Localizar a prisão no complexo institucional e na auto-representação política e jurídica das sociedades modernas; mostrar como a análise sociológica da prisão permite questionar o nexo convencionalmente postulado entre crime e castigo; relacionar mudança social e mudança de regimes penitenciários, com ênfase no debate sobre penalidade moderna vs. penalidade pós-moderna; analisar o retorno contemporâneo da prisão ao centro das políticas de controle do crime; identificar limites do estado de direito no contexto de normalização da exceção prisional; apreender a prisão como instituição expressiva e conformadora de tendências sociais abrangentes, no âmbito da qual o conflito entre racionalidades das diferentes esferas sociais encontra um de seus momentos de verdade e novos padrões de sociabilidade são forjados.