etiológico, onde ele cresce e se multiplica. O agente infeccioso depende do reservatório para sua sobrevivência, para que possa ser transmitido a um hospedeiro susceptível. Podem comportar-se como reservatórios o ambiente, os humanos e os animais ou a combinação deles. 


Fontes:

Glossário de Terminologia de Vigilância Epidemiológica - Mercosul (1999, 2005)/http://portalcodgdh.min-saude.pt

http://www.saude.sc.gov.br

http://www.parasitologia.org.br




Resiliência

Capacidade do indivíduo de superar as infecções/infestações e tornar-se imune aos efeitos dos agentes, podendo estar com eles mas não serem afetados. Difere de resistência, que é a capacidade de reagir a um patógeno.

Capacidade de um sistema de retornar à sua condição inicial após uma modificação;
a resiliência é medida em função do tempo que o ambiente demora para retornar a uma
situação de equilíbrio que tinha inicialmente (o sistema menos resiliente é o que demora
mais tempo para retornar).

Fonte: http://midia.atp.usp.br/impressos/redefor/EnsinoBiologia/Ecologia_2011_2012/Ecologia_v2_09_TextoComplementarIII.pdf


Resistência

Corresponde a um conjunto de mecanismos específicos e inespecíficos do organismo que atuam como uma forma de defesa contra a invasão ou multiplicação de agentes infecciosos ou contra produtos tóxicos. Os mecanismos específicos são a imunidade e os inespecíficos a resistência inerente ou natural. 

Fonte: http://www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf


S

SANIDADE ANIMAL

A saúde animal, numa visão ampliada, envolve questões relacionadas a enfermidades dos animais, saúde pública, controle dos riscos em toda a cadeia alimentar, assegurando a oferta de alimentos seguros e bem estar animal.
Para assegurar a saúde animal, é necessária a existência de serviços veterinários bem estruturados, capacitados e aptos para detecção e adoção precoce das medidas de controle e erradicação das doenças.

Fonte: <http://www.agricultura.gov.br/animal/sanidade-animal>

Acessado em 12 de Agosto de 2016


Saprozoonose

Doença naturalmente transmissível entre animais e humanos, em que o agente causador necessita do ambiente para algumas transformações fisiológicas, tendo, portanto, um período de ausência de parasitismo. 



Saúde Pública

Saúde Pública é definida como "arte e ciência de previnir doenças, prolongando a vida e promovendo saúde pelos esforços organizados da sociedade" (Acheson, 1988; WHO). A saúde pública foca tanto na saúde quanto no bem-estar, não só a erradicação de doenças.


fonte: http://www.euro.who.int/en/health-topics/Health-systems/public-health-services


Saúde Única (One Health)

É um conceito fundado na consciência de que a medicina veterinária, humana e a saúde ambiental estão interligadas.. Este conceito representa a condição indissociável entre Saúde Pública e as doenças animais.  A medicina veterinária entra como elo chave, unindo as duas outras áreas e abrangendo aspectos que elas não conseguem atingir.




Fonte: http://portal.cfmv.gov.br/portal/noticia/index/id/4177; http://www.oie.int/for-the-media/editorials/detail/article/one-world-one-health/


Sazonalidade

É a propriedade de um fenômeno considerado periódico (cíclico) repetir-se sempre na mesma estação do ano. Algumas doenças são sujeitas à variação sazonal com aumentos periódicos em determinadas épocas do ano e isto geralmente esta relacionado ao seu modo de transmissão.

Fonte: http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/epid_visa.pdf



Sensibilidade

A sensibilidade é a capacidade do teste diagnóstico em questão detectar doença em pacientes doentes, ou seja, a razão entre teste positivos em pacientes doentes e a totalidade dos pacientes doentes (a/a+c). Em outras palavras, reflete o quanto este é eficaz em identificar corretamente, dentre todos os indivíduos avaliados, aqueles que realmente apresentam a característica de interesse.



Fonte: http://widoctor.com.br/testes-diagnosticos/

https://www.portaleducacao.com.br/nutricao/artigos/32812/conceitos-de-sensibilidade-e-especificidade


Sinais clínicos

É aquilo que pode ser percebido por outra pessoa sem o relato ou comunicação do paciente.

São as imagens, os sons e outros dados objetivos que o/a médico/a vê, escuta, ausculta (com o auxílio do estetoscópio) e sente quando realiza o exame físico.

É o termo correto a ser utilizado na medicina veterinária, muitas vezes referido erroneamente como sintoma.


Sinantropia

É a habilidade de certos animais silvestres (mamíferos, aves, insetos) de frequentar habitações humanas; isto é, são capazes de circular entre os ambientes silvestres, rural e urbano, muitas vezes, veiculando patógenos.


http://www.parasitologia.org.br/estudos_glossario_S.php


Sintoma

Condição somática relatada por um indivíduo sofrendo de uma doença (queixa). É subjetivo, sujeito à interpretação do próprio paciente. Em medicina veterinária não temos acesso aos sintomas e sim aos sinais clínicos.


Sistema Nacional de Informação Zoossanitária - SIZ

O SIZ se fundamenta nos dados e informações sobre ocorrência das doenças animais no País, bem como em outras informações de interesse para a saúde animal. Tem como principais objetivos coletar, analisar e divulgar informações zoossanitárias para subsidiar a elaboração, implantação, avaliação e tomada de decisões sobre estratégias e ações de vigilância, prevenção, controle e erradicação de doenças animais de relevância para a pecuária e para a saúde pública; bem como permitir a certificação zoossanitária nacional junto a organizações internacionais e países ou blocos econômicos com os quais o Brasil mantém relações comerciais.

Fonte: <http://www.agricultura.gov.br/animal/sanidade-animal/sistema-informacoes-zoosanitarias>

Acesso em: 12 de Agosto de 2016


Sorogrupo

Quando há antígenos iguais em diferentes sorotipos estes podem ser agrupados e denominados como "sorogrupo".


Fonte: http://legionella.blog.br/glossario/sorogrupo/ 

Acessado dia 28/11/2016, 15:44


Sorologia

Estudo das reações antígeno-anticorpos. Via de regra, o uso de dados sorológicos para inferir sobre a história infecciosa pregressa de um indivíduo.

Fonte: http://www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf


Sorotipos

1) Variedade de anticorpos de um indivíduo, via de regra baseado em análises de amostras de sangue ou saliva.

2) Diferentes linhagens de um patógeno distinguidas pelos diferentes anticorpos que eles induzem no hospedeiro, ou com os quais reagem in vitro.

Deste modo, a palavra sorotipo é também aplicada a uma linhagem particular, sendo este seu uso clínico mais comum.

http://www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf


Sorovar

Diferente variedade de uma determinada espécie de bactéria, tendo por base a especificidade imunológica de determinados componentes da superfície da célula como os da parede celular ou do flagelo.



Fonte: http://m.achando.info/sorovar


Spillover

É uma mudança na dinâmica de uma doença, causada pelo contato de uma população de hospedeiros com propágulos de parasitas (a despeito do modo de parasitas) de outra população reservatória a qual possui uma alta abundância dos parasitas 


Referência: Power & Mitchell, 2004. 

Fonte: <http://www.jstor.org/stable/10.1086/424610?seq=1#page_scan_tab_contents>

Acessado em: 14 de Agosto de 2016 


Surto

É a ocorrência de dois ou mais casos epidemiologicamente relacionados. Alguns autores denominam surto epidêmico, ou surto, a ocorrência de uma doença ou fenômeno restrita a um espaço delimitado: colégio, quartel, creches, bairro etc.

Fonte: http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/epid_visa.pdf
Acesso em: 11 de agosto de 2016.


surto

ocorrência epidêmica restrita a um espaço extremamente delimitado. 


Susceptível

Indivíduo acessível ou capaz de ser infectado por um patógeno.

http://www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/imagens/glossario_de_epidemiologia.pdf


Susceptível

Organismo ou população que apresenta susceptibilidade à ação de determinado fator. Pensando em agente infeccioso, seria o indivíduo que não possui resistência a determinado agente patogênico, podendo contrair a doença.

Fonte: http://www.fmvz.unesp.br/paulodomingues/graduacao/aula2-texto.pdf 


T

Taquizoíto

 

Os taquizoítos são formas de reprodução rápida, encontrados nos tecidos durante a infecção aguda. São metabolicamente ativos e podem se proliferar em todos os tipos celulares (exceto hemácias) onde se reproduzem por endodigenia que é uma forma de reprodução rápida por brotamento de dois organismos até que a célula hospedeira morra e libere centenas de novos taquizoítos que irão invadir outras células. Com o aparecimento da resposta imune, os taquizoítos se encistam no interior de células. Os taquizoítos não são a forma de resistência e são facilmente destruídos pela ação do suco gástrico.


http://www.uft.edu.br/parasitologia/pt_BR/parasitologia/toxoplasmose/morfologia/index.html

http://anatpat.unicamp.br/taneutoxopl.html



tendência secular

Apresenta certa estabilidade, intensificação ou decréscimo de valores


Transmissão horizontal

A transmissão horizontal ocorre quando a infecção é transmitida de qualquer segmento de uma população para outro. A transmissão horizontal pode ser direta ou indireta. Na transmissão horizontal direta, um hospedeiro suscetível adquire uma infecção tanto por contato físico com um hospedeiro infectado quanto pelo contato com secreções infectadas. A transmissão horizontal indireta envolve um veículo intermediário, vivo ou inanimado, que transmite a infecção entre hospedeiros infectados e suscetíveis.

Fonte: Michael Thrusfield. Veterinary Epidemiology. Blackwell Science, 2007.


Transmissão iatrogênica

Transmissão de uma doença causada por procedimentos médicos ou cirúrgicos sem os devidos cuidados quanto à higiene. Um exemplo de transmissão iatrogênica de uma zoonose é a transmissão de raiva por transplante de córnea.

Fonte: http://www.elearnvet.net/moodle/mod/glossary/view.php?id=29110&mode=&hook=ALL&sortkey=&sortorder=&fullsearch=0&page=2


Transmissão por aerossóis

Transmissão pela disseminação de núcleos de gotículas ou pequenas partículas inaláveis com agentes viáveis à distância de modo que o microorganismo possa ser inalado por outro individuo.


Transmissão vertical

A transmissão vertical ocorre quando a infecção é transmitida de uma geração para a próxima por meio da infecção do embrião ou do feto enquanto no útero (in utero) ou no ovo (in ovo). Abrange dois tipos de transmissão: hereditária ou congênita.

Fonte: Michael Thrusfield. Veterinary Epidemiology. Blackwell Science, 2007.


V

Vacina

Preparação que contém microrganismos vivos ou mortos ou frações deles possuidora de propriedades antigênicas. As vacinas são empregadas para induzir em um indivíduo a imunidade ativa e específica contra um microrganismo.


Referência bibliográfica: Glossário de epidemiologia, de E. A. Waldman e S. L. D. Gotlieb, Informe Epidemiológico do SUS. 7: 5-27, 1992.


variação sazonal

repete-se sempre na mesma estação do ano ou certos dias esperados


Vazio Sanitário

É o período em que a instalação permanece vazia após ser realizada a limpeza seguida de desinfecção. A prática é um complemento à desinfecção e permite a destruição de micro-organismos não atingidos pela mesma, mas que se tornam sensíveis à ação das pressões físicas naturais. Além disso, o vazio sanitário permite a secagem das instalações. Sua eficiência somente será possível se o local permanecer fechado, não permitindo a passagem de animais ou pessoas. 


Fonte: BARCELLOS, D. E. S. N. Avanços em programas de biosseguridade para a suinocultura. Acta Scientiae Veterinariae, v. 36, n. 1, p.33-46, 2008. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/actavet/36-suple-1/05_BIOSSEGURIDADE.pdf>. Acesso em: 14 ago. 2016.


Veículo

Ser animado ou inanimado que transporta um agente etiológico. Não são considerados veículos excreções e secreções da fonte primária de infecção, que são considerados substratos nos quais os germes são eliminados do organismo pelas vias de eliminação



Ary Walter Schmid, Departamento de Higiene e Medicina Tropical da Associação Paulista de Medicina


Vetor

São animais, geralmente artrópodes, que transmitem o agente infeccioso ao hospedeiro susceptível.

Fonte: <http://www.fmvz.unesp.br/paulodomingues/graduacao/aula2-texto.pdf>


Vetor biológico

É o vetor no qual o agente etiológico se multiplica ou se desenvolve.


Vetor mecânico

É o vetor que serve apenas de transporte ao agente etiológico. Não é um local de desenvolvimento ou multiplicação.


Vias de eliminação

Via de eliminação é o trajeto pelo qual o agente, a partir do reservatório ou fonte de infecção, atinge o meio ambiente. Os tratos respiratório e digestivo são as principais vias de eliminação, cabendo citar também a urina, sangue, pele, mucosas e secreções.


Fonte: http://portalses.saude.sc.gov.br/arquivos/sala_de_leitura/saude_e_cidadania/ed_07/05_01_04.html


Vigilância Entomológica

Continua observação e avaliação de informações originada das características biológicas e ecológicas dos vetores, nos níveis de interações com hospedeiros humanos e animais reservatórios sob a influência de fatores ambientais, que proporcionam o conhecimento para detecção de qualquer mudança no perfil de transmissão das doenças.





Fonte: http://www3.servicos.ms.gov.br/saude_externo/downloads/LV-ENTOMOLOGIA.ppt


Vigilância Epidemiológica

É um conjunto de ações que visam levantar os aspectos de manifestação e propagação das doenças. Visa o conhecimento, detecção e prevenção de fatores determinantes e condicionantes, de forma a adotar medidas de prevenção e controle de  doenças.


Fonte: http://www.saude.sc.gov.br/gestores/sala_de_leitura/saude_e_cidadania/ed_07/10.html

http://www.aids.gov.br/sites/default/files/Epidemiologia_VE_NaraMelo_0.pdf

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/funasa/guia_vig_epi_vol_l.pdf


Acessado em 14 de agosto de 2016


Vigilância sanitária

"um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde..."

(Lei 8080, 1990)


Viremia

Presença de vírus no sangue circulante do animal.


Virulência

Capacidade de um agente infeccioso se multiplicar no organismo do hospedeiro, produzir toxinas e levar a efeitos deletérios graves e/ou fatais.


Referência Bibliográfica:

Pereira, S. D. Conceitos e Definições da Saúde e Epidemiologia usados na Vigilância Sanitária. Disponível em: <http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/epid_visa.pdf >  


Z

Zooantroponose

Doença primária do homem, mas que pode ser transmitida para outros animais.

Ex: Leishmaniose, Teníase, Tuberculose


Fonte: Sociedade Brasileira de Parasitologia

http://www.parasitologia.org.br/estudos_glossario_Z.php


Zoonose

Doenças e infecções que são naturalmente transmitidas entre animais vertebrados e homem.

Bibliografia: WHO (World Health Organization), 1959. Zoonoses. Second report of the Joint WHO/FAO Expert Committee. Technical Report Series 169. 87 Roma: FAO. p. 6


Zoonose Emergente

Zoonose Emergente é uma zoonose que foi recentemente conhecida ou uma zoonose já reconhecida mostrando um aumento na incidência ou na expansão em uma área geográfica, ou alterações no comportamento do vetor ou hospedeiro (OMS, 2004).


Zoonose Ocupacional

É a designação dada a uma série de doenças que acometem a saúde do empregado devido ao ambiente de trabalho no qual está inserido, sendo a doença transmitida entre o animal e o empregado.





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