De feitio teórico, o curso propõe uma reflexão ampliada sobre a memória, pensando-a em função da combinação de distintas perspectivas: antropológica (a memória como artefato e forma de pensamento); sociológica (os quadros sociais da memória); histórica (as artes da memória na tradição europeia); psicanalítica (memória psíquica e regressão); artística (a memória como tema e procedimento nas práticas artísticas) e arquitetônica ou espacial (a cidade como lócus da memória coletiva). Artes da memória, diz o título, porque se trata de refletir sobre os modos sinuosos e as astúcias da memória que, tomando a forma de inscrições espaciais, percursos temporais, expressões imagéticas e/ou narrativas, é forjada entre acúmulos e perdas, lembranças e esquecimentos. Artes da memória, ainda, porque se trata de pensar a memória como fabricação (fictio); por meio de práticas que mobilizam o corpo e o ritual, e através de construções cartográficas e sistemas classificatórios os mais diversos.

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